Brasileiro visita Portugal e vive o Porto num só dia


Por: Armindo Guimarães

A galera, digo, a malta brasileira sabe que eu sou do Porto e não raro lá me chega a seguinte pergunta: “Ó pá, vou a Portugal e pela primeira vez vou visitar a tua cidade do Porto e conto contigo para me dares umas dicas, para eu passar um dia do carago!”. Não se estranhe um brasuca falar portuga, ainda por cima à moda do Porto, pois por conta do luso-brasileiro Portal Splish Splash, um site sem fins lucrativos dedicado à Lusofonia e ao artista Roberto Carlos e seus fãs no Mundo, não raro portugas falam brasuca e brasucas falam portuga, fato, quero dizer, facto, que não é para admirar tendo em conta que os 10 anos completados recentemente pelo Portal, não é para menos.

Guia turístico é coisa que nunca fui, nem sou. Assim sendo, não é fácil meter a foice em seara alheia, que o mesmo é dizer, meter-me onde não fui chamado. Mas a verdade é que me chamaram, e em se tratando, quero dizer, e tratando-se de um cara amigo, digo, de um gajo amigo, cá estou eu bancando uma de guia turístico, sem saber como começar.

Parafraseando o saudoso ator Paulo Gracindo, na pele de Odorico Paraguaçu, na novela “O Bem-Amado”, deixemos de lado os entretantos e vamos direto aos finalmente.

Rua de Santa Catarina
Café Majestic






Capela das Almas

-CAFÉ DA MANHÃ/PEQUENO-ALMOÇO
-CAFÉ MAJESTIC
-CAPELA DAS ALMAS
-BOLHÃO

Como o cara só dispõe de 1 dia, é difícil para ver e sentir tudo o que o Porto tem para oferecer, mas não é impossível e por isso o melhor é começar logo pela manhã rumo a Santa Catarina, a icónica rua do Porto com uma parte só para peões e onde existe todo o género de comércio, tomar o café da manhã, digo, o pequeno almoço naquele que é considerado o 6.º café mais belo do mundo o “Café Majestic”, onde Sean Smith, na biografia de J.K. Rowling, refere que a escritora, que viveu no Porto, passava muito tempo no Café Majestic a trabalhar no primeiro livro "Harry Potter e a Pedra Filosofal". É normal haver uma extensa fila de clientes à espera de entrar, pelo que, se for o caso, como o dia só tem 24 horas e boa parte delas já passaram, o melhor é tirar umas fotos de recordação e optar por um dos muitos cafés que existem na artéria, por exemplo, na praça de alimentação do bonito “Via Catarina Shopping Center”.

Ao sair do Via Catarina, vire à sua direita e a cerca de 200 metros dê de caras com a belíssima Capela das Almas, onde este que aqui escreve foi baptizado e a escassos metros passou a sua infância e juventude. Aprecie os 15.947 azulejos que cobrem as paredes exteriores da autoria de Eduardo Leite. Se não fosse o Mercado do Bolhão, onde na infância aqui o menino ia roubar fruta às vendedeiras mais distraídas, estar neste momento que escrevo em obras de restauro previstas até 2020, convidava-o para uma visita obrigatória. Porém, a escassos metros da Capela das Almas, no Centro Comercial La Vie, o Bolhão continua a funcionar a título temporário com umas condições logísticas dignas de nota, merecendo uma visita às bancas das vendedeiras sempre sorridentes para com os clientes, vendendo fruta, legumes, enchidos, flores, broa de Avintes e muitas coisas mais.

Igreja de Santo Ildefonso
Rua 31 de Janeiro







Regresse à Rua de Santa Catarina, passando novamente pelo Via Catarina e Café Majestic, em direção à Praça da Batalha, onde se encontra a Igreja de Santo Ildefonso, onde o menino fez a Comunhão Solene e cuja fachada é revestida com azulejos da autoria de Jorge Colaço.

Desça a Rua 31 de Janeiro e num desses quiosques típicos que existem por perto, adquira um ingresso, digo, um bilhete, para o Cruzeiro das Pontes, uma viagem de 50 minutos por entre as deslumbrantes margens do Porto e Vila Nova de Gaia, a bordo de um típico Barco Rabelo, com passagem por 5 Pontes do Rio Douro (Ponte Luís I, Arrábida, Infante, Maria Pia e São João) e avistamento da Ponte do Freixo, com direito a prova de vinho do Porto nas Caves Porto Cruz, na marginal de Vila Nova de Gaia. Preço: 15€, Crianças até 3 anos: Grátis, Crianças de 4 a 11 anos, acompanhados por adulto: 50% desconto.

Igreja dos Congregados e Estação de S. Bento
Comboio Turístico





Caves do Vinho do Porto
Sé/Catedral do Porto


-IGREJA DE SANTO ANTÓNIO DOS CONGREGADOS
-ESTAÇÃO DE SÃO BENTO/GARE DE SÃO BENTO
-CIRCUITO TURISTICO DE COMBOIO/TREM E VISITA A CAVES DE VINHO DO PORTO
-SÉ/CATEDRAL DO PORTO

Guarde o seu ingresso, digo, o seu bilhete bem guardado e a meia-dúzia de passos tem duas visitas bem legais, digo, bem fixes: a Igreja de Santo António dos Congregados e a majestosa Estação de São Bento, com cobertura de vidro e ferro fundido, da autoria do arquiteto Marques da Silva. O átrio está revestido com vinte mil azulejos historiados, do pintor Jorge Colaço, que ilustram a evolução dos transportes e cenas da história e vida portuguesas. Em 2011, foi eleita pela revista Travel+Leisure como uma das mais belas estações do mundo, tendo sido a única estação portuguesa incluída na lista.

Não tire mais fotos aos azulejos que se faz tarde, carago! Saia da Estação de São Bento pela porta central e vire à sua esquerda. Siga sempre em frente e suba a Avenida D. Afonso Henriques até dar de caras com a Sé /Catedral do Porto, um dos principais e mais antigos monumentos de Portugal (séc. XII). 

Deixe a visita à Sé do Porto para depois. Nem se atreva a tirar uma selfie junto à estátua do Conde Vimara Peres, pois o tempo voa. Com certeza que já viu um trem no meio da rua e se calhar até já foi abordado por um cara, digo, por um gajo convidando-o para entrar no comboio/trem e visitar as caves da Real Companhia Velha, em Vila Nova de Gaia, com direito a duas provas de Vinho do Porto e regresso ao mesmo local de entrada após passeio por ruas típicas da cidade do Porto. Preço por pessoa: 10€

Em vez do trem, pode optar por visitar de sua livre vontade qualquer uma das caves de Vinho do Porto. Para tal, consulte o site do Turismo do Porto, dedicado a caves e lojas de venda de vinho do Porto e pela Sé desça pelas ruas medievais que vai encontrando até chegar à Ribeira do Porto.

Se viajou no comboio/trem e já regressou à Av. D. Afonso Henriques, veja que aí começa nova avenida, a Av. Vimara Peres que vai dar ao tabuleiro superior da Ponte Luís I. Construída pelo Eng.º Teófilo Seyrig, discípulo de Eiffel, foi inaugurada em 1886, e é constituída por dois tabuleiros em ferro sobrepostos. Tem 395 metros de comprimento e 8 de largura, sendo o seu arco ainda hoje considerado o maior arco do mundo em ferro forjado.  Sentadinho que veio no trem e depois de uns Portos bem bebidos, não custa nada atravessar a ponte a pé. Normalmente, a travessia demora apenas 5 minutos, mas com você a tirar fotos às esplêndidas vistas que lhe são oferecidas, é certo e sabido que vai demorar pelo menos 15 minutos. Já chegou ao outro lado da ponte? Está em Vila Nova de Gaia, no Jardim do Morro, junto à Serra do Pilar, e agora pode ver do alto e em grande plano, a Cidade Invicta, qual cascata são joanina.  Agora é que vão ser fotos! Não deixe acabar o rolo, carago! Há mais fotos para tirar!

Ponte Luís I
Teleférico de Vila Nova de Gaia



-TELEFÉRICO PARA O CAIS DE GAIA
-ALMOÇO
-CAIS DA RIBEIRA
-CRUZEIRO DAS PONTES

Com estas e com outras você nem se lembra que a hora do almoço há muito que passou e então o melhor é tratar de reforçar a máquina, que o mesmo é dizer o corpo, para mais uma aventura. Convidámo-lo a entrar num dos muitos restaurantes que existem na margem esquerda do Rio Douro, do lado de Vila Nova de Gaia, descendo a pé ou utilizando o teleférico de Gaia, junto à ponte (6€ ida) que o leva a bancar uma de gaivota voando, voando, até pousar na margem esquerda do Rio Douro, onde encontrar um restaurante bem legal, digo, bem fixe, para almoçar, nunca foi tão fácil. Não vai há muito tempo, eu e um brasuca fomos num Bacalhau à João do Porto, no “Bacalhoeiro”, onde, para além do bacalhau tem outras especialidades de comer e chorar por mais. Acho até que o brasuca gostou tanto que quando regressou ao Brasil por certo disse para o seu compadre: “Cara, quando você for na Terrinha, tem que ir lá no Porto e saborear um bacalhau como eu saboreei com o nosso portuga.” O compadre é o cantor/compositor Roberto Carlos e o brasuca que me acompanhou na bacalhoada bem regada com vinho verde branco, foi Eduardo Lages, maestro da orquestra do Rei Roberto Carlos.

Com o maestro Eduardo Lages numa bacalhoada

Por certo que paisagem tão bela inspirou o maestro
para mais uma música, quem sabe, sobre o Porto

Depois de almoçar, passeie pelo cais observando a beleza de cada margem. No cais de Gaia, à face da rua e em ruelas do interior, existem várias caves de Vinho do Porto que pode visitar. 


Rapazes e raparigas da Ribeira abraçam o Douro


Passe para a cidade do Porto, pelo tabuleiro inferior da ponte e presencie a alma dos portuenses, rapazes e raparigas nascidos com o Douro com ele brincam atirando-se a ele do tabuleiro inferior da Ponte Luís I. Classificado em 1996 PELA UNESCO como Património Cultural da Humanidade, do Porto saíram sete galés e vinte naus para se juntar à conquista de Ceuta (1415), naquele que foi o começo das grandes navegações sob a direção do Infante D. Henrique, cognominado "O Navegador", nascido no Porto, precisamente na Ribeira onde existe uma casa onde se diz que nasceu e que se pode visitar. Para além da construção das naus e galés, os portuenses ofereceram para a expedição a Ceuta toda a carne existente na cidade, ficando apenas com as tripas para consumo. A partir de então os portuenses passaram a ter o epíteto de "Tripeiros" ao mesmo tempo que um prato típico nasceu: as famosas "Tripas à moda do Porto", que a maioria dos restaurantes da cidade confeccionam, em especial às quintas-feiras.

Imagino que na Ribeira você está a sentir-se noutro mundo, mas nunca “Um estranho numa terra estranha”, título do livro de Robert A. Heinlein, um dos meus autores favoritos de Ficção Cientifica, já que na Ribeira do Porto, por entre as centenas de turistas de todas as partes do mundo, estão muitos portugueses e em especial muitos tripeiros que o recebem de braços abertos.

Tripas à moda do Porto
Praça da Ribeira






Se ainda não se cansou de tirar fotos ao Rio Douro e aos barcos rabelos, embarcação típica que tradicionalmente transportava as pipas de Vinho do Porto do Alto Douro até às caves em Vila Nova de Gaia; se ainda não se cansou de tirar fotos à própria Ribeira e ao casario antigo e colorido, espero que ainda tenha com você, digo, consigo, o ingresso, digo, o bilhete para o Cruzeiro das Pontes que adquiriu num quiosque junto à Estação de São Bento. Ainda se lembra? Lembra-se, mas não sabe onde os guardou? Uma dica: veja no bolso de trás das suas calças. Como é que eu sabia que estavam nesse bolso? É que, para além de doutorado em Robertologia Aplicada e Ciência Afins, não se esqueça que também tenho o diploma de Astro-Robertólogo.

Dirija-se agora ao cais de embarque, que fica mesmo no centro da própria Ribeira, que o mesmo é dizer, na Praça da Ribeira. Nem vou dizer nada sobre tão interessante experiência, preferindo esperar pelo seu desembarque, para depois me contar tudo tim-tim por tim-tim.


Funicular dos Guindais 
Rua das Flores







-FUNICULAR DOS GUINDAIS OU ANDAR A BUTES

Agora, tem duas hipóteses de escolha para regressar à baixa do Porto: vamos à primeira: regresse à entrada do tabuleiro inferior da Ponte Luís I e fique de costas para a ponte. À sua frente, do seu lado direito e a 20 metros, tem o Funicular dos Guindais que o leva até à Rua Arnaldo Gama, muito próxima da Sé do Porto onde antes tinha passado a pé. A segunda hipótese, é a que eu considero a mais salutar já que é uma forma de fazer bom uso às sapatilhas que comprou para o passeio pelo Porto. Estando na Praça da Ribeira, suba a Rua de São João e vire na primeira rua à esquerda, até à Praça do Infante D. Henrique, onde pode ver o monumento em honra do Navegador e ao lado o Palácio da Bolsa e a Igreja de S. Francisco. Suba a Rua Dr. Sousa Viterbo, junto ao Mercado Ferreira Borges, para entrar no Largo de S. Domingos e depois na Rua das Flores, uma das mais turísticas da cidade e que vai confluir com a Estação de São Bento. Acho que nem preciso explicar o significado da expressão “andar a butes”.

Se optou pela primeira hipótese, a do Funicular, dirija-se à Sé do Porto, em direcção à Estação de São Bento. Ao lado da Igreja dos Congregados fica a sala de visitas do Porto.


Sala de visitas do Porto
Torre dos Clérigos


-SALA DE VISITAS DO PORTO
-POSTOS DE TURISMO DO PORTO
-TORRE DOS CLÉRIGOS
-LIVRARIA LELLO 

Dirija-se agora à sala de visitas da cidade, a Praça da Liberdade, Avenida dos Aliados e Praça Humberto Delgado. A recebê-lo tem a estátua equestre a D. Pedro IV de Portugal, o I do Brasil. Aprecie os imponentes edifícios em granito e ao fundo o edifício da Câmara Municipal do Porto. 

O Turismo do Porto disponibiliza vários postos de informação turística presenciais: dois no centro da cidade - Centro e ipoint Aliados, um na zona Histórica - Sé, dois sazonais - Estação de Comboio de Campanhã e Praça da Ribeira. No lado esquerdo da Câmara, na Rua do Clube Fenianos, fica um desses postos. Aqui encontrará uma equipa jovem e especializada que o ajudará a conhecer a cidade e a sentir-se como um verdadeiro portuense. Para além da informação turística disponibilizada com as melhores dicas, poderá adquirir entradas para diversas atrações no Porto, Douro e Norte de Portugal. Poderá ainda adquirir, diversos artigos de merchandising “Porto.”, o Porto Card, títulos de transporte (Andante Tour 1 e 3 dias).

Estando junto da estátua de D. Pedro, entre na Rua dos Clérigos e suba àquele que é considerado um dos monumentos mais emblemáticos da cidade: a Torre dos Clérigos, com 76 metros de altura e mais de 200 degraus. Nada que você não consiga subir depois de ter provado mais um Porto. Esperemos é que durante a subida não seja a hora do carrilhão de 49 sinos tocar! Quando subo à Torre, ao faltarem apenas uma dúzia de degraus para chegar ao topo, para incentivar a subida de quem me acompanha eu costumo dizer: só faltam mais 115 degraus! Nunca ninguém desistiu e ainda bem porque perderiam a oportunidade de presenciarem uma vista de 360º por todo o Porto, com os seus monumentos, ruas, avenidas, casas, telhados e o mar no infinito. Depois de descer, não se esqueça de visitar também a igreja.

Saindo da igreja da Torre dos Clérigos, logo ao lado tem a Rua das Carmelitas e no n.º 144, fica a Livraria Lello, uma livraria de extraordinário valor histórico e arquitetónico, considerada uma das mais bonitas do mundo pela imprensa internacional e que serviu de inspiração à autora de Harry Potter, que viveu no Porto entre 1991 e 1992 e onde nasceu a sua filha Jessica. 


Francesinha
Rua Galeria de Paris



-JANTAR
-PORTO À NOITE

Está na hora de se sentar para poder desfrutar de uma refeição e na baixa do Porto não faltam restaurantes e bares de qualidade com preços razoáveis. Se está a pensar comer uma francesinha, uma iguaria típica do Porto, são cada vez mais os restaurantes dentro e fora do Porto que a servem à maneira, porém, o Santiago na Rua de Passos Manuel, em frente ao Coliseu do Porto, e uns metros acima, na Praça dos Poveiros, continua a ser para mim a melhor opção e a fama já é tanta que encontrar uma mesa livre não é fácil. Esperemos que ao Santiago não aconteça como diz o velho ditado “ganha fama e deita-te na cama”, coisa que por estes dias irei tirar a limpo e depois, se se confirmar o ditado, estarei aqui novamente para ressalvar o que agora escrevo. Esperemos que não. Se optou pela francesinha e gostou, deixo-lhe aqui a receita para o caso de a querer confecionar depois das férias. Quem é amigo?

À noite, o Porto fervilha de animação com atividades multiculturais para todos os gostos. Na baixa, na Rua Galeria de Paris e ruas circundantes, há diversos bares onde se pode tomar uma bebida e petiscar até altas horas da noite em ambiente com agitação q.b., pleno de segurança.


O Porto é fixe!
 Dicionário de Expressões Populares



SEGURANÇA
DO PORTO MUITO FICOU POR VER E SENTIR
DICIONÁRIO DE EXPRESSÕES POPULARES PORTUGUESAS E BRASILEIRAS

Para além do clima e das paisagens deslumbrantes, o que leva muitos turistas a apostarem em Portugal para as suas férias é a segurança. Portugal possui uma taxa de criminalidade baixa comparativamente com outros países europeus, porém, há que ter sempre os cuidados mínimos no sentido de não tentarem eventuais carteiristas, em especial nos transportes públicos lotados ou ajuntamentos. Por exemplo, guardar carteiras com dinheiro e documentos no bolso de trás das calças ou malas de senhora mal fechadas, são um convite, para não dizer um desafio a quem se dedica a arte tão difícil. De resto, pode andar pela rua de máquina fotográfica na mão, telemóvel, tablets, sem qualquer problema, assim como na rua dirigir-se a um multibanco e levantar dinheiro. Assaltos nas ruas são casos raros, para não dizer raríssimos, contudo, todo o cuidado é pouco e o seguro morreu de velho. Depois não diga que eu não avisei!

Visitar o Porto em apenas 1 dia, não é fácil pois muita coisa fica por ver e sentir, porém, quem sabe se outro dia ou dias haverão para prosseguir o que começou, com visita a:

- World of Discoveries - Museu Interativo e Parque Temático, na marginal do Rio Douro, dedicado aos Descobrimentos Portugueses;
- Jardim do Passeio Alegre, que possui no seu interior ou nas suas imediações diversos monumentos e património classificado;
- Avenida do Brasil, um soberbo passeio a pé pela costa atlântica no calçadão da Avenida do Brasil, com as suas magníficas praias. Se puder esperar pelo por-do-sol, tenha à mão a sua máquina fotográfica;
- Jardins do Palácio de Cristal, um aprazível espaço verde, a partir do qual se desfrutam deslumbrantes panorâmicas do Rio Douro e do mar;
- Museu Românico, junto ao Palácio de Cristal e instalado na Quinta da Macieirinha, também chamada Quinta da Macieira ou do Sacramento, num edifício datado do século XIX e que pertenceu à família Pinto Basto;
- Parque da Cidade do Porto, o maior parque urbano do país, ocupando um total de 83 hectares e cerca de 10 km de caminhos;
- Casa da Música, projetada para o evento Porto Capital Europeia da Cultura em 2001, a Casa da Música é uma dinâmica e moderna sala de concertos dedicada à criação e celebração da música.
- Museu de Serralves. Visitar a Casa de Serralves é fazer uma viagem no tempo: este exemplar único da arquitetura Art Déco remonta aos anos 30 do século XX.
- Estádio do Dragão, do Futebol Clube do Porto, o mais melhor bom do mundo e arredores;
- Matosinhos. As praias e uma mariscada ou uma boa caldeirada de peixe num dos muitos restaurantes de Matosinhos, um lanche na Casa de Chá da Boa Nova, em Leça da Palmeira e mais, muito mais.

Despeço-me, deixando aqui o dicionário de “Expressões Populares Portuguesas e Brasileiras” que de alguma forma pode ajudar o meu amigo brasuca a entender esta ou aquela expressão portuense esquisita, como por exemplo, “andar a butes”. 

Boa estadia!

Porto - Portugal

Do autor sobre o Porto e os Portuenses:

A malta da Invicta é do carago!
Ao Nelo com um abração!
Tripas à moda do Porto, carago!
Francesinha
Pregões do Porto
Tripeira de Gema
São João no Porto
Três gajos do Porto numa viagem ao passado
São João 2013 – Gaia-Porto
São João do Porto com música anglo-saxónica

Armindo Guimarães

Sobre o autor

Armindo Guimarães - Doutorado em Robertologia Aplicada e Ciências Afins e Escriva das coisas da Vida e da Alma. Administrador, Editor e Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Leia Mais sobre o autor...

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    Comentários

6 comentários :

  1. Querido Portuleiro Armindo!

    Que fantástico!
    Sou uma brasuca que ama a nossa Terrinha-Portugal e meu maior sonho é conhecer principalmente a cidade do Porto e navegar no meu doce Rio Douro. Lendo o Teu texto muito me emocionei, pois foi como se lá estivesse. A maneira divertida como escreves me levou a dar boas risadas. A emoção aumentou ao curtir as belíssimas imagens do fantástico vídeo, nossa, posso dizer que virtualmente realizei a viagem dos meus sonhos.
    Parabéns pelo magnifico trabalho, que com certeza será de grande valia para todos que forem visitar essa Terrinha maravilhosa.
    Tu és o Cara!
    Beijinhos!

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    1. Obrigado, menina Albinha! Cuidado quando chama "Terrinha" a Portugal. Infelizmente muitos não sabem distinguir quando o termo é pejorativo ou enaltecedor, como aconteceu num artigo publicado há 2 anos pelo jornal brasileiro Globo. Eu, por exemplo, gosto do termo e até o aplico muitas vezes aqui e no Facebook. Ora, pois!
      https://observador.pt/2016/01/21/la-da-terrinha-um-termo-carinhoso-do-brasil-portugal/
      "Ora, pois!" é também outro termo dito pelos brasucas referindo-se aos portugas, termo que pese embora não seja utilizado aqui na Terrinha, muitas vezes o utilizo em conversa com a malta brasuca.
      Beijinho, ora, pois! :)

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  2. Bravo maninho! Você se saiu muito bem como guia turístico. Bela matéria!
    Quando eu for aí um dia lembrarei de tudo isso. Mas sou mais exigente vou querer você do meu lado. Pode ser? Te amo! beijos

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  3. Oi, maninha linda! Obrigado pelo teu simpático comentário. Claro que pode ser, maninha! as não sei se sabes, aqui os Guias Turisticos não são baratos. :) Beijinho. Te amo, viu?! :)

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  4. Não conhecia esses teus dotes de guia turístico, mas é sempre interessante conhecer-se algo mais do gajo do carago. Quando for ao Porto, serás contratado, mas sem irmos à Rua Escura e à Banharia. Essas eu dispenso. Eh, eh, eh. Um abraço

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    1. Amigo Carlos Alberto, essa da ruas Escura e Bainharia, fizeram-me rir. Já não são o que eram. Agora é só turistas a tirarem fotos ao casario, Abraço. :)

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