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7/12/2019

Jorge Jesus muda mentalidades...


Indubitavelmente que o Flamengo se assume como um dos maiores clubes de futebol do Brasil. E, na verdade, os negro-rubros têm a maior torcida, sempre fiel em toda e qualquer circunstância, mas, por outro lado, também cobra do time e do seu elenco diretivo quando as circunstâncias o impõem. É vulgar dizer-se que, quanto maior é a nau, maior é a tormenta. Porém, apesar dos problemas sofridos com o incêndio que deflagrou no dormitório do futebol jovem e que ceifou dez vidas de promissores atletas, o Flamengo apresenta-se com uma condição financeira estável em função das várias contratações que fez e, claro, das saídas para clubes estrangeiros, citando, nomeadamente, Vinicios Júnior para o Real Madrid, transferência que rendeu 45 milhões de euros. 

Como tem sido norma no futebol brasileiro, as mudanças de treinadores são frequentes e, paradoxal que possa parecer, basta perder três-quatro jogos consecutivos para o técnico entrar na chamada corda-bamba. Nesse sentido, o Flamengo não é exceção à regra e, como tal, na paragem originada pela disputa da Copa América, contratou o técnico português Jorge Jesus que, curiosamente, também foi pretendido pelo Clube de Regatas Vasco da Gama, mas sem êxito para o emblema da Cruz de Malta que, conforme é do domínio público, passa por uma fase periclitante em termos financeiros.

                                                     
Bom... falando de Jorge Jesus que se estreou no Flamengo num jogo para a Copa do Brasil, jogo ante o Atlético Paranaense e que se saltou por um empate a uma bola, tem agradado às hostes flamenguistas em função da sua exigência no trabalho. Era por aqui que tínhamos algumas reservas, conhecendo muito bem a mentalidade da maioria dos jogadores brasileiros, sem exceções. De resto, e quando se fala de mudanças de mentalidades, até portugueses que são vascaínos vão torcendo pelo Jorge Jesus. Evidentemente que isto não acontecerá nos próximos embates entre Vasco da Gama e Flamengo. Aqui, e numa conhecida frase portuguesa, que se lixe o Jorge Jesus.

NOTA FINAL – Assisti a duas entrevistas de Jorge Jesus na televisão e confesso que não constatei nenhuma calinada no nosso português. Tudo o que disse saiu certinho. Será que os microfones das televisões brasileiras são diferentes dos que apresentam as televisões portuguesas?
Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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