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5/01/2019

Miscelânea musical no Dia do Trabalhador



Miscelânea musical no Dia do Trabalhador

Não só do futebol ou de outra modalidade desportiva vivemos. Gosto, alternadamente, de trazer aos leitores temas diferentes, visando, sobretudo, relembrar episódios e pessoas que marcaram na minha terra, muitos deles, como já devem ter reparado em anteriores escritos, já não fazendo parte do nosso convívio. Comecei a tomar gosto pela música ainda muito jovem, influenciado (não tenho a menor dúvida) pelos momentos que vivi junto desse grande amigo, Roberto Artur Carneiro, figura destacada no meio sócio-político nacional, tendo sido, num anterior governo (1987-88), Ministro da Educação e, nessa altura, aquando da sua visita à ilha Terceira, escrevi um Hoje Jogo Eu em "A Bola" referenciando a sua infância no Bairro do Corpo Santo e, também, a forma em como se destacou no Liceu de Angra do Heroísmo, sendo considerado um dos mais brilhantes alunos. Muitas tardes-noite sentava-me à porta onde o Maestro Artur Carneiro (pai do Roberto) ensaiava a sua banda que, normalmente, aos fins-de-semana tocava para os militares (USA) do Destacamento Americano das Lajes. Uma banda que reunia um naipe de distintos músicos da nossa praça, entre eles, Alberto Pereira Cunha (meu grande amigo, sempre com aquele sentido de "galhofa"),o irmão Paulo Cunha, irmãos Soares, Diamantino Ribeiro, Dimas. Enfim, gente dedicada à música e que foi bem aproveitada por Att Carneiro. Mas como nunca fui antiquado, sempre acompanhei as várias gerações de músicos a cantores. E, aqui, há muitos amigos que sabem que, em tempos idos, fui um grande fã do Conjunto Académico João Paulo (depois passou a João Paulo 70) e, em certa medida, pela minha insistência, tive alguma influência junto do saudoso amigo Emílio Ribeiro (então presidente da Fanfarra Operária) para trazer à Terceira o Conjunto Académico João Paulo. Foram quatro inolvidáveis espetáculos. Será que perdi algum? Penso que não. E lembro-me que o Ladislau, então porteiro da Fanfarra Operária Gago Coutinho e Sacadura Cabral, disse ao meu falecido pai: "o teu filho não falha um espetáculo". A minha ligação com o Conjunto Académico João Paulo começou quando os vi pela primeira vez na televisão (Fevereiro de 1965), estava eu em Torres Novas aguardando embarque para Angola. Depois, encontrei-os em Angola, concretamente em Silva Porto. E nessa continuação, em alguns bailes em Lisboa, sobretudo nas Faculdades onde sempre atuavam ao fim-de-semana. E para finalizar esta miscelânea, vejam o que escrevi sobre Michael Jackson, para os jornais Jornal Magazine (Minas Gerais) e Luso-Fluminense (Petrópolis): e óbvio que, musicalmente falando, em função da minha idade estou mais ligado a Elvis Presley, que marcou a minha época ainda de jovem. Por outro lado, não fiquei alheio ao aparecimento de Michael Jackson, conhecido pelo "rei do pop". Confesso, inclusive, que, na última viagem que efetuei aos Estados Unidos (NY), comprei vários CD’S para oferecer à minha filha, ela sim uma grande fã de Michael Jackson. Por se tratar de uma figura pública, do top musical internacional, acompanhei todas as tristes peripécias que envolveram Michael Jackson, algumas delas, ao que parece, com cheiro a tramóia. Não só pela minha filha, mas também pelo grandioso número de fãs que conquistou ao longo da sua carreira, fiquei entristecido com o desaparecimento de Michael Jackson. Mais: Michael Jackson também está intrinsecamente ligado a obras de beneficência, destacando, nomeadamente, o tributo a África, cujo CD atingiu (em termos de vendas) os duzentos milhões. E, caso curioso, ouço amiudadamente sempre esta música nas minhas caminhadas matinais. O sentimento da mesma toca o meu coração, pelo facto de ter estado em Angola durante dois anos, o q.b. para reconhecer a miséria em que os países africanos se encontram. Portanto, como ser humano, com passagem pela África, só tenho a agradecer a Michael Jackson a sua iniciativa, ladeado por um grupo de outros famosos cantores que aderiram a esta contribuição por África. Acompanhei, através de vários canais televisivos, depoimentos de fãs e de pessoas que, pessoalmente, conheceram Michael Jackson. Todos se eximiram do "menos bom" de Michael Jackson. Ainda bem que isso aconteceu, porque, normalmente, quem ostenta o "preço da fama" é sempre atingido com os seus pontos negativos em detrimento do positivo. É mais fácil dizer mal... E sabe-se que Michael Jackson passou por eles. Não falar da(s) sua(s), mancha(s) negra(s), foi a melhor homenagem que a humanidade lhe prestou. E aqui reforço o que ele fez em prol de África. Foi a partir desse momento que redobrei a minha simpatia por Michael Jackson. Talvez por isso, quando um dia na têvê o vi entrar no tribunal escoltado por policiais norte-americanos, as lágrimas caíram. Naquele momento, até falei comigo próprio: Michael não merecias este vexame! Mas é a vida. Pagou pelo preço da fama.

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