Entrevista com Armindo Guimarães autor de “Roberto Carlos|Eduardo Lages – Conversas com a minha imaginação”


 
Por: Alba Bittencourt
https://www.facebook.com/albamaria.fragabittencourt

O português Armindo Guimarães, natural do Porto e residente na Maia, Portugal, é um dos maiores fãs do cantor/compositor Roberto Carlos, criando em 2008 o site Portal Splish Splash dedicado ao Rei e à Lusofonia, onde tem publicado uma série de temas de fundo sobre a obra de Roberto Carlos e ao mesmo tempo os já famosos bate-papos que desde 2005 diz ter com o Rei, com o maestro Eduardo Lages e todos, ou quase todos, os elementos da sua orquestra e do seu staff.

Em 2015, Armindo Guimarães decidiu reunir num livro de 509 páginas, todos os bate-papos (50 com Roberto Carlos e 11 com Eduardo Lages), incluindo alguns temas de fundo. Um livro que se pode dizer, só para amigos, pois surpreendentemente ainda não foi publicado por nenhuma editora, pelo que só alguns felizardos tiveram a primazia de o obter com dedicatória do autor.

Eu fui uma das contempladas com tão maravilhosa obra que não me canso de ler e reler, tudo porque ao ler os bate-papos sinto fazer parte dos intervenientes, ficando surpresa aqui e ali, dando risada constante.

Em “Roberto Carlos|Eduardo Lages – Conversas com a minha imaginação”, assenta o conhecido “Aviso: O texto que acabaram de ler é fictício. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.”. E logo a seguir, a fechar, uma frase de Jassemin West: “A ficção revela verdades que a realidade omite”.

E foi a pensar na frase de Jassemin West, que nos bate-papos Roberto Carlos sempre chama Jasmim Best, que fiquei com a pulga atrás da orelha, a juntar a tantas interrogações que sempre me ocorrem quando releio os bate-papos. Decidi, então, pedir uma entrevista a Armindo Guimarães que prontamente aceitou e que eu agora partilho com todos os leitores, esperando que de algum jeito contribua para melhor entenderem o livro e o autor.

ALBA BITTENCOURT – Quando e como surgiu a ideia de escrever o primeiro bate-papo?

ARMINDO GUIMARÃES – Tudo começou em 2004 quando a internet me proporcionou deixar de estar isolado aqui do outro lado do Atlântico relativamente a outros fãs de Roberto Carlos. Através do Portal Clube do Rei passei a partilhar com centenas de amigos opiniões sobre a obra do Rei. Apercebi-me que era geral o desejo de se encontrarem com ele ao menos uma vez na vida, batendo um papo, ainda que breve. Secretamente, era também o meu desejo, mas nunca o manifestava por o julgar impossível de realizar estando tão longe. Foi então que em 2005 me lembrei daquela máxima “Se a montanha não vai a Maomé, vai Maomé à montanha” e escrevi um imaginário bate-papo telefónico com o Roberto, que publiquei numa das Salas do Portal Clube do Rei, no caso, a Sala Amigos, Amigos. E a reação dos fãs foi tal que o que era para ficar por ali, teve mais um a pedido e mais outro. O êxito foi tanto que muitos pensavam que os bate-papos eram verdadeiros e por isso nos seguintes achei por bem incluir no final o aviso de que tudo era ficção e só bate-papos depois é que acrescentei a frase do Jasmim Best, digo, da Jassemin West.

AB – E como surgiram os bate-papos com o maestro Eduardo Lages?

AG – Em 2007, já haviam decorrido 19 bate-papos com o Roberto, o maestro Eduardo Lages, além do seu site oficial, criou um blogue no qual com alguma frequência interagia com os seus fãs, entre eles eu que participava com este e aquele comentário. Foi então que me lembrei de escrever um bate-papo com o maestro. A reação dos leitores foi boa e continuei. Contudo, confesso que tive problemas pois no 20.º Bate-papo com o Roberto, teve também a presença do maestro que a partir de então, sempre que podia estava presente nos bate-papos que eu tinha com o Roberto. Não só o maestro como os elementos da orquestra e não só, pois quando havia ensaios extras, por exemplo, para os Especiais de Natal, até Caetano Veloso, Erasmo Carlos, Bruno e Marrone e muitos outros entraram. A presença do maestro e dos elementos da orquestra nos bate-papos que eu tinha com o Roberto era tal que não fazia sentido eu continuar a ter bate-papos com o maestro tanto mais que nesses o Roberto também se metia pelo meio. Conclusão: os bate-papos com o maestro foram até ao 11.º, sendo que entre eles está um que como diria o célebre Odorico Paraguaçu, entrará para os anais e menstruais da comédia robertocarlistica: “O Puxe e o Empurre”.

AB – Em todos os bate-papos a iniciativa do contato é sempre do Roberto Carlos ou do maestro Eduardo Lages. Por que nunca telefonou você para eles? Você não tem o número de celular deles?

AG – Do maestro Eduardo Lages tenho, mas do Roberto não. Uma ocasião, quando passavam meses sem o Roberto me telefonar, logo que recebi telefonema dele a primeira coisa que lhe pedi foi o número do seu celular para de vez em quando ser eu a telefonar, mas ele não mo deu. Disse-me que era melhor ser sempre ele a telefonar pois eu sabendo o número de celular dele logo iria dizer para todos os fãs e depois ele não faria outra coisa se não receber chamadas de fãs de todo o mundo. Tive que dar razão ao Roberto ao não me querer dar o número do seu celular. Na certa eu não aguentaria e iria dizer o número a este e àquele fã.

AB – Mas o Armindo disse que tinha o número de celular do maestro Eduardo Lages. Quer dizer que anda dizendo o número a todo mundo, é?

AG – Não disse nem direi a ninguém o número de celular do maestro pelo simples facto de que o maestro não me pediu para eu não divulgar.

AB – Eu tô achando que sua resposta foi tão intrincada como os enredos de seus bate-papos, mas passemos a outra pergunta: quando escreves os bate-papos com o maestro Eduardo Lages ou com o Roberto Carlos e sua equipe, a ideia vai surgindo na medida que vais escrevendo ou premeditas tudo e depois só colocas no papel e se te isolas quando vais escrever ficando com a atenção voltada somente para ele até seu término ou se interrompes a escrita do bate-papo para fazer outras tarefas e depois voltas a continuar a escrever.

AG – É difícil explicar. O Roberto ou o maestro Eduardo Lages telefonam-me a propósito disto e daquilo e depois as coisas resvalam para outros assuntos. Nada é premeditado, mas para passar os bate-papos para o papel (no caso para o computador) tenho que estar compenetrado e como tal isolado. É difícil não interromper para depois continuar. Bate-papos que à partida prometem ser breves, acabam por ser longos pois em especial o Roberto quando começa a falar sobre alguma coisa que lhe interessa, ninguém o segura. Uma vez uma fã do Peru, seguidora atenta dos bate-papos, queixou-se de que os bate-papos apenas pecavam por serem longos. Eu disse isso ao Roberto num dos nossos bate-papos e a resposta que ele me deu foi que eu ao publicar bem que podia dividir o bate-papo em dois, género, parte 1 e parte 2, como nos filmes, mas eu não fui nessa.

AB - Te divertes ao escreveres os bate-papos?

AG – Muito. Mesmo muito. Sempre a rir-me sozinho deste ou daquele episódio, desta e daquela saída de determinado personagem.

AB - Tu sabes da emoção que nos causas quando lemos os bate-papos nos levando a crer que tudo é real?

AG – É fácil para mim imaginar a emoção que os bate-papos causam a quem os lê, em especial se o leitor for um fã do Roberto Carlos e do maestro Eduardo Lages, pois eu próprio passo por essa emoção quando me lembro de reler um bate-papo, rindo-me à toa, como se nunca o tivesse lido antes.

AB – Já deu para perceber que o bate-papo “O Puxe e o Empurre” é um dos preferidos do Armindo. Quais são para você os outros da sua preferência?

AG – Prefiro todos, é claro, pois todos eles têm a sua história e as suas verdades.

AB – Todos os bate-papos têm as suas verdades? Mas não se trata de pura ficção?

AG – Claro que são todos pura ficção, mas entendo que a ficção é mais atraente se incluir pelo meio alguma veracidade e isso foi sempre o que eu tentei dar aos bate-papos, de tal forma que para o leitor, e até para mim lendo-os agora passado tanto tempo de eles terem ocorrido, o difícil é saber onde está tanta verdade entre o imaginário.

AB – Por certo que os leitores gostariam de saber pelo menos uma ou duas verdades no meio de tanta imaginação.

AG – São muitas, mas neste momento recordo o 33.º bate-papo com o Roberto “Entrevista com Roberto Carlos a bordo do Costa Concórdia”, onde, para além dele, entraram Ana Lúcia (back vocal), Aurino (sax barítono), Carminha (secretária de RC), Michele de Gregório (comandante do navio), Dedé (percussão), Dody Serena (empresário de RC), Eduardo Lages (maestro da anda RC9), Genival (Gerente-técnico de RC), Ismail (backing vocal), Jurema de Cândia (back vocal), Lady Laura (mãe de RC presente no cruzeiro), Mércia Lages (esposa de Eduardo Lages), Paulinho (guitarra), Rafael Braga (filho de RC que esteve no cruzeiro), Tom Cavalcante (humorista que esteve no cruzeiro), Wanderley (pianista) e, é claro, Roberto Carlos e a repórter do Portal Splish Splash, Lilian Rocha (presente no cruzeiro) que, na verdade, conseguiu ficar tão perto de Roberto Carlos que tirou uma foto que correu mundo com o título de “Foto do Sorriso Robertocarlistico”, pois Roberto Carlos viu a intenção da Lilian, pôs-se a jeito e deu aquele sorriso que ficou para a história. A Lilian não conseguiu entrevistar o Rei, mas eu e a ela demos um jeito nisso: as perguntas são minhas e da Lilian e as respostas do Roberto foram imaginadas por mim de acordo com o que eu pensei que ele poderia responder se desse a entrevista à Lilian. As condições logísticas, técnicas e de segurança referidas no bate-papo sobre o navio Costa Concórdia, são exatas, porque baseadas em pesquisa que efetuei para o efeito. O 8.º Bate-papo com o maestro Eduardo Lages “Nossas Canções”, é todo ele verídico, pese embora tivesse sido publicado como fictício. No 9.º Bate-papo com o Maestro Eduardo Lages "Os Elton Jones do Brasil", foi verdade que no show em Toronto (Canadá) os portugueses a assistir eram tantos que Roberto cantou “Coimbra”. Foi verdade que Aurino, Clécio, Jorge Berto, Ubaldo, João e Nahor, foram num shopping e se lembraram de comprar óculos escuros, entrando com eles em palco e tocando os seus instrumentos de sopro bancando uma de Elton Jonh do Brasil, para espanto de Roberto Carlos e de toda a plateia.

AB – No 33.º bate-papo com o Roberto “Entrevista com Roberto Carlos a bordo do Costa Concórdia”, não houve bomba, incêndio nem naufrágio. Felizmente que tudo não passou de ficção, mas 2 anos depois foi a tragédia que sabemos e isso nos leva a perguntar se em outros bate-papos aconteceu a ficção dar lugar à realidade, porém, com resultados positivos.

AG – Sobre essa questão, melhor do que eu já respondeu a menina Sacha Splish, num artigo sob o título “O Astro-Robertólogo”.


AB – Cremos que a idealização e conceção dos bate-papos não foi tarefa fácil e por isso nos interrogamos se sentiu alguma dificuldade em particular na elaboração dos mesmos.

AG – Quase sempre tive duas dificuldades: a primeira, quando o Roberto Carlos e o maestro Eduardo Lages, tardavam em me telefonar, facto que impedia que eu passasse ao bate-papo seguinte; a segunda, tem a ver com os diálogos que queria aplicar a determinado personagem, mas que não sabia se no Brasil se usava como em Portugal e por isso muitas vezes tive que recorrer a amigos brasileiros para me confirmarem ou darem equivalência a esta ou àquela palavra, a esta ou àquela expressão. Não era fácil. Por via disso, acabei até por criar um pequeno dicionário de palavras e expressões luso-brasileiras.

AB – Pensamos que foi inovadora a ideia de os diálogos nos bate-papos estarem em português-português, quando é o Armindo que intervém e em português-brasileiro quando é o Roberto Carlos, o maestro Eduardo Lages e outros brasileiros a dialogar. Como você conseguiu escrever português-brasileiro se nunca esteve no Brasil nem nunca teve contatos pessoais com brasileiros?

AG – Eu sempre gostei do português falado no Brasil, talvez influenciado desde a infância pelas músicas do Roberto Carlos, mas também por outros cantores brasileiros. A partir do momento em que a internet me permitiu contatar quase diariamente com centenas de brasileiros e brasileiras fãs de Roberto Carlos, o que está a acontecer é que agora até já misturo alhos com bugalhos, quer na escrita, quer na fala, para gostosa chacota de familiares e amigos.

AB – “Roberto Carlos|Eduardo Lages – Conversas com a minha imaginação” é um livro que pelo seu teor, homenageia Roberto Carlos, o maestro Eduardo Lages e todos os elementos da sua orquestra e equipe técnica, mas não só, pois durante a sua leitura podemos verificar que menciona sob este ou aquele pretexto, centenas de fãs de Roberto Carlos, muitos deles nossos conhecidos nas redes sociais. Sabemos do interesse de muitos na aquisição do livro que ainda não foi posto à venda. Porquê?

AG – Essa pergunta só poderá ser respondida pelas editoras portuguesas e brasileiras que já contactei nesse sentido. Sei do interesse dos fãs que se me dirigem e a algumas dezenas já enviei o livro gratuitamente, mas os fãs são aos milhares e torna-se para mim uma empresa faraónica continuar com este processo de envio. Curiosamente algumas editoras brasileiras mostraram-se interessadas, mas recuaram. Tudo porque, dizem, não querem ser processadas em tribunal pelo Roberto Carlos, de nada valendo dizer-lhes que se trata de uma obra de ficção que em nada põe em causa a vida particular e/ou profissional do cantor.

AB - Sabendo que entregaste o livro em mãos a Roberto Carlos e ao maestro Eduardo Lages, qual foi a reação dos mesmos ao recebê-lo e o que sentiste ao ver que estavas a realizar dois sonhos: o tão desejado e esperado encontro com o teu ídolo Roberto Carlos com a entrega do teu primeiro livro?

AG – Vou resumir a resposta com esta expressão muito em voga no Facebook: É o delírio Robertocarlistico!

AB – Nos bate-papos dá para notar que não raras vezes, para não dizer sempre, que Roberto Carlos, perante certas intervenções de outros personagens, incluindo intervenções do Armindo, reage de forma irritada e impaciente, nada condizente com a serenidade que dele conhecemos. Por que nos bate-papos o Armindo o retrata dessa forma?

AG – Acontece que eu sempre quis dar aos bate-papos um jeito humorístico e como tal, para que pudesse atingir tais objetivos tive que exagerar nas reações dos personagens, tal como acontece numa caricatura em que o artista exagera as feições do rosto do retratado. Mas já que fala nisso, deixe-me dizer-lhe que sou de opinião que, se calhar, o que muitas vezes falta ao Roberto Carlos é precisamente expandir-se, ou seja, deitar cá para fora o que lhe vai na alma em vez de engolir em seco bancando uma de serenidade. 

AB – Além dos principais personagens das conversas, Roberto Carlos e Eduardo Lages, muitos são os personagens que nelas entram, em especial os elementos da orquestra do Rei. Apercebe-se que você quase que particulariza alguns com um carisma próprio, caso do Wanderley, de cunho humorístico, da Carminha, numa de braço direito de Roberto, do Genival, tipo soldado sempre no seu posto, do Norival, sempre numa de patinho feio e que você chama de “Científico”. Algum detalhe na vida real dessas personagens o levou a dar-lhes tais carizes?

AG – O cariz dado às personagens é de acordo com aquilo que imagino delas, embora exagerando como já referi, sendo que poderei estar completamente errado, uma vez que já tendo tido a felicidade de estar com o Roberto Carlos e com o maestro Eduardo Lages, tal nunca aconteceu com nenhum dos elementos da orquestra. O único que tive o prazer de conhecer e abraçar pessoalmente foi o Cassol Júnior, técnico da equipe de apoio, uma simpatia de pessoa que logo incluí no bate-papo seguinte, numa de contar tudo ao Roberto sobre o que os fãs falavam acerca dele. Na última digressão de Roberto Carlos a Portugal, em abril de 2017, confesso que mais do que estar com o Roberto Carlos e com o maestro Eduardo Lages eu desejaria estar com todos os elementos da orquestra, tirando uma foto para a posteridade. Infelizmente, nem Roberto, nem maestro, nem ninguém da orquestra, mas quem sabe noutra ocasião. Esta parte é melhor você não publicar, senão é certo e sabido que chega ao conhecimento do Roberto e logo, logo, ele me telefona chateado comigo:

ROBERTO CARLOS – Bicho, cê sempre a mesma coisa, mora!
ARMINDO – Eu sempre a mesma coisa, porquê, pá?
ROBERTO CARLOS – Cê bancando uma de raposa passando por baixo de uma videira e não podendo chegar aos bonitos e bem cheirosos cachos de uvas as despreza, continuando seu caminho, pensando: “são verdes, não prestam para nada.” Mas eis que cai uma parra da videira e a raposa logo se vira para trás. Você, tá sendo como a raposa, mora! Foi dizendo na entrevista que mais do que tirar foto comigo ou com meu compadre Eduardo Lages, cê queria era tirar foto com o pessoal da orquestra. Desde quando um verdadeiro fã iria dizer uma coisa dessa, mora?!
ARMINDO – Ó Roberto, tem calma, pá! É claro que para mim tu e o maestro estão sempre em primeiro, mas uma vez que já tinha tirado foto com vocês, é normal que eu gostasse de uma foto com o pessoal da orquestra. Ó Roberto, deixa-te de coisinha e diz-me uma coisa: já leste o meu livro, pá?
ROBERTO CARLOS – Bicho, só lê seu livro quem não tiver mais nada pra ler e na certa é por isso que nenhuma editora o quer publicar, carago, digo, caramba!
EDUARDO LAGES – Roberto, ouvi você dizer carago ao invés de caramba. Não diga que tá falando com nosso Armindo, pôxa! Vou já chamar o pessoal da orquestra, viu?!
ROBERTO CARLOS (pensando em voz alta) – E vão começar os problemas do costume. Minha Nossa Senhora! Pra que fui eu telefonar pro portuga, mora! E essa mania que todo mundo tem de chamar o portuga de “nosso”!
ARMINDO – Ó Roberto, não dizes nada, pá? De repente calaste-te… o que se passa, carago?
ROBERTO CARLOS – Armindo, vou fazer xixi e logo mais volto a telefonar pra você, viu?
ARMINDO – Ó Roberto, quando chegares no banheiro, segura bem na coisa. Não deixes cair o celular no sanitário como da outra vez. Eheheheh

AB – Puxa vida! Desse jeito vamos mesmo publicar tudo. É tempo de lermos o 51.º Bate-papo!

AG – Ora pois! Agora os fãs vão ficar em pulgas para saber se o Roberto deixou ou não cair o seu celular no sanitário.

AB – Eu sou uma das que conto os dias, conto as horas para ler um bate-papo. Cada minuto é muito tempo sem ler bate-papo. Nós temos feito perguntas sobre os bate-papos mas as “Conversas com a minha imaginação” tem ainda alguns temas de fundo e de opinião sobre a obra de Roberto Carlos, que consideramos ímpares no panorama robertocarlistico. Não vamos aqui falar de todos, como gostaríamos, mas “Roberto Carlos é Brasil, é brasuca!”, é o que chamamos um hino à obra do Rei, numa viagem virtual de Lisboa a Porto Seguro, em 1500. Como surgiu tão bela e humorística viagem virtual?

AG – Tudo começou quando notei que muitos fãs brasileiros se interrogavam, quiçá com uma pontinha de ciúme, por que motivo Roberto Carlos no final dos seus shows no exterior dava bis (em Portugal dá tris) e no Brasil, não? Queria responder a esses fãs e “Roberto Carlos, é Brasil, é brasuca!” foi a minha forma de responder, homenageando o Roberto, os fãs, os índios da Amazónia, o Brasil e Portugal.

AB – Para terminar, agora que ninguém nos ouve: como é? Verdade ou Ficção?

AG – (risos) Segundo Jasmim Best, digo, Jassemin West, “a ficção revela verdades que a realidade omite”.

AB – Como diria Roberto Carlos: Brigado, bicho! Gudvai…

AG - … que eu gudfico. Abraço Robertocarlistico!

"Mais do que a letra de uma canção, "Cavalgada", de Roberto e Erasmo Carlos, é um belo poema, uma ode ao amor... é talvez, a obra da dupla que mais retrata o amor naquilo que ele tem de mais sublime..."

In "Roberto Carlos|Eduardo Lages - Conversas com a minha imaginação"
"Cavalgada" de Roberto Carlos e Erasmo Carlos - Dissertação

 
AB - Armindo, tu és o cara que cativaste o coração dos Robertodependentes e em agradecimento a tua atenção, carinho e amizade, te dedicamos "Cavalgada" que sabemos é a tua música preferida.


Roberto Carlos - Cavalgada (Tributo a Roberto Carlos)

Licenciada em Robertologia Aplicada e Ciências Afins. Redatora militante do Portal Splish Splash e Administradora do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal.

Compartilhar Google Plus
    Comentários

6 comentários :

  1. Armindo, sempre camisa 10 de qualquer seleção! ;)

    ResponderEliminar
  2. É por isso que o Porto, ultimamente, não tem sido campeão. A falta de um jogador cerebral, o tal camisa 10, como hoje se diz na gíria futebolística. É por isso que eu, quando jogava, pedia sempre a 10. E, voltando ao Porto, aqui está o camisa 10 para levar os Dragões ao título que tem feito negaças nos últimos quatro anos. E este camisa 10 tem o condão de, em campo, utilizar a sua melhor tática, isto é, o ilusionismo que o coloca na cara do golo. Ó Pinto da Costa, que esperas para esta contratação?

    ResponderEliminar
  3. Simplesmente adorei de ler essa entrevista com o meu amigo Armindo Gonçalves Guimarães, e me sinto feliz de ter sido um dos felizardos de ter conhecido e lido essa surpreendente obra de bate-papo imaginário com Roberto Carlos e Eduardo Lages.

    ResponderEliminar
  4. Com uma dose extraordinária de humor, Armindo Gonçalves Guimarães nos presenteia com sua obra de arte!
    É meu livro de cabeceira!!!
    Sou sim, Robertodependente e o menino Armindo me coloca, com seu livro, muito próxima do meu Rei!
    Palmas pra ele!
    Cidah Viana - Atriz
    Divinópolis/MG - Brasil.

    ResponderEliminar
  5. Estou eu a lê essa obra prima,me encantei e ainda rindo sozinha,parabéns menino Armindo pela essa maravilhosa obra..Agora quero saber onde encontro esse livro...bjoss

    ResponderEliminar
  6. Muito legal essa entrevista com nosso querido Armindo Guimarães. Parabéns pela imaginação e pelo livro. Até na entrevista mostra o quanto é criativo, bem humorado e nos contagia com tua alegria. Só acho que precisa continuar nos presenteando com os bate papos. Torço para que consigas uma editora para publicar teu livro. Beijinhos Robertocarlísticos. Maristela

    ResponderEliminar