Espetáculo teatral "Leopoldina, Independência e Morte" volta ao CCBB em São Paulo

Foto de uma das cenas do espetáculo teatral "“Leopoldina, Independência e Morte”.

Sucesso de público e crítica, peça sobre a imperatriz Leopoldina reestreia no Bicentenário da Independência do Brasil

Com passagens anteriores pelos teatros das unidades do CCBB em São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro e com versão audiovisual criada em 2021, “Leopoldina, Independência e Morte” é um espetáculo teatral que revela novos olhares para o período da independência do nosso país a partir do ponto de vista da primeira mulher a governar o Brasil, tecendo relações com questões que até hoje permeiam nossa sociedade. A peça apresenta uma imperatriz Leopoldina ainda desconhecida por grande parte do público e destaca sua importância decisiva no processo que levou à nossa independência. 

A obra é fruto de anos de pesquisa do autor e diretor, Marcos Damigo, e tem consultoria histórica do biógrafo de Leopoldina, o escritor e historiador Paulo Rezzutti (biógrafo também de D.Pedro I e II), de forma que todos os eventos mencionados foram retirados de documentos históricos e alguns trechos, inclusive, são palavras dos próprios personagens encontrados em cartas e outras publicações. 

O espetáculo volta a São Paulo com mudanças importantes em relação à primeira e segunda temporadas na cidade, como inclusão de música ao vivo, executada por Ana Eliza Colomar, e redefinição do desenho de luz. A atriz Sara Antunes, que interpreta Leopoldina, está indicada ao prêmio APCA de melhor atriz por sua atuação em "Anjo de Pedra", de Tennessee Williams, dirigida por Nelson Baskerville. Plínio Soares, que interpreta José Bonifácio, integra também o elenco da série sobre a independência criada por Luiz Fernando Carvalho para a TV Cultura com estreia prevista em setembro.

Serão 20 apresentações no CCBB SP entre 07/09 e 16/10. A temporada acontecerá às sextas, 19h e sábados e domingos, 17h. Na semana de estreia serão realizadas apresentações extras na quarta, 07/09, 17h e na quinta, 08/09, 19h. Nas sessões de 07, 18, 25 de setembro e 09 de outubro, haverá um bate-papo após as apresentações. No dia 25 de setembro a sessão é acessível em libras e audiodescrição.

Em 2 de setembro, importante data na biografia de Leopoldina e no processo de independência do Brasil, haverá um bate-papo online às 20h, no canal do Youtube Leopoldina, Independência e Morte, com o consultor histórico Paulo Rezzutti, a psicanalista Maria Rita Kehl e a atriz Sara Antunes. Foi nessa data que, como regente interina durante a viagem de Dom Pedro I a São Paulo em 1822, ela reuniu o conselho de ministros e decidiu pela separação de Portugal, ratificada depois por seu marido no famoso e oficial 7 de setembro.

O projeto foi selecionado no Edital ProAC 35/2021 - programa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo que celebra os 200 Anos da Independência do Brasil. 

Sinopse
O espetáculo “Leopoldina, Independência e Morte” recria três momentos da vida da arquiduquesa austríaca que viveu no Brasil no século XIX, entre 1817 e 1826: recém-chegada da Áustria, ela relata a uma interlocutora estrangeira suas primeiras impressões sobre o Brasil; num segundo momento, Leopoldina, agora imperatriz, e José Bonifácio, seu principal aliado, analisam o complexo processo de independência após um acerto de contas; e, por fim, num delírio que consumiu seus últimos dias, ela relaciona sua vida, sua época e os projetos em disputa naquele momento com os dias de hoje. 

SERVIÇO: 
Espetáculo Teatral “Leopoldina, Independência e Morte”
Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Período: 07 de setembro a 16 de outubro
Horário: 07/09, 17h e 08/09, 19h. 
De 09/09 a 16/10 – Sextas-feiras, 19h | Sábados e domingos, 17h.
Ingressos: Vendas a partir de 31/08 - R$30 e R$15 - Pelo site bb.com.br/cultura ou na bilheteria do CCBB. 
 
Gratuidade para professores, estudantes da rede pública e pessoas de baixa renda mediante comprovação (carteirinha de estudante, comprovante de matrícula, contracheque de professor, cartão de programas sociais do governo), limitados a 30% da lotação do teatro. Em caso de não comparecimento, serão disponibilizados ingressos antes do espetáculo na bilheteria do CCBB.
 
Duração: 80 minutos | Lotação: 120 lugares
Classificação indicativa:  12 anos
Gênero: Drama Histórico
Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico, São Paulo – SP
Funcionamento: Aberto todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças
Entrada acessível: Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e outras pessoas que necessitem da rampa de acesso podem utilizar a porta lateral localizada à esquerda da entrada principal.
Informações: (11) 4297-0600
Estacionamento conveniado: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas - necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento. No trajeto de volta, tem parada na estação República do Metrô. As vans funcionam entre 12 e 21h.
Transporte público: O Centro Cultural Banco do Brasil fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista.
Táxi ou Aplicativo: Desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m). 


Foto de: Ariel Cavotti

 
Bate-papo após as sessões: 07, 18, 25/set* e 09/out.
*Sessão acessível em Libras e audiodescrição
 
Bate-papo online: 02/09, às 20h no canal do YouTube Leopoldina, Independência e Morte 
Com: Maria Rita Kehl, Paulo Rezzutti e mediação de Sara Antunes.

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Histórico da Peça
O ensaio publicado pela escritora e psicanalista Maria Rita Kehl no livro "Cartas de uma Imperatriz" (Estação Liberdade) foi o estopim para encontrar o recorte de uma história tão rica e interessante, enfatizando a transformação da princesa europeia em estadista consciente de seu tempo histórico. 
Em 2017, ano de comemoração dos 200 anos da chegada de Leopoldina ao Brasil, "Leopoldina, Independência e Morte" teve seu primeiro encontro com o público em dois experimentos cênicos realizados no Museu do Ipiranga, numa parceria do SESC com o Museu Paulista da USP. A versão completa do espetáculo estreou no palco do Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo (2018/19), passando por Belo Horizonte (2019) e Rio de Janeiro (2020), pouco antes da pandemia. Junto desta última temporada foi lançado o livro da peça pela Editora Giostri, integrando a coleção Dramaturgia Brasileira. No novo contexto de isolamento social, a peça ganhou uma versão audiovisual e teve uma primeira temporada no YouTube por meio da Lei Aldir Blanc.
 
Sobre a imperatriz Leopoldina
Descendente dos Habsburgos, uma das famílias mais poderosas do início do século XIX, Carolina Josefa Leopoldina Francisca Fernanda de Habsburgo-Lorena nasceu em Viena, capital da Áustria, em 22 de janeiro de 1797. Era filha do imperador Francisco I da Áustria e de Maria Teresa da Sicília. Deixou sua terra natal rumo ao Brasil para casar-se com Dom Pedro I, em um matrimônio arranjado típico daquela época, tornando-se a primeira imperatriz do Brasil.
Leopoldina chegou ao Brasil com 19 anos, morreu aos 29 e engravidou nove vezes. Articuladora e estrategista, foi responsável por ações cruciais para a política da época, mas seu grande feito como estadista não foi reconhecido até os dias atuais: enquanto regente interina durante viagem de Dom Pedro a São Paulo, ela reúne os ministros e decide pela independência do Brasil no dia 2 de setembro de 1822. Na peça, ela clama pela autoria do momento histórico e questiona a escolha do dia 7 de setembro para sua celebração.
Gostava de teatro e literatura e falava vários idiomas, além de ser botânica e mineralogista. Segundo Maria Rita Kehl, "D. Pedro continuava dependendo de Leopoldina; ela o orientava politicamente, comunicava-se com representantes de países estrangeiros com mais desenvoltura, falava mais línguas e era mais culta do que ele. Mas Pedro vingava-se da superioridade da esposa desmoralizando-a como mulher". Conforme a paixão de D. Pedro por Domitila se tornava pública e ela ficava cada vez mais poderosa, Leopoldina e o projeto político que representava foram perdendo força. Morreu após um aborto, deixando cinco filhos, entre eles o sucessor do trono, Dom Pedro II.
 
Sobre o CCBB São Paulo
O Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo, iniciou suas atividades há mais de 20 anos e foi criado com o objetivo de formar novas plateias, democratizar o acesso e contribuir para a promoção, divulgação e incentivo da cultura. O CCBB SP valoriza a diversidade, múltiplas linguagens, ineditismo, relevância cultural e as expressões de brasilidade. Com uma programação regular e acessível a todos os públicos, que contempla as mais diversas manifestações artísticas e um prédio que por si só já é uma viagem na história e arquitetura, o CCBB SP é uma referência cultural para os paulistanos e turistas da maior cidade do Brasil.
 
FICHA TÉCNICA
Marcos Damigo (diretor/autor/idealizador)
Ator, diretor e autor teatral formado pela Escola de Arte Dramática (ECA/USP), possui grande interesse pela história do Brasil como fonte de criação artística: ganhou o Prêmio Nascente da USP por seu primeiro texto teatral, "Cabra", sobre a Guerra de Canudos; adaptou clássicos como "O Retrato de Dorian Gray" (Oscar Wilde), realizado pelo Teatro Popular do SESI SP, onde também foi protagonista, e "O Barão nas Árvores" (Ítalo Calvino), para a Cia. Circo Mínimo; e coordenou a dramaturgia do projeto "O Que Morreu Mas Não Deitou?", indicado ao Prêmio Shell na categoria especial. Como diretor, realizou "Os Visitantes" (Priscila Gontijo) e "Perfeitos, Perversos e Educados" (Howard Brenton), que também traduziu para o português. Na televisão, estreou no SBT como protagonista da novela "Fascinação" (Walcyr Carrasco). Na Rede Globo, atuou em "Joia Rara" (Thelma Guedes e Duca Rachid), ganhadora do prêmio Emmy Internacional de melhor novela, e "Insensato Coração" (Gilberto Braga e Ricardo Linhares). Recentemente, atuou nos elogiados monólogos baseados nas obras de Machado de Assis "As Sombras de Dom Casmurro", sob direção de Débora Dubois, e "Memórias Póstumas de Brás Cubas", direção de Regina Galdino, que lhe rendeu indicação ao Prêmio APCA de Melhor Ator 2017.
 
Sara Antunes (atriz)
Atriz indicada ao prêmio APCA por sua atuação em "Anjo de Pedra", de Tennessee Williams, esteve recentemente no ar como a evangélica Márcia na série “Segunda Chamada”, TV Globo, e em 2020 na série “Todas as Mulheres do Mundo”, de Jorge Furtado, também na TV Globo, uma homenagem a Domingos Oliveira, falecido em 2019. Seu solo, "Dora", realizado durante a pandemia e veiculado virtualmente, lhe rendeu uma indicação ao prêmio APTR de melhor atriz.
Formada pela Escola de Arte Dramática (ECA/USP) e bacharel em Filosofia pela USP, foi uma das fundadoras do Grupo Tablado de Arruar e do Grupo XIX de Teatro, ambos de São Paulo, tendo realizado turnês pelo Brasil, Portugal, França, Inglaterra e Cabo Verde. Atuou em português, francês e inglês. Como atriz e dramaturga, atuou nos espetáculos premiados "Hysteria", "Hygiene" e "Arrufos", com o Grupo XIX de Teatro. Criou e atuou nos solos de sua própria autoria "Negrinha" e "Sonhos Para Vestir", dirigidos por Vera Holtz. Foi Diretora-Assistente do espetáculo "Sentimento do Mundo" (de Domingos Oliveira). Também atuou nas peças: "Guerrilheiras ou Para a Terra não há Desaparecidos" (de Grace Passô), sob direção de Georgette Fadel; "As Meninas" (de Maitê Proença e Luiz Carlos Goés), direção de Amir Haddad; e “Vestido de Noiva", direção de Caco Coelho. Entre os principais prêmios que recebeu, estão: APCA, Qualidade Brasil, Nascente, além de ter sido indicada ao Prêmio Shell, juntamente com o Grupo XIX de Teatro, como melhor atriz no Prêmio Questão de Crítica, e como melhor atriz coadjuvante no Festival de Gramado. Na televisão, participou do seriado "A Grande Família", das novelas "Em Família", "A Vida dos Outros" e da série "Nada Será Como Antes", todas pela Rede Globo.
 
Plínio Soares (ator)
Integrando o elenco da série que Luiz Fernando Carvallho prepara para a TV Cultura sobre a independência do Brasil a ser lançado em setembro, é formado pela Escola de Arte Dramática (ECA/USP). No teatro atuou em diversos espetáculos, incluindo “Noés”, de Rafael Neumayr, direção de Carlos Gradim; “Sonata De Outono”, de Ingmar Bergman, direção de Aimar Labaki; “Maria Miss”, adaptação de conto de Guimarães Rosa por Ewill Rebouças, direção de Yara de Novaes; “A Mulher que Ri”, de Paulo Santoro, direção de Yara de Novaes; “Hamlet”, de William Shakespeare, direção Francisco Medeiros; “O Que Morreu Mas Não Deitou" e "Terra Sem Lei”, coordenação de Francisco Medeiros; “Ricardo III”, de William Shakespeare, direção de Roberto Lage; “Prova Contrária”, de Fernando Bonassi, direção de Débora Dubois; “Bonita Lampião”, texto e direção de Renata Melo (indicado Prêmio Shell como Melhor Ator); “O Santeiro Do Mangue”, de Oswald de Andrade, direção de José Celso Martinez Corrêa; “Esperando Godot”, de Samuel Beckett, direção de Francesco Zigrino; entre outras. No cinema, atuou em “O Coletor”, de Marcos Alquéres; “Therese”, de Fabiana Serpa; “Xingu”, de Cao Hamburger; “Ensaio Sobre A Cegueira”, de Fernando Meirelles, “Bruna Surfistinha”, de Marcos Baldini; “Domésticas, o filme", de Nando Oliva e Fernando Meirelles. Na televisão integrou o elenco de “Malhação - Conectados”; “Mad Maria”; “A Cor do Pecado”, “Esperança”, “Coração de Estudante” (Rede Globo); “Telecurso 2000” (Fundação Roberto Marinho); “Homeless”; “Castelo Ra-Tim-Bum”; “Mundo da Lua” (TV Cultura); “Milagres de Jesus” – “A Mulher Encurvada”; e “Cidadão Brasileiro” (Rede Record).
 
Ana Eliza Colomar (musicista)
Bacharel em Letras pela USP, completou seus estudos na Escola Municipal de Música de São Paulo. Atua profissionalmente tanto em música erudita, como em música popular, executando violoncelo, flauta e sax. Integrou a Orquestra Experimental de Repertório e a Orquestra Sinfônica de Santo André. Tem ampla experiência em espetáculos teatrais: integrou o Grupo do Ornitorrinco, o Grupo XPTO, o elenco de “O Retrato de Dorian Gray”, no SESI São Paulo, como instrumentista e arranjadora. Autora e intérprete solo da trilha de “Leopoldina, Independência e Morte”. Integrou elenco de “Noite Filme Noir Cabaret - Trixmix.” Foi flautista e saxofonista dos musicais “Les Misérables” e “A Bela e Fera”. Acompanhou e gravou com Edson Cordeiro, com participação de Ney Matogrosso, Laura Pausini, Fortuna, Gereba, Rita Ribeiro, Loop B, Socorro Lira, Fioti, Stela Campos, Quinteto Aralume, Grupo Bojo, Thiago Pethit, Tiê, entre outros. Desenvolve também projeto de união da linguagem acústica com música eletrônica junto ao Grupo Pedra Branca. Integrou o quarteto de jazz da pianista Christianne Neves com a qual foi solista no Festival de Jazz de Sorocaba, em 2013. Integra, há 20 anos, o grupo de música étnica Mawaca, com o qual participou de inúmeros festivais e shows pelo mundo, e o grupo de samba e choro Dedo de Moça, vencedor do Fomento à Música 2019.
 
Fernanda Moura (produtora)
Á frente da Palimpsesto Produções Artísticas, Fernanda Moura é atriz e produtora com mais de 20 anos de experiência na área. Já realizou a produção de projetos em parceria com Carlos Colabone, Michelle Ferreira, Marcos Damigo, Sérgio Roveri, Marco Antônio Pâmio, Regina Galdino, Bruno Kott, Marcio Aurélio, entre outros. Com “Leopoldina, Independência e Morte” desde os estudos apresentados no Museu do Ipiranga, em 2017, a produtora foi a responsável pela circulação do espetáculo entre os Centros Culturais do Banco do Brasil SP/BH/RJ, e a mais recente versão audiovisual, gravada no Parque da Cantareira (março/2021). Produziu recentemente o espetáculo “O Pai”, de Strindberg, com direção de Regina Galdino, que estreou em abril/2022 no Teatro João Caetano, em São Paulo. Foi a produtora do premiado espetáculo “Assim é, se lhe parece” (2015-2107), com direção de Marco Antônio Pâmio (prêmio APCA de melhor diretor). A Palimpsesto produziu também outro espetáculo premiado, “Agreste”, de Newton Moreno e direção de Marcio Aurélio, levando-o para a cidade do Porto, no Ano do Brasil em Portugal (2013). 
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