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4/14/2020

4 cuidados para manter a região íntima feminina saudável durante o outono e inverno

Clima frio favorece proliferação de microrganismos e queda da imunidade

Clima frio favorece proliferação de microrganismos e queda da imunidade, fatores que podem levar ao surgimento de infecções vaginais. Ginecologista dá dicas para prevenir o problema

São Paulo – 13/04/2020 - Com a chegada das estações frias, como outono e inverno, todos nós devemos nos atentar à saúde. Porém, mulheres devem tomar cuidados redobrados, principalmente no que diz respeito à higiene íntima. “Isso por que o clima frio é propício para a proliferação de microrganismos nocivos aos genitais. Além disso, durante o outono e o inverno, sofremos com queda da imunidade, o que nos torna mais suscetíveis a infecções bacterianas, fúngicas e até virais”, afirma a Dra. Ana Carolina Lúcio Pereira, ginecologista membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia). Para ajudar a evitar doenças e infecções genitais nesse período, a especialista listou quatro cuidados que as mulheres devem tomar para manter a saúde íntima em dia. Confira:

Faça uma boa higienização: É comum que durante o inverno, por suarmos e nos sujarmos menos, algumas pessoas não tomem banho diariamente. Porém, a higiene diária da região íntima é indispensável, principalmente no inverno. “O ideal é limpar a região no mínimo uma vez por dia para controlar a quantidade de fungos e bactérias causadores de corrimentos, coceiras e doenças do trato vaginal, como candidíase e vaginose”, destaca a médica. “Para isso, utilize sabonetes neutros, sem cor, sem perfume e ginecologicamente testados, que vão manter o pH vaginal equilibrado. Além disso, dê preferência aos sabonetes líquidos, que não ficam expostos a bactérias que podem estar presentes no ar”, recomenda. Mas tome cuidado para não higienizar a região íntima com muita frequência, pois o hábito, quando em excesso, pode causar o ressecamento da região. “Por fim, não se esqueça de secar bem o local para prevenir o crescimento de fungos.”

Beba água: No frio, sentimos menos sede e, consequentemente, bebemos menos água. Porém, a água é fundamental para o bom funcionamento do organismo, visto que estimula a circulação de sangue e ajuda a prevenir a infecção urinária. “Então procure ingerir, no mínimo, dois litros de água por dia para permanecer hidratada e saudável”, diz a ginecologista. Durante o clima frio, uma boa dica é apostar nos chás, que, além de hidratar, também ajudam a aquecer.

Evite roupas apertadas: Com a chegada das estações mais frias, começamos a utilizar roupas mais robustas para manter o corpo quente, como calças abafadas. O problema é que essas peças de roupas são inimigas da boa saúde íntima. “Isso porque essas roupas abafam a região íntima e favorecem a proliferação de fungos e bactérias que podem causar infecções vaginais, como a candidíase”, alerta a especialista. “Por isso, evite usar calças muito apertadas com frequência e dê preferência aos tecidos mais leves e que permitem que o ar circule adequadamente. Se não for possível durante o dia, uma boa solução é usar peças mais leves na hora de dormir. Por exemplo, pijamas largos de algodão são uma boa substituição para o moletom.”

Opte por calcinhas de algodão: Pode não parecer, mas a escolha da calcinha é fundamental para garantir uma região íntima saudável, visto que a peça está em contato direto com o local. “Geralmente, opta-se por calcinhas de tecidos sintéticos, já que tendem a ser mais baratas. Porém, esse tipo de tecido pode ser prejudicial para a genitália feminina, pois abafa a região, aumentando a transpiração e a umidade do local, o que, além de causar desconforto, favorece a proliferação de microrganismos responsáveis pelas infecções vaginais”, explica a Dra. Ana. Por isso, dê preferência às calcinhas de algodão, tecido natural que permite que a região íntima respire adequadamente.

Por fim, caso você note algum tipo de alteração na região genital, a Dra. Ana Carolina Lúcio Pereira recomenda que você consulte um ginecologista. “Apenas ele poderá realizar uma avaliação do quadro e dar um diagnóstico correto, indicando o melhor tratamento e as recomendações mais adequadas para lidar com cada caso”, finaliza a médica.

FONTE: DRA. ANA CAROLINA LÚCIO PEREIRA: Ginecologista, membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), especialista em Ginecologia Obstetrícia pela Associação Médica Brasileira e graduada em Medicina pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro em 2005. Especialista em Medicina do Tráfego pela Abramet, a médica realiza consultas ginecológicas, obstétricas e cirurgias, atuando na prevenção e tratamento de doenças gineco-obstétricas com foco em gestação de alto risco.

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