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9/28/2019

Estratégias para aumentar a reciclagem no Brasil


Na busca de uma economia com menos desperdício, aliar empresas e consumidores é o melhor caminho 

São Paulo, setembro de 2019 - A produção de embalagens vem crescendo nos últimos anos e, de acordo com a Associação Brasileira de Embalagem, houve um aumento de 10,4% no valor bruto da produção de 2017 a 2018(1). Sendo assim, o número de embalagens disponíveis para reciclagem torna-se ainda mais relevante, bem como a necessidade de entendimento deste processo para que estes materiais tenham o destino adequado e não poluam o meio ambiente.

Mas será que as embalagens são todas iguais? A resposta é não. Porque nem todos os materiais têm o mesmo índice de reciclabilidade. Ou seja, nem sempre todas as partes da embalagem que você compra podem ser recicladas da mesma maneira ou são tão fáceis de reciclar. Tudo depende do tipo de material e de como são projetadas.

O trabalho para contribuir com sua futura reciclagem deve acontecer antes mesmo de uma embalagem chegar às gôndolas, na etapa de desenvolvimento. Ao escolherem suas matérias-primas, deve-se pensar no pós-consumo e, assim, auxiliar na coleta e seleção que terá utilidade para as cooperativas de reciclagem. 

De acordo com Assunta Camilo, diretora do Instituto de Embalagens, todos estão inseridos no processo de transformação do consumo de uma economia linear para uma economia circular. "O próprio fabricante deve ser educador e utilizar a embalagem como ferramenta para orientar sobre o descarte. Além disso, disponibilizar informações sobre os materiais que a compõem ajudaria muito", diz Assunta.  

"Há materiais que têm um índice de reciclabilidade alto, ou seja, que podem ser totalmente reciclados e voltarem a ser uma nova embalagem, como é o caso das latas de alumínio, do papelão e das garrafas PET", comenta Assunta. Ainda assim, é necessário aumentar a taxa de recuperação de alguns destes materiais. Ainda que o 97,7% do alumínio seja reutilizado e que mais de 80% do papelão produzido seja reciclado(2), apenas 56,8% das embalagens plásticas são reaproveitadas(3). 

Outro fator importante na reciclabilidade é o modelo da embalagem, que deve ser considerado tanto por fabricantes, quanto por consumidores. "É importante que se trabalhe o design para que tenhamos produtos com maior potencial para ser reciclado. Um bom exemplo é sempre optar por embalagens desenvolvidas com monomaterial. Com certeza o aproveitamento nas usinas - quando os catadores tiverem realizado a coleta e separação -  será melhor e mais eficaz", finaliza Assunta. 

Mas vale lembrar: para que todo esse processo funcione, as embalagens têm que ser descartadas no lugar correto, devidamente amassadas e limpas, para que cheguem até as cooperativas e indústrias de reciclagem.

1. Euromonitor International. Estudo ABRE macroeconômico e de tendências, 2019. Disponível em: <http://www.abre.org.br/setor/dados-de-mercado/dados-de-mercado-2018>.. Acesso em 14 de maio de 2019.
2. Anuário Estatístico da ABPO, 2016. In Embalagens de Papelão Ondulado - Corrugated Paper Packaging. 1ª edição. Barueri.  2018. p 312.
3. CEMPRE Review 2019, 2019. Disponível em <http://cempre.org.br/upload/CEMPRE-Review2019.pdf>. Acesso em 02 de setembro de 2019.
Carmen Augusta

Sobre a autora

Carmen Augusta - Administradora e Redatora do Portal Splish Splash. Redatora do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Leia Mais sobre a autora...

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