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7/07/2019

Final do Mundial de Futebol Feminino - Título para os Estados Unidos


Por: Carlos Alberto Alves
https://jornalistacarlosalbertoalves.blogspot.com/

Não nos causou admiração de espécie alguma o facto dos Estados Unidos, mais uma vez, ter chegado à final deste Campeonato do Mundo. Hoje, a maior potência do futebol  feminino mundial. O que nos surpreendeu isso sim foi a Holanda ter chegado à final ao derrotar na semi a Suécia, apontada como favorita no esgrimir com as holandesas. Mas tal não aconteceu e, na prorrogação, com um golo em fase crucial do jogo, a Holanda carimbou o passaporte para discutir o título com os Estados Unidos.

O JOGO ESTADOS UNIDOS- HOLANDA - Pelo seu potencial e histórico na competição, os Estados Unidos apontados como favoritos, o que, aliás, até foi reconhecido pelos responsáveis da seleção holandesa. Porém, a "seleção laranja" não se intimidou com isso e, com muito estoicismo, foi mantendo o zero-zero e, por outro lado, sem deixar de esboçar o contra-ataque. Curiosamente, foi o primeiro jogo em que as norte-americanas saíram para o intervalo sem marcar um único golo. Obra das holandesas a defenderem, com particular realce para a sua goleira. Também foi uma forma de enervar um pouco as norte-americanas, com aquela ansiedade de chegar ao golo. Neste aspecto, a Holanda apresentou-se com a lição bem estudada.

Aos 58 minutos, com a colaboração do VAR, a árbitra francesa assinalou grande penalidade para os Estados Unidos. Falta indiscutível de uma das zagueiras holandesas. E assim aflorou o tão almejado golo das norte-americanas, apontado pela Rapinoe. Foi imprudente a defensora holandesa no lance que originou a marcação da grande penalidade. Com este golo, a seleção USA tranquilizou muito mais. Mas manda a verdade dizer que, independentemente de poder vir a sofrer mais golos, a Holanda manteve a mesma disposição em termos estratégicos, ou seja, não diminuir a sua correria no jogo. Mas... mas... veio o segundo golo dos Estados Unidos. Uma autêntica bomba num lance gizado por via de um rapidíssimo contra-ataque. Lavelle foi a autora do golo.

Os Estados Unidos, finalmente, muito mais confiante e aproveitando os espaços que, desta feita, estavam a ser concedidos pela Holanda, daí que começaram a surgir mais lance de "frisson", até porque a Holanda deixava muitos espaços quando partia para o ataque. E desenhava-se mais um golo para os Estados Unidos e que só não aconteceu em função da exibição do "outro mundo" da goleira holandesa que, em termos de "placard", evitou males maiores.

No cômputo geral, os Estados Unidos justificaram inteiramente o triunfo, sobretudo pelo seu segundo-tempo, período em que afloraram os golos e, claro, um maior número de oportunidades, a maioria não concretizada porque, na verdade, houve mérito da goleira holandesa.

Um título bem entregue aos Estados Unidos. O segundo consecutivo.
Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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