ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

4/07/2019

E eu vou cantando: Brasil meu Brasil brasileiro



Sempre ambicionei um dia visitar o Brasil, pretensão que reforcei quando estive em serviço de reportagem na Copa do Mundo, em 1982, em Espanha, onde conheci muitos brasileiros. Com eles me envolvi nos bons e maus momentos do "escrete" e até hoje mantenho no meu espírito que somos irmãos, pese embora algumas divergências que ocorreram posteriormente e que, penso, ensombraram as relações entre Portugal e Brasil. Profissionalmente, nunca tive a oportunidade de aqui me deslocar. Sabia, de antemão, que era difícil. Porém, nunca desisti dessa tentativa. Esse dia, de uma forma ou outra, havia de chegar. E chegou para gáudio da minha pessoa. A 20 de Agosto de 2004, finalmente, concretizei esse antigo sonho, começando por me fixar em Carmo, cidade do interior do Estado do Rio de Janeiro. Carmo, "cidade bela" (frase do seu hino), com cerca de vinte mil habitantes. Lá estive até 26 de Dezembro desse mesmo ano, rumando depois para Niterói. Adorei Niterói, mas sem nunca esquecer que, para os carmenses, fui sempre "personna grata". Digamos, em relação a Niterói, que foi mesmo "amor à primeira vista". Vim de visita e acabei por ficar, curtindo a vida dentro do melhor possível. Mentiria se dissesse que não tenho saudades da minha terra, da minha família, dos meus amigos, do "meu jornalismo". Claro que já passei à reforma, mas sem perder o contacto com os jornais por onde passei. A internet me dá essa possibilidade. Penso tantas vezes naquela célebre frase do meu companheiro de "A Bola", Carlos Alberto da Silva Pinhão (já falecido), "ai que saudades, ai, ai". Invertendo agora as situações, o outro desejo (o segundo) passou por um dia ir a Portugal (com passagem de ida e volta) para abraçar todos aqueles que me rodearam ao longo de quase cinco décadas de efectivo jornalismo, facto que foi consumado em 2010 no período de 7 de dezembro a 7 de janeiro de 2011. Pelos que já faleceram, rezei uma Ave-Maria. 

E foi no Mundial de 1982, disputado em Espanha, que convivi com muitos brasileiros, muitos deles incentivando-me para eu, na oportunidade, visitar o Brasil. Nessa década de 80, nós jornalistas ainda enfrentávamos grandes dificuldades de comunicação para as redações dos jornais, dispondo apenas do telefone via operadora, com chamadas previamente marcadas. Era, de facto, um grande sofrimento, o que hoje, felizmente, não acontece, em função dos meios que estão ao nosso alcance, maior incidência para a internet, que muito nos ajudou em todos os aspectos. 

E assim vou continuando a cantar: Brasil meu Brasil brasileiro.

Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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