ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

4/23/2019

Centro de Pesquisa MackGraphe recebe a partir de hoje (23) pesquisadores em evento de tecnologia e nanomateriais em São Paulo


Acontece a partir de hoje (23) até o dia 25 de abril, na sede do Centro Mackenzie de Pesquisas Avançadas em Grafeno, Nanomateriais e Nanotecnologias da Universidade Presbiteriana Mackenzie, campus Higienópolis, o 7º Encontro do INCT Nanomateriais de Carbono, que traz 293 especialistas (professores, pesquisadores e estudantes) em grafeno e nanomateriais de carbono, dos grupos de pesquisas nas ligados ao INCT Nanomateriais de Carbono. A reunião anual, ligada ao programa INCT (Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia) do CNPq, que também conta com financiamento da CAPES e FAPEMIG, debaterá os avanços técnicos e científicos deste Instituto.

MackGraphe iniciou suas atividades em 2013, mas foi em março de 2016 que inaugurou o primeiro centro de pesquisas privado em Grafeno da América Latina, com laboratórios e equipamentos avançados. O MackGraphe é um dos membros do INCT Nanomateriais de Carbono.

Sustentado por três pilares de atuação: Fotônica, Energia-Sensores e Compósitos, o MackGraphe atua na fronteira da ciência, buscando a inovação para o mercado junto a parceiros e pesquisas aplicadas, além de contribuir sobremaneira para o desenvolvimento dos estudos acadêmicos.

O grafeno é um cristal atômico bidimensional formado por átomos de carbono dispostos em uma estrutura hexagonal. É o primeiro material bidimensional no mundo, e foi isolado pela primeira vez em 2004 pelos professores Andre Geim e Kostya Novoselov, ganhadores do prêmio Nobel de Física de 2010.

Perspectivas do Grafeno
Diante da popularidade crescente, é fato que há interesse na utilização do material por parte das grandes potências mundiais. A China, por exemplo, já possui cerca de 2.204 patentes registradas em produtos com grafeno, seguida dos Estados Unidos, com 1.754, e a Coréia do Sul, com 1.160. "Existe uma verdadeira corrida por trás de tudo isso. Apenas a Samsung (gigante sul-coreana de tecnologia), tem mais de 500 patentes. Há um potencial gigantesco no material", explica Thoroh.

A produção mundial de grafita natural em 2013 foi de 1,1 milhão de toneladas, enquanto a China foi responsável por 70,4% da produção total, seguida pela Índia, Brasil, Coreia do Norte e Canadá, mantendo os números do ranking produtivo feito em 2012. Em escala menor, esse mineral foi produzido nos seguintes países: Rússia, Turquia, México, Noruega, Romênia, Ucrânia, Madagascar e Sri Lanka.

Nesse cenário, o Brasil manteve o terceiro lugar dentre os principais produtores mundiais de grafita. A América do Sul detém a principal ocorrência do material, com grandes reservas e infraestrutura para permitir o crescimento da produção. As reservas brasileiras estão primariamente nos estados de Minas Gerais, Ceará e Bahia.

A produção brasileira do mineral natural beneficiada é de mais de 92.000 t de minério (65 mil toneladas de contido). A maior empresa produtora de grafita natural beneficiada no Brasil é a Nacional de Grafite Ltda., responsável por 96% do total, no ano de 2013, estabelecida no Estado de Minas Gerais, nos municípios de Itapecerica, Pedra Azul e Salto da Divisa, conforme o Informe Mineral 2015 do DNPM – Departamento Nacional de Produção Mineral.

Atualmente, 1 kg de grafite custa US$ 1 e dele pode-se extrair 150g de grafeno, avaliado em pelo menos US$ 15 mil, uma fantástica valorização. Prevê-se que o mercado de grafeno terá potencial para atingir até US$ 1 trilhão em 10 anos. E o melhor: estima-se que o Brasil possua a maior reserva mundial, segundo relatório publicado em 2012 pelo DNPM.

SERVIÇO
7º Encontro do INCT Nanomateriais de Carbono
Data: de 23 a 25 de abril
Local: MackGraphe
Endereço: R. da Consolação, 896 - Consolação, São Paulo 

Sobre o Mackenzie
A Universidade Presbiteriana Mackenzie está entre as 100 melhores instituições de ensino da América Latina, segundo a pesquisa QS Quacquarelli Symonds University Rankings, uma organização internacional de pesquisa educacional, que avalia o desempenho de instituições de ensino médio, superior e pós-graduação.

Sem comentários:

Enviar um comentário