ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

5/05/2011

Uma cruzada e caminhos que se cruzaram



Por: Carlos Alberto Alves
Portal Splish Splash


A minha cruzada jornalística começou exactamente em 10 de Março de 1964. Depois de alguns vacilos no que concerne a opções (marinheiro, psicólogo, etc.), quedei-me pelo jornalismo, quiçá o número três da minha própria lista. Opção errada? Nem por lá perto. Hoje, fazendo uma retrospectiva dessa cruzada que já leva 47 anos de percurso, não me sinto nenhum rei, mas sim, digamos, um ”oficial” desse rei que lançou o repto a muita gente para que a Comunicação (escrita, falada e visual) constituísse uma autêntica realidade. E assim foi através dos tempos por via dos meios humanos e tecnológicos que foram surgindo de década em década. Hoje, tecnologicamente falando, os meios são fantásticos com o surgimento da internet e, para breve, certamente que haverá surpresas nessa área. Não tenhamos a menor dúvida.

Diz-se que o “homem põe e Deus dispõe”. Acredito piamente que esta máxima já fez muita gente feliz com o que Deus passou para a concretização do(s) desejos(s) pretendidos(s). No que diz respeito à minha pessoa, essa cruzada encontrou um desejo manifestado desde muito jovem. Este: vir conhecer o Brasil e, se possível, ver em pessoa, numa lista de muitos reis (é sabido que este termo é muito aplicado em várias áreas sociais e culturais, óbvio neste Brasil) o rei da música e ficar ainda mais enriquecido com dados fornecidos, desde a sua infância até ao momento actual. À medida que fui crescendo, física e intelectualmente, sempre registava algo sobre o rei da música, ora pelas descrições contidas nos discos (de vinil como aqui se diz no Brasil), ora pelas notícias que chegavam através da mídia, nessa altura em menor quantidade paralelamente ao que hoje se constata. Também hoje a qualidade é muito superior, nomeadamente em relação aos jornais, completamente transformados em função dos tais meios técnicos a que já nos referimos no início do corpo deste artigo.

E eis-me, do sonho à realidade, no Brasil, desembarcando no Galeão a 20 de Agosto de 2004. Sem trazer a camisola (no Brasil diz-se camisa) da Toyota, acabei mesmo por seguir o slogan dessa conhecida marca de carros: veio para ficar e ficou mesmo. Talvez não tenha sido bem assim, mas por lá perto. E se foi perto, aplica-se na mesma o dito slogan.

Percursos, mudanças bruscas, alguma instabilidade, enfim, o que existiu nesta cruzada “made in Brasil, com o carimbo de um senhor que se assina com as iniciais CAA”. De famas e intriguinhas, alguém me lançou esta: “você é mulherengo como o rei”. Tive mesmo que responder que não conheci nenhum rei que não tivesse muitas mulheres. É o preço da fama, da admiração, enfim, da cobiça humana. Se me perguntassem se eu gostava de dormir com a presidente do Brasil, sendo ela uma mulher livre (ao que dizem...), claro que a minha resposta seria esta: sim, se também na circunstância não tivesse cara-metade. Ficaria mais famoso se chegasse ao domínio público. Este é mais um exemplo complementar da cobiça. Bom, deixamos a cobiça, os e as cobiçadas, e vamos aos finalmente.

Já passei a mensagem nos OCS que colaboro que o meu objectivo, única e exclusivamente, se Deus me der saúde, visa por atingir os 50 anos de carreira. Mas, nesta carreira recheada de sucessos (passe a imodéstia), confesso que jamais me passou pela cabeça escrever sobre o Rei Roberto Carlos, apesar de, em Portugal, ter alinhavado um artigo referente ao sofrimento de Roberto Carlos aquando da doença de Maria Rita, artigo esse, e já adiantando, que também trouxe à estampa no Splish Splash, que emocionou muita gente, inclusive o administrador, o meu bom amigo Armindo Guimarães, a quem quero tirar o chapéu (não estou no programa do Raúl Gil, mas monto aqui este quadro) pela forma como escreve, como ilustra as matérias e, acima de tudo, a sua dedicação ao maior e melhor portal do mundo. Esta a publicidade do “Carlinhos da viola”. E finalmente Roberto Carlos. Nesta minha cruzada os caminhos se cruzaram e, simultaneamente, recuando no tempo, concretizado o desejo de ver o Rei em pessoa. Mas, escrever sobre o Rei, como tenho feito ao longo destes meses (quase 12) em que marco presença assídua (contratos são para se cumprirem, eh, eh, eh) no Splish Splash não estava nas minhas cogitações. Faço-o com enorme dedicação e carinho por um ser humano que tem sofrido muitas contrariedades, mas que, por outro lado, sempre tem revelado um estoicismo digno dos maiores encómios. É por isso que eu sempre digo nas cavaqueiras com os amigos (hoje publicamente) que Roberto Carlos é um Rei completo. O grande cantor, o grande ser humano que é, humilde junto de todos aqueles que o rodeiam e sempre com o coração aberto para com os fãs. Quantos milhões?

Bem vistas as coisas, meu caro Roberto Carlos, Rei dos Reis (nada tem a ver com o Charlton Heston), tu é que fazes parte da minha história, ou seja, encerrando este ciclo da minha carreira que considero honrosa, com “chave de ouro”.

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