ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

2/06/2011

Saber aceitar as críticas




Por: Carlos Alberto Alves
jornalistaalves@hotmail.com
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Saber aceitar a crítica como forma de crescimento é uma atitude elevada que nem sempre pauta as gentes da nossa terra. Muitas vezes, diante de uma crítica ou “chamada de atenção”, tendemos a procurar desculpas que nos possam excluir da “vergonha do erro”. Ainda sob a ilusão de que somos perfeitos e tudo o que fazemos é maravilhoso, falta-nos a humildade de reconhecer que erramos. Não nos damos conta de que a “imperfeição” não reside no acto de errar, mas no acto de permanecer no erro.


Noto, em primeiro lugar, que algumas pessoas – infelizmente uma quantidade bem grande delas – não estão interessadas em debater. Preferem usar o espaço para ironizar, ofender, agredir, menos para debater. Em segundo lugar, detestam críticas, sejam elas quando são direcionadas a si mesmas ou a alguma coisa do qual gostam muito, como o futebol, a política ou meramente temas de interesse pessoal. Até aí, não há nenhuma novidade. Uma boa parte da humanidade tem mesmo uma certa dificuldade em lidar com as opiniões dos outros, uma parcela significativa não gosta de ver erros apontados e outro grupo bem numeroso, se pudesse, viveria sendo eternamente elogiado, para apaziguar o egocentrismo infantil.

Existem ideias que não podem ser estimuladas porque na sua base está a opressão. Mas existem milhares de outras ideias, modos de pensar, agir, fazer, sentir, ver o mundo, que precisam manifestar-se para compor o grande mosaico criativo que é a nossa espécie. É daí que surge a matéria-prima para a arte, a ciência. É daí que nos sustentamos como civilização. Mas o que vejo, é que a maioria sufoca cada vez mais as ideias que divergem. Se numa turma todas as raparigas assistem à aula vestidas como se fossem para um baile, coitada daquela que resolva ir de chinelinho de dedo.

A verdade é que para os adultos, que já têm uma opinião formada sobre si mesmos, uma imagem das coisas, é muito difícil ouvir críticas. Eles não se dão conta de como elas podem ajudar, principalmente no crescimento profissional.

É claro que a recepção da crítica depende da relação que se tem com quem a faz. Se é alguém de confiança, que costuma fazer críticas construtivas, é difícil não ouvirmos, mas, se já não for este o caso, a história é outra. Além disso, vamos ser sinceros: fazer uma crítica não é para qualquer um. É preciso criar uma relação de confiança com o próximo, não julgar, saber descrever, ter paciência, enfim, ser assertivo.

Algumas pessoas têm extrema dificuldade em aceitar opiniões desfavoráveis sobre o seu trabalho. São pessoas que não admitem críticas. Algumas, devido a uma excessiva sensibilidade. Outras, devido a complexos de superioridade ou inferioridade. Todos nós já sofremos críticas. Mas será que sabemos lidar com elas?

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