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2/16/2011

“Os Sombras” que nunca tiveram sombras


Carlos Alberto Alves
jornalistaalves@hotmail.com
Portal Splish Splash


Eles foram (e ainda continuam a ser) o orgulho da cidade da Praia da Vitória, da ilha Terceira, dos Açores, e só não foram de Portugal continental porque nesse sentido não encontraram portas abertas, para mais que não havia televisão nos Açores. Apenas as rádios locais, Rádio Clube de Angra e Rádio Lajes, faziam eco das suas músicas, com origem nos anos 60. Se hoje eles estivessem no activo, com a idade daquela época, e com tantos meios de comunicação para os catapultar para uma fama ainda maior, “Os Sombras” estariam, por certo, no grupo dos mais cotados da música pop. Mas, hoje, felizmente, eles que praticamente são todos pais de família, e dispersos por New Bedford (USA), Toronto (Canadá), Porto Martins (Terceira), Lisboa (ainda a capital de Portugal? Claro que ainda é, mesmo “socratesada, cavacada e com outras terminadas em ada) e Fall River (USA), são recordados com saudade. Eles, Roberto Bettencourt, António Figueiredo (KIKO), Ilídio Gomes, Jorge Figueiredo e Carlos Madureira, ainda se encontram anualmente (duas ou três vezes) para, com as suas interpretações dos anos 60, deliciarem os seus numerosos fãs. E na Praia da Vitória, em cada Agosto (há quantos anos isso acontece?), lá participam nas Festas da Praia da Cidade onde realizavam os seus concertos, mormente nos bailes da esplanada do União Desportiva Praiense (carago, uma delegação do Futebol Clube do Porto). Com “Os Sombras” o recinto enchia literalmente.

Naquela época, e tal como acontece (salvo as devidas proporções) entre Lisboa e Porto, Rio de Janeiro e São Paulo, era notória a rivalidade entre Angra e Praia (felizmente hoje ultrapassada), mas, mesmo assim, muitos angrenses, aos sábados, se deslocavam à cidade de Vitorino Nemésio para dançar ao som das melodias do então mais popular conjunto musical que foi formado por influência dos Beatles, Rolling Stones, Beatles, Bee Gees e tantos outros dessa época áurea da música pop.

Eu, pessoalmente, com um grupo de amigos das noites praienses, praticamente não falhava uma actuação dos Sombras, o mesmo dizendo em relação a outros que, ainda hoje, na Terceira, em Lisboa, no Porto, no Canadá, nos Estados Unidos, vão acompanhando, via facebook, um pouco do quotidiano dos componentes do grupo que, conforme já referi, estão espalhados entre a Terceira, Lisboa, Estados Unidos e Canadá. Por isso mesmo, quando Os Sombras actuam em zonas da Costa Leste dos Estados Unidos, muitos outros emigrantes, amigos e fãs, marcam a sua presença, como aconteceu recentemente em Fall River e East Providence, cidades que bem conheço, porque lá estive algumas vezes em reportagem.

Sempre que tenho oportunidade, ouço umas músicas do nosso querido conjunto, sobretudo aquelas que, em vídeo, são colocadas no facebook. Apesar de, posteriormente, me ter transformado num dos maiores fãs do Conjunto Académico João Paulo (depois passou a João Paulo 70), nunca esqueci “Os Sombras” e, para com eles, tinha esta “dívida” de alinhavar um escrito em jeito de homenagem. E melhor ainda, publicá-lo no Portal Splish Splash, actualmente um dos mais badalados pela sua transformação e actualidade.

Quase que me esquecia do título com que encimei este artigo. Na verdade, “Os Sombras” nunca tiveram sombras. Foram sempre os melhores.

OS SOMBRAS






6 comentários:

  1. Amigo Carlos Alberto:
    Li no seu Facebook o comentário que fez sobre o esmero com que o Splish Splash se aplicou na publicação de mais este seu excelente artigo, designadamente no suporte fotográfico e vídeos, dizendo que, e passo a citar:
    “Espectacular, no Splish Splash, o artigo que escrevi sobre "Os Sombras". Espectacular pela fotos que o ilustram e, também, dois vídeos excepcionais. Isso também demonstra a consideração que o administrador do Portal, Armindo Guimarães, tem pela minha pessoa. E penso que mereço por tudo aqui que tenho feito em prol do Splish Splash.”
    Ora, acontece que estando o administrador do Splish Splash de acordo quanto à consideração que tem pelo seu colaborador e amigo, o mesmo já não pode dizer quanto ao merecimento que o Carlos Alberto pensa ter por tudo quanto tem feito em prol do Splish Splash, isto porque quem recebe ordenado mensal principesco com direito a subsídio de refeição, subsídio de transporte, subsídio de férias, subsídio de Páscoa, subsídio de Natal e ainda 30 dias de férias anuais em hotel de 5 estrelas nas Caraíbas, tem mesmo que justificar, caso contrário é despido, digo, despedido.
    Resta acrescentar que eu próprio fiquei ensombrado (no bom sentido, é claro), com a existência de “Os Sombras” que felizmente através deste seu artigo fiquei a conhecer. Sem dúvida que como você diz, podiam muito bem tocar para o Rei Roberto Carlos, tão excelentes que são.
    Tenho dito.
    Armindo Guimarães
    Admin. do Splish Splash

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  2. Com um patrão deste quilate, eu até comprava um Áudio e um luxuoso iate para fazer concorrência ao King Roberto Carlos e consequentemente entrava na corrida para as mulheres que andam na sua peugada. Eh, eh, eh

    Carlos Alberto Alves

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  3. Muito obrigado ao amigo Carlos Silva e ao Splish Splash pelo excelente artigo publicado sobre nós Os Sombras, está a ser muito apreciado pela malta e não só. Um grande abraço para ti e para o Armindo Guimarães.

    Ilídio Gomes (Sombras)

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  4. Parabens Sombras e parabens Carlos Alberto pelo belissimo artigo, sim, sem duvida que os Sombras foram e sao uns bons musicos, e todos os Praiences tem muito orgulho e amor por eles, as recordacoes dos nossos tempos de jovens a dancar ao som deste belo conjunto sao muitas e boas, e sempre um prazer ouvi-los quando fazem reunioes de velhos amigos e e muito comovente sentir a amizade e admiracao de todos quando estamos presentes numa dessas reunioes.

    Filomena(uma velha admiradora)

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  5. Olá, amigos.

    Algum dos membros dos Sombras não é capaz de se lembrar em que ano nasceu o grupo?
    :)

    Obrigado desde já e também por este artigo.
    Ah, há alguma forma de obter o livro?

    Eduardo, Braga

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  6. Ola' Carlos Alberto..Obrigado por voltar a por o artigo que todos nos gostamos e de relembrar sempre o grupo.. Os Sombras começaram em 1965, pouco depois da primeira actuaçao num espectaculo dos Escuteiros da Praia, (ainda sem serem os Sombras) em que alguns dos elementos , Jose Elmiro Nunes, Ilidio Gomes , Carlos Madureira e o meu irmao Jorge Figueiredo, foram convidados a acompanhar o dita comedia. Quem no momento sugeriu a formaçao do grupo foi o Padre Abilio. Pouco depois entrou o Roberto Bettencourt, que depois passou a ser o viola solo , quando o Jose Elmiro foi para os Estados Unido, e eu depois ocupei o lugar do Roberto , como viola baixo.. claro que isso tudo se passou ainda outro dia :-)) Obrigado e um forte abraço... Kiko

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