Mais Autonomia traz ao Brasil versão 2.0 do OrCam MyEye, dispositivo que permite ao deficiente visual ler e reconhecer rostos e objetos


Mais Autonomia traz ao Brasil versão 2.0 do OrCam MyEye, a mais avançada tecnologia para auxiliar pessoas com deficiência visual

O aparelho tem câmera projetada que fotografa, escaneia e transforma textos em áudio imediatamente, além de reconhecer rostos e objetos; geração 2.0 opera no escuro, identifica cores, possibilita leitura em português, inglês e espanhol, entre outros aprimoramentos; dispositivo já pode ser financiado em até 60 vezes pela linha de crédito do Governo Federal para tecnologias assistivas.

São Paulo, abril de 2018 – A Mais Autonomia Tecnologia Assistiva acaba de lançar a versão 2.0 do OrCam MyEye,  tecnologia revolucionária que oferece independência às pessoas com deficiência visual, com déficit de leitura ou com dislexia. O aparelho fotografa, escaneia e transforma textos em áudio imediatamente. Não será mais necessário pedir para alguém ler uma revista, livro ou jornal, pois o OrCam MyEye fará isso. O mesmo vale para placas de rua, cardápios de restaurantes, nomes de lojas, mensagens do celular, folhetos etc.

Dotado de uma câmera inteligente intuitiva montada na armação dos óculos do usuário, o dispositivo OrCam MyEye é o único que reconhece textos e produtos previamente cadastrados com um simples apontar de dedo. Após o reconhecimento, o dispositivo retransmite a informação imediatamente e discretamente no ouvido do usuário por meio de um fone de ouvido pessoal.  O reconhecimento de textos ocorre em qualquer superfície que tenha números e letras. Já o reconhecimento de produtos acontece a partir do cadastro de até 150 itens.

A geração 2.0 incorpora muitos novos aprimoramentos: é mais leve (pesa apenas 22,5 gramas); captura textos em distância maior do que na versão anterior e, por ser dotado de leds, pode operar também no escuro. Além disso, possibilita atualizações pela internet, identifica produtos por meio de códigos de barra e está disponível nos idiomas português, inglês e espanhol.

O equipamento conta com uma tecnologia avançada de reconhecimento de faces que auxilia o usuário a identificar as pessoas ao seu redor, gerando mais sociabilidade. É possível cadastrar até 150 rostos. Neste caso, não é preciso apontar, pois o reconhecimento é automático. Sempre que o usuário passar por uma pessoa cadastrada, o dispositivo informará o nome, revelando quem está à sua frente.

O aparelho reconhece cores com um simples toque na roupa, ajudando o usuário a comprar ou escolher o traje do dia a dia. Também possui reconhecimento automático de notas de dinheiro e informa hora e data sempre que o usuário girar o punho como se estivesse com um relógio.

 “Nossa missão é capacitar pessoas com deficiência visual ou com alguma dificuldade de leitura, inclusive, dislexia, para que possam estudar, trabalhar e viver suas vidas com independência", ressalta Ziv Aviram, cofundador, presidente e CEO da OrCam, empresa israelense que criou o dispositivo. "Para oferecer mais qualidade de vida aos nossos usuários, a OrCam continuará a inovar e contribuir para a humanidade por meio da oferta de tecnologia de visão artificial".

Segundo dados do IBGE, o Brasil tem cerca de 6,5 milhões de deficientes visuais, que poderão ser beneficiados com a revolucionária tecnologia.

Totalmente sigiloso por operar offline

O dispositivo possui bateria integrada com duração contínua de 2 horas, que necessita de apenas 20 minutos para carregamento. “O OrCam MyEye 2.0 é uma ferramenta de inclusão que aproveita o poder da visão artificial e da tecnologia vestível para trazer bem-estar às pessoas com deficiência visual”, declara Doron Sadka, diretor da Mais Autonomia, distribuidora exclusiva do dispositivo no Brasil.

“Com o OrCam My Eye, consegui pela primeira vez folhear livros em uma livraria. Difícil  descrever a sensação porque muitas vezes não valorizamos  nossa liberdade de escolha, que de tão simples, esquecemos de lembrar. Isso é inclusão. Poder escolher uma ou várias  formas para ter acesso a leitura”, afirma Marina Guimarães,  escrevente do tribunal de Justiça  e bailarina da associação Fernanda Bianchini - Ballet de cegos.

“Vai ajudar na escola porque eu não vou precisar mais de auxiliar – é só eu olhar para o livro, apontar ou apertar o play, que ele vai ler para mim”, comenta Giulia Rodrigues, 11 anos, filha do jogador Roger do Internacional.

A palavra dos especialistas

A oftalmologista Juliana Sallun, professora do Departamento de Oftalmologia da Unifesp e diretora do Instituto de Genética Ocular, diz que o OrCam MyEye é uma ferramenta excelente para melhorar o dia a dia dos pacientes. “Devolver a capacidade de leitura inclui na sociedade a pessoa com deficiência visual”.

“O OrCam MyEye tem um potencial de aplicação enorme, não só para deficientes visuais, mas também para pessoas com transtorno de desenvolvimento e com dificuldade no processo de leitura, seja por distúrbios cerebrais ou por problemas de aprendizagem. Leve, funcional e prático, o aparelho amplia a qualidade de vida das pessoas que tem necessidades específicas relacionadas a  dificuldade de decodificação visual”, relata Mauro Muszkat, coordenador responsável e criador do Núcleo de Atendimento Neuropsicológico Infantil Interdisciplinar (NANI) do Departamento de Psicobiologia da UNIFESP.

O OrCam My Eye já pode ser financiado em até 60 vezes pela linha de crédito do Governo Federal para tecnologias assistivas.

Mais informações sobre o produto estão disponíveis no site www.maisautonomia.com.br.

Os fundadores

A OrCam foi fundada conjuntamente por Amnon Shashua, professor da Universidade de Jerusalém e pelo empreendedor Ziv Aviram, atual CEO da empresa. Em 1999, eles idealizaram um carro autônomo, que não causasse acidentes e garantisse segurança ao volante ao criarem a startup Mobileye. Referência no universo da inteligência artificial, a startup foi vendida no início de 2017 por 15,3 bilhões de dólares para a INTEL, valor mais alto já pago na história israelense para uma empresa de tecnologia.

Durante suas pesquisas, os sócios conseguiram desenvolver um algoritmo que possibilita a detecção de objetos no campo da visão de uma câmera. Em 2010, a tecnologia de inteligência artificial criada por eles foi aplicada para humanos com a criação da startup OrCam. A missão da OrCam é  aproveitar o poder da visão artificial e da tecnologia vestível para ajudar pessoas com deficiência visual. Com um valor de mercado de 1 bilhão de dólares, a OrCam pretende realizar IPO até o final de 2018.
Alba Maria Fraga Bittencourt

Sobre a autora

Alba Bittencourt - Doutorada em Robertologia Aplicada e Ciências Afins. Redatora do Portal Splish Splash e Administradora/Redatora do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Leia Mais sobre a autora...

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