Medite-se na felicidade desta jovem russa



Por: Carlos Alberto Alves
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Estive muitos anos ligado ao futebol como juiz, treinador, secretário e diretor técnico, jornalista paralelamente, e deparei com alguns (não muitos, é certo) gestos de solidariedade por parte de agentes e atletas. Porém, não conheci (pelo menos eu) quem chegasse a um patamar superior nesse sentido. E de patamar superior, mesmo em relação a atletas de alta competição, o número não é assim tão substancial. Recentemente, e sobre esta questão, publiquei uma matéria em que figuravam os 21 atletas envolvidos na verdadeira essência dos gestos de solidariedade para com os mais desprotegidos, nomeadamente crianças e adolescentes. A referida lista era encabeçada por Cristiano Ronaldo. Isso diz tudo. Diz que o madeirense que veio para Lisboa com 13 anos de idade e que já chegou a MELHOR DO MUNDO por quatro vezes (ficará por aqui?), tem esse espírito de ajudar, revelando-se um ser humano que consideramos de outra galáxia.


Tenho a maior estima por Cristiano Ronaldo, nesse sentido não pesa o facto de ter iniciado a sua carreira no “meu” Sporting, mas tão somente pela bondade que tem mostrado ao mundo e que serve, em meu entender, para calar os detratores, aqueles que, por inveja ou ciúme, o procuram molestar com a mentira, porém, e pelo que se conhece, sem atingirem esse desejo malfeitor.

Ora, quando Portugal entrou  no jogo com a Rússia, Cristiano Ronaldo trouxe para o campo de mão dada uma jovem russa paraplégica. Confesso, e ainda sem saber o que isso iria ter de impacto na mídia e nas redes sociais, que senti um enorme arrepio e uma lágrima escorrendo pelo meu rosto, não só, e mais uma vez, pelo Cristiano Ronaldo, mas muito mais pela felicidade daquela jovem que, posteriormente, afirmou ter sido o dia mais feliz da sua vida. E não era para menos. Estar com o MELHOR DO MUNDO como futebolista e como ser humano que é, representou um enorme lenitivo para quem sofre de paralisia. E aquele carinho, aquele beijo, reforçou toda essa alegria de uma jovem que jamais esquecerá aquele seu momento que também foi misturado com um verdadeiro clímax. Por tudo isto, CR7 e Portugal ficaram mais engrandecidos à escala mundial.
Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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