Clareamento dental enfraquece os dentes. Mito ou verdade?



                                                                                                                                
Alda Jesus
Portal Splish Splash

A moda dos dentes branquíssimos está pegando o brasileiro de jeito. Nos Estados Unidos, essa onda tem mais de uma década e já se fala em “bleachorexia” – tipo de transtorno de quem tem desejo contínuo de clarear os dentes. De acordo com a American Academy of Cosmetic Dentistry, os americanos gastam mais de um bilhão de dólares por ano com produtos clareadores comprados em farmácias. Sem dúvida, ter um sorriso bonito, com dentes alinhados, claros e funcionais, é desejo de muitos. Mas no Brasil, desde 2015, é proibida a venda dos clareadores dentais em farmácias. Ou seja, o clareamento dental deve ser realizado somente em consultório odontológico, por um cirurgião-dentista experiente. É o que defende a cirurgiã-dentista Alessandra Pereira de Andrade, professora do curso de atualização* da FAOA – Faculdade de Odontologia da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas).

“Desde a resolução da ANVISA, publicada no Diário Oficial da União em 6 de fevereiro de 2015, a venda de clareadores é realizada apenas sob prescrição do cirurgião-dentista e a comercialização dos produtos é realizada diretamente a profissional legalmente habilitado e pessoas jurídicas que prestem serviços odontológicos”, diz Alessandra. “Ainda assim, alguns efeitos adversos do tratamento clareador podem ocorrer mesmo sob supervisão especializada, já que são inerentes à técnica clareadora”.

De acordo com a especialista, alguns pacientes podem apresentar uma sensibilidade dolorosa transitória. Além disso, quem tem sensibilidade dentinária, presença de restaurações extensas ou possíveis trincas nos dentes deve ser criteriosamente avaliado antes de ser submetido ao clareamento, porque não se pode descartar a possibilidade de um aumento de sensibilidade durante o tratamento.

“Vale alertar que, dependendo do pH do agente clareador utilizado, também pode haver uma perda mineral. Isso significa que repetir o processo de clareamento em curtos períodos pode acarretar numa alteração da superfície do esmalte dental – que permanece em contato direto com o gel clareador durante o procedimento de clareamento. Ao invés de insistir na técnica de clareamento com regularidade, os pacientes deveriam ser orientados a prolongar os resultados para permanecer com dentes brancos por mais tempo. Isso implica na diminuição da ingestão de alimentos e bebidas com pigmentos, como café, refrigerantes à base de cola, vinho, molhos vermelhos e determinados temperos de coloração quente”, diz a professora da FAOA.

Para aqueles que sentem vontade ou necessidade de clarear os dentes, a especialista recomenda consultar um cirurgião-dentista para que o profissional indique e realize o protocolo mais adequado para cada caso. Em determinadas situações, o profissional poderá inclusive optar por uma combinação de procedimentos, clareando os dentes mais saudáveis e recorrendo a outras técnicas, como laminados e lentes de contato dental, para harmonizar o sorriso de forma que o resultado seja tão luminoso quanto natural.

 Fonte: Prof. Dra. Alessandra Pereira de Andrade, cirurgiã-dentista, professora do Curso de Atualização em Dentística (com ênfase na Estética) da FAOA – Faculdade de Odontologia da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas) – www.faoa.edu.br
Iniciado em junho, o curso tem duração de seis meses.
Mais    informações  em:                                                                           http://www.faoa.edu.br/index.php/curso/81/atualizacao/abordagem-atual-em-dentistica-com-enfase-em-estetica
Alda Jesus

Sobre a autora

Alda Jesus - Doutorada em Robertologia Aplica e Ciências Afins. Redatora do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Leia Mais sobre a autora...

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