Crianças constroem carro de controle remoto e comandam robô pelo celular em sala de aula


Programa desenvolvido pela Mind Makers estimula o raciocínio lógico e aumenta a motivação dos alunos a aprenderem conteúdos curriculares, como matemática e física

                                                                                                                                   
Alda jesus
Portal Splish Splash

Aprender a programar e montar robôs já é a realidade em algumas escolas brasileiras. Além de divertido, o aprendizado é um passo importante para dominar a tecnologia, que está cada vez mais presente no dia a dia das novas gerações. Soma-se a isso o fato de a robótica também estar presente no desenvolvimento das chamadas habilidades socioemocionais, incluídas na Base Nacional Comum Curricular, que serão exigidas no currículo escolar nos próximos anos.

Com sede no bairro de Moema, na capital paulista, a Mind Makers está levando a escolas brasileiras a proposta de aprimorar as habilidades socioemocionais e o pensamento computacional de crianças e jovens. A instituição oferece cursos para o desenvolvimento de mentes criativas por meio da programação e da robótica.

Durante as aulas, crianças a partir dos 7 anos aprendem a programar através de brincadeiras e atividades lúdicas, utilizando little bits para a construção de circuitos elétricos, ferramentas e até um tapete pedagógico interativo que simula a programação de computadores na prática. Este aprendizado é utilizado para comandar o comportamento de robôs esféricos, como o Sphero, que se locomove rolando como o BB-8 do filme Star Wars – ele pode mudar de cor, nadar e reagir a colisões. O comando é programado pelos próprios alunos por meio de um aplicativo no celular que regula a direção, a velocidade e o ângulo de locomoção do robô. Com o toque na tela do celular, por exemplo, é possível traçar a rota que será executada pelo robô.

Nos estágios mais avançados, o aluno utiliza seus conhecimentos em componentes eletrônicos, sensores e mecanismos para construir seus próprios robôs, além de programá-los, para se comportarem conforme o seu comando.

Construir seu próprio carro de controle remoto também faz parte das aulas. Os alunos começam montando a base do carrinho, que recebe o circuito elétrico ligado às quatro rodas e, posteriormente, montam o transmissor (controle), aplicando conceitos teóricos na prática.

“Mão na massa” - Amparado por um currículo estruturado e um robusto material pedagógico, em seu curso de Robótica, a Mind Makers oferece recursos didáticos a partir dos movimentos CODE (que comprova a capacidade das crianças de desenvolver habilidades durante o aprendizado de programação) e MAKER (que atesta o aprendizado durante o processo de manipulação e construção de objetos concretos, a famosa “mão na massa”). “Trabalhando os movimentos CODE e MAKER, a criança ainda desenvolve habilidades como liderança, empreendedorismo, colaboração, persistência e trabalho em equipe como meio de preparação para exigências profissionais do século 21”, explica João Lacerda, diretor da Mind Makers. Além disso, explica, a aula de robótica estimula o raciocínio lógico e aumenta a motivação dos alunos para aprender conteúdos curriculares. “Eles também podem compreender melhor conceitos abstratos de matemática e física, por exemplo”, afirma.

As escolas que oferecem os cursos da Mind Makers têm salas de aulas equipadas com Raspberry Pi, um computador com foco educacional completo que parece um chip e tem o tamanho de um cartão; circuitos eletrônicos (little bits), para a montagem de circuitos elétricos, kits simplificados (make make), que tornam qualquer objeto sensível ao toque (touchpads), além de tapetes pedagógicos interativos e material de apoio para atividades “maker”.

Outras informações pelo sitewww.mindmakers.cc

Sobre a Mind Makers – Inaugurada em 2016 no bairro de Moema, em São Paulo, a Mind Makers iniciou suas atividades com a proposta de aprimorar as habilidades socioemocionais e o pensamento computacional de crianças e jovens. Baseada nos movimentos CODE (que comprova a capacidade das crianças de desenvolver habilidades durante o aprendizado de programação) e Maker (que atesta o aprendizado durante o processo de manipulação de objetos concretos), a instituição rapidamente alçou novos negócios como franquia e dentro de escolas, tanto no contraturno das aulas regulares como também integrada ao próprio currículo das instituições de ensino. Liderada pelos sócios João Lacerda e Paulo Alvim, que juntos acumulam experiência de liderança em grandes companhias educacionais e de tecnologia, a Mind Makers contribui, a partir de um material com amplos recursos pedagógicos, para o desenvolvimento de mentes criativas por meio da programação, da robótica e dos inventos para a internet das coisas.
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