Apuramento ao Mundial de 2018 - Portugal deu banho de bola na Hungria (3-0)




Por: Carlos Alberto Alves
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Para continuar a acalentar esperanças de ser o primeiro no grupo e consequentemente lograr o apuramento direto à fase final do Mundial de 2018, a disputar na Rússia, a seleção portuguesa teria que vencer o jogo de hoje (sábado) ante a Hungria e, depois, para o efeito, derrotar a Suíça em casa pela diferença de três golos (2-0 implicaria o melhor saldo de golos, ou seja, o chamado "goal-average", isto na eventualidade de portugueses e suíços vencerem os seus jogos até a este confronto entre portugueses e helvéticos. Mas hoje, como disse o próprio técnico da seleção lusa, Fernando Santos, era sumamente importante vencer. Portanto, para os portugueses vencer era a palavra de ordem.
O adversário direto de Portugal, a Suíça conforme se disse, recebia a visita da Letónia e, como o jogo começou mais cedo, a Suíça venceu por 1-0, abrindo seis pontos de avanço e, como tal, Portugal não podia dar bobeira.

Com o Estádio da Luz completamente lotado (sessenta mil), Portugal tinha todo o apoio para chegar à vitória. Era preciso isso sim corresponder dentro das quatro linhas, sobretudo os lampejos de Cristiano Ronaldo, a grande referência da seleção portuguesa. Mas pela frente Portugal tinha a melhor formação húngara dos últimos dois lustros e que, na recente Copa da Europa, havia imposto uma igualdade a três golos, num jogo empolgante.

                                                     


Portugal, inicialmente,  à procura de espaços na defensiva, só assim seria possível chegar ao golo e, por outro lado, tentar arrancar faltas junto da área da Hungria que se postou num 4-1-4-1, espreitando, naturalmente, o contra-ataque. Mas, no registo dos primeiros 15 minutos, Portugal era o dono do jogo. E, por volta dos 20 minutos, a cruzamento de Ricardo Quaresma, de cabeça Cristiano Ronaldo tirar a bola do alcance do goleiro húngaro, mas a bola, caprichosamente, passou rente ao poste direito.

Em função do sinal mais de Portugal, o público aguardava ansiosamente pelo golo, para mais que o empate seria péssimo para Portugal. E, de resto, há que acrescentar que a Hungria estava muito fechada no seu sector defensivo, por isso mesmo Rui Patrício foi praticamente um mero espectador. E foi numa jogada de plena rapidez, de pé-em-pé, que Portugal logrou chegar ao golo com concretização de André Silva, quando eram decorridos 31 minutos. Um golo altamente festejado e cujo lance (de forma bastante inteligente) desfez o hermetismo dos húngaros que, curiosamente, não abdicaram do seu sistema de 4.1.4.1. E quem não arrisca sujeita-se a levar mais. E foi o que aconteceu com Portugal, por intermédio de Cristiano Ronaldo, após uma assistência de André Silva (36 minutos), a chegar aos 2-0. Um Portugal francamente de ataque, não dando chances ao adversário. Portugal queria muito mais e, pelo que jogava, tudo indicava que mais golos poderiam acontecer.

O SEGUNDO TEMPO - Como se esperava, com uma alteração para reforçar o ataque, a Hungria a revelar-se um pouco mais afoita, obrigando a defensiva portuguesa a maiores cuidados. E sabe-se que o resultado de 2-0 é muito perigoso se o adversário marca. Porém, Portugal não se deixou embalar nessa iniciativa dos húngaros, voltando a pressionar como o fez durante toda a primeira - parte. E veio o terceiro na transformação de um livre direto, o segundo do CR7 e o consolidar de um triunfo que jamais foi ameaçado pelo adversário. Restava saber se Portugal iria mesmo para a goleada. Domínio total do jogo e os húngaros rendidos ao maior e melhor futebol dos portugueses. Com este resultado, Fernando Santos começou a proceder a alterações, fazendo entrar Bernardo Silva para o lugar de André Silva, passando o CR7 para centroavante. E não vou exagerar se disser que Portugal alugou meio-campo, o mesmo que dizer um ataque contra uma defesa. E, também, um banho de bola. E de substituições veio a segunda, entrando João Moutinho para a saída de João Mário. Depois, saiu André Gomes e entrou Pizzi.

Portugal, sem qualquer pontinha de contestação (quem se atreve?), alcança o resultado que mais lhe convinha para continuar no encalço da Suíça que, conforme já se disse, vem jogar a Portugal em outubro. Em junho, Portugal defronta a Letónia e a seguir participa na Copa das Confederações na Rússia, tendo o México como primeiro adversário.



CLASSIFICAÇÃO

1. Suíça, 15 pontos
2. PORTUGAL, 12
3. Hungria, 7
4. Ilhas Faroé, 5
5. Letónia, 3
6. Andorra, 1

Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Atualmente com site próprio (http://jornalistacarlosalbertoalves.blogspot.com) e contribuidor diário no Portal Splish Splash e no site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. jornalistaalves@bol.com.br

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