Um rigoroso inquérito para o que se passou com a comitiva do Chapecoense




Por: Carlos Alberto Alves
jornalistaalves@bol.com.br
Facebook
https://www.facebook.com/carlosalberto.alvessilva.9
Temos acompanhado ao longo dos dias todas as peripécias que envolveram o desastre aéreo que motivou as mortes de quase todo o time da Chapecoense, incluindo dirigentes e os vinte jornalistas que faziam parte da comitiva. O maior desastre aéreo da história brasileira. Uma aeronave que entrou no limite do seu combustível e que, apesar dos vários pedidos para a torre de controle para pousar de emergência, acabou mesmo por ser acidentada de forma trágica. Continuamos, em função do que se passou, a aplicar o adjetivo INACREDITÁVEL e, como tal, é necessário e urgente um rigoroso inquérito e aplicar as devidas sanções à empresa do avião. Por outro lado, no reverso da medalha e ainda em relação à Chapecoense, o que é barato por vezes sai caro. Mas também não é menos verdade de que "adivinhar é proibido".
O treinador da Chapecoense Caio Júnior, que passou por Portugal como jogador do Vitória de Guimarães e do Estrela da Amadora, mostrou-se, antes da partida, apreensivo em relação ao avião que os transportava. Será que por ali estava aquilo a que dizemos de “sexto sentido”?
Há anos atrás fui à ilha de Santa Maria fazer a cobertura de um evento desportivo, creio que acompanhando a equipa feminina de basquetebol do Clube Juvenil Boa Viagem. Era perto da quadra natalícia (dia 22 jamais esqueci) e viajamos num avião pequeno da Transportadora Aérea do Açores (SATA), avião esse que foi requisitado a uma empresa inglesa, se a memória não me atraiçoa. Dentro do avião (lotação para 20 pessoas por aí), quase que não podíamos mexer com os pés e o teto da aeronave bem pertinho das nossas cabeças. Já era noite e a viagem decorreu com mau tempo. Rezei desde a saída até ao momento que senti o avião pousar no aeroporto das Lages. Quando desembarquei os outros passageiros (atletas, dirigentes, árbitro) só me diziam para eu ir ao espelho ver como estava branco nem cal.
O Loki'd da TAP
E também recordo aquela viagem de New York para Lisboa no maior avião da TAP, completamente cheio (350 passageiros por aí), o Loki’d que pousou na Portela e ficou logo parado, o que não era (não é) normal. E o mais estranho que possa parecer, é que já estavam os carros dos bombeiros. Interrogações e mais interrogações de quem estava lá dentro. Posteriormente, soube-se que o pouso foi feito já sem combustível. E se o avião tivesse no ar mais alguns segundos, o que teria acontecido? É fácil concluir: uma tragédia.
Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

Compartilhar Google Plus
    Deixe o seu comentário

0 comentários :

Enviar um comentário