ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

11 de junho de 2018

O tempo passa, tudo passa, mas no peito o Mundo canta Roberto Carlos


Por: Armindo Guimarães
“(…) Saí caminhando pelas ruas de Boston sentindo certo orgulho do Brasil, país capaz de emocionar um motorista do Malawi que vive nos Estados Unidos. E sorri, contente e cantarolei: "Não deixe tanta vida pra depois...” .
Foi com estas palavras que o jornalista brasileiro, David Coimbra, finalizou o seu artigo publicado no Gaúchazh, sob o título “Vem, que o tempo pode afastar nós dois” e que a nossa colaboradora Carmen Augusta, com a devida vénia, partilhou no Portal Splish Splash e que eu, na qualidade de fã de Roberto Carlos, aplaudi por ter tido a oportunidade de, mais uma vez, constatar o quanto o Rei do Brasil é querido por esse mundo fora, ao mesmo tempo que mais uma vez fiquei com a sensação que, pese embora o cantor/compositor seja amado no Brasil, muitos são ainda os brasileiros que não se dão conta da sua verdadeira importância para o Brasil e consequentemente para o povo Brasileiro e que o epíteto de “rei” é pouco para tanta grandeza. E não digo isso por ser fã, mas sim por aqui, do outro lado do Atlântico, há muito ter-me apercebido que por intermédio das suas músicas, das suas letras, Roberto Carlos é, na realidade, um artista do Mundo.

Nestas minhas andanças pela "Robertologia Aplicada e Ciências Afins", são muitos os exemplos que se me têm deparado em países que, não raro, alguns decidiram aprender português para melhor entenderem as composições do Rei, ou muito simplesmente para as cantarolarem na língua original, sendo que muitos optam mesmo por não se limitarem a cantarolarem, mas a gravá-las e a interpretá-las para grandes audiências. É o caso, nos anos 60/70, do espanhol Raphael, que interpretou Sentado A La Vera Del Camino (Sentado à beira do caminho) e El Hombre (O Homem), da italiana Rita Pavone, com La Distance (A Distância), da portuguesa Amália Rodrigues, com Canzone Per Te, tema que sagrou Roberto Carlos como vencedor do Festival de San Remo em 1968.

E o que aconteceu nos anos 60/70, continuou através dos tempos até à atualidade. Com efeito, já para não falar de célebres cantores brasileiros que só em regravações do tema “Emoções”, ultrapassaram a meia centena, de entre eles: Cauby Peixoto, Emilio Santiago, Agnaldo Timóteo, Milton Nascimento/Erasmo Carlos, Eduardo Lages, Leny Andrade (cd em espanhol), Marina Lima...

Temos ainda regravações de vários temas por conceituados cantores estrangeiros, tais como: 

- Andrea Bocelli (Itália) L'Appuntamento|Sentado à beira do caminho 
- Amistades Peligrosas - (Duo Musical Espanhol) El Progreso|O Progresso
- Ana Gabriel (México) Que será de ti (versão em Portuñol)
- Bobby Machay (Estados Unidos) Heaven On Earth|Eu te darei o céu
- Cristiano Malgioglio (Itália) Nel tuo corpo|No teu corpo
- Gabriel Dorobantu (Roménia) O dragoste veche|Amor Antigo
- Helena Vondrácková (República Checa) Archiméde|Jesus Cristo
- Iva Zanicchi (Itália) Testardo Io|A Distância (excelente interpretação)
- Korda Gyorgy (Hungria) Lady Laura
- Lenny kuhr (Holanda) Jesus Cristo
- Malu Kyruakopoulou (Grécia) Amor perfeito (versão em português)
- Mick Karn (Inglaterra) Sensitive (uma versão muito bem concebida de A Distância)
- Reijo Taipale (Finlândia) On Se Hetki (Lady Laura)
- Tamara (Espanha) Desahogo|Desabafo (sem dúvida, uma das melhores, se não mesmo a melhor interprete de Roberto Carlos em língua espanhola)
- Vof De Kunst (Holanda) Een Kopje|Verde e Amarelo
- Itsuki Hiroshi (Japão) Amigo (versão em português/japonês)
- Tsubasa Imamura (Japão) Como é grande o meu amor por você (excelente versão em português/Japonês)

É claro que Portugal não é exceção, além de Amália Rodrigues com a versão acima referida, são muitos os cantores que regravaram temas de Roberto Carlos, entre eles:

- Despe e Siga (Portugal) Quero que vá tudo para o inferno (Álbum “Os Primos” de 1994)
- Nuno da Câmara Pereira (Portugal) Meu querido, meu velho, meu amigo (Single de 1997)
- GNR-Grupo Novo Rock (Portugal) Quero que tudo vá p'ro inferno (Single de 2006)
- Marco Paulo (Portugal) CD lançado em 2007 “Amor sem limite”, com 12 temas de Roberto Carlos
- José da Câmara (Portugal) CD lançado em 2010 “Emoções” que une o encanto da guitarra portuguesa, viola e viola baixo, a 13 clássicos do ‘Rei’
- Sangre Ibérico (Portugal) Cavalgada (uma versão de 2017 digna de nota)
- Raquel Tavares (Portugal) CD lançado em 2017 “Do fundo do meu coração”, com 14 temas de Roberto Carlos. Saliento o tema "Você", com uma interpretação sui generis

Deixo para o fim o luso-brasileiro Roberto Leal que em 1999 lançou o Álbum de 14 temas “Roberto Leal canta Roberto Carlos”, dos quais destacamos “Desabafo”.
Armindo Guimarães

Sobre o autor

Armindo Guimarães - Doutorado em Robertologia Aplicada e Ciências Afins e Escriva das coisas da Vida e da Alma. Administrador, Editor e Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Leia Mais sobre o autor...

4 comentários:

  1. Um maravilhoso texto sobre o NMQT e não poderia ser por menos, pois foi escrito por um Doutor em Robertologia Aplicada e Ciências Afins, que é o maior Fã do nosso rei Roberto Carlos de Portugal e do mundo. Parabéns Armindo Gonçalves Guimarães!
    Beijinhos!

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    Respostas
    1. Obrigado, menina Alba Bittencourt. É claro que não sou o maior fã e nem sequer em Robertologia Aplicada sou grande coisa, mas vou fazendo por isso. :) Beijinho.

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  2. Nobre colega Armindo,

    Bom trabalho de pesquisa. Essa amostra é um exemplo da grandeza da sua obra e da sua importância.

    forte abraço

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