O cantautor celebra os gestos simples e reafirma a sua identidade autoral
Uma canção onde a intimidade do quotidiano se transforma em poesia cantada
"Quando o amor cabe num café da manhã, a música faz o resto"
Vímara Porto
Ricardo Anastácio, músico e cantautor com um percurso profundamente ligado à música portuguesa, regressa às edições com o single “Café da Manhã (deixa-me ser)”, lançado no final do ano. Depois do álbum de estreia editado em 2020, trabalho que contou com colaborações de nomes como Diogo Clemente, Ângelo Freire, Jon Luz, Luanda Cozetti e Anabela, o artista apresenta agora uma canção que consolida a sua voz autoral e a sua forma muito própria de contar histórias através da música.
Com mais de 15 anos de dedicação ao fado, Ricardo Anastácio passou por algumas das casas mais emblemáticas do género e por festivais nacionais e internacionais, levando a música portuguesa a vários pontos da Europa, Ásia e África. Ao longo desse percurso, partilhou palcos com artistas como Raquel Tavares, Jorge Fernando e FF, experiências que ajudaram a moldar uma identidade artística enraizada na tradição, mas aberta à contemporaneidade.
Paralelamente ao trabalho como intérprete, tem desenvolvido um percurso sólido como compositor, com temas gravados por outros intérpretes, como acontece com “Zé Carteiro”, na voz de Peu Madureira. A sua ligação à criação e à promoção cultural estende-se também à direção musical de festivais como Sons da Terra, em Oeiras, e Fado Convida, em Alcochete, reforçando o seu papel ativo na valorização da música de raiz e da nova criação portuguesa.
“Café da Manhã (deixa-me ser)” nasce da observação dos gestos pequenos, mas essenciais, que constroem a intimidade de uma relação. A canção fala do desejo de partilhar o início do dia com quem se ama, do primeiro beijo ainda meio adormecido, do primeiro olhar cúmplice e do cuidado quase ritual de preparar o café da manhã. Tudo isto é traduzido numa composição delicada, onde a ternura e a leveza caminham lado a lado com uma entrega emocional desarmante.
Sem excessos nem artifícios, Ricardo Anastácio opta por uma escrita simples e honesta, deixando que a emoção fale mais alto. O resultado é uma canção que convida à escuta atenta e à identificação imediata, confirmando a sensibilidade narrativa que tem marcado o seu percurso artístico e reforçando a sua posição no panorama da música portuguesa contemporânea.
*Nota do Editor – Portal Splish Splash*
Num tempo de canções apressadas, “Café da Manhã (deixa-me ser)” lembra-nos que, às vezes, é nos detalhes mais simples que mora a verdadeira força de uma canção. E isso, convenhamos, sabe sempre melhor do que café requentado.
O cantautor celebra os gestos simples e reafirma a sua identidade autoral
Café da Manhã (deixa-me ser) - Ricardo Anastácio
Redatora Permanente do luso-brasileiro Portal Splish Splash. Uma sonhadora que acredita no verdadeiro amor, no romantismo e na felicidade, que carrega a fé em cada detalhe da vida. VER PERFIL
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