Carta Branca Jonathan Uliel Saldanha Arsenal - CCB 6 de agosto

No CCB os Arsenal, um ensemble de percussão de Kampala (Uganda), onde Saldanha residiu durante seis meses, e os Chouk Bwa, do Haiti, onde o músico fez uma residência, que irão tocar com o duo belga The Ångströmers.



CCB . 6 agosto . sábado . 21h00 Palco do Grande Auditório


A Carta Branca a Jonathan Uliel Saldanha fica concluída com concertos de grupos com quem o artista portuense tem mantido colaborações estreitas: os Arsenal, um ensemble de percussão de Kampala (Uganda), onde Saldanha residiu durante seis meses, e os Chouk Bwa, do Haiti, onde o músico fez uma residência, que irão tocar com o duo belga The Ångströmers. Encontram um ponto comum através das diferentes tradições vocais e de percussão, criando uma união de contrastes fenomenais que é apto para reconfigurar as práticas sociais espectadas. DJ Lithium fecha a noite e a Carta Branca com uma seleção especial de música.

Arsenal é um ensemble de percussão de Kampala, Uganda, composto por três jovens virtuosos que integram também o Nilotika Cultural Ensemble, um bastião na proteção e desenvolvimento de música tradicional desta zona de África. Em colaboração com Jonathan Uliel Saldanha, os Arsenal criam um objeto híbrido numa descarga sonora dirigida ao corpo. A combinação de densidade rítmica, grooves hipnóticos e vozes infeciosas são estimuladas numa linguagem musical singular.

Chouk Bwa (anteriormente Chouk Bwa Libète) é uma banda haitiana de Mizik Rasin – música de raiz – e desenvolve a sua música a partir de estilos tradicionais de percussão e voz de chamada e resposta de origem no vodu haitiano. «Chouk Bwa» significa «raiz» em crioulo haitiano. Três percussionistas e dois bailarinos são conduzidos pelo compositor Jean Claude «Sambaton» Dorvil na voz e no fer, uma barra/sino de ferro que anuncia diferentes ritmos utilizados para chamar os espíritos, assistido por Gomez «Djopipi» Henris. Chouk Bwa mostra a profunda herança africana do Haiti, arrancada de África e secretamente replantada numa nova terra. Os membros da banda falam pelo Haiti, uma nação que viveu os tempos mais difíceis e mantém um espírito implacável e força através de sua cultura. Em colaboração com o duo belga The Ångströmers, a sonoridade do ensemble é expandida para territórios eletrónicos. Este novo projeto combina uma nova sensibilidade dub ao ritmo e espiritualidade haitiana. Raízes radicais de vodu público urbano.

DJ Lithium fecha a noite e a Carta Branca do CCB com uma seleção especial de música.

- Lendl Barcelos

Carta Branca a Jonathan Uliel Saldanha

Compositor, artista visual e encenador, Jonathan Uliel Saldanha investiga a interseção dos campos da pré-linguagem, da alteridade e da ficção científica, servindo-se do som como um vetor de contágio entre eles, alcançando uma zona de tensão entre o artificial e a paisagem. É desafiado pelo CCB a realizar a curadoria de uma série de concertos envolvendo músicos do Uganda, Brasil, Turquia, França, Haiti e outras geografias. Uma Carta Branca que nos revela novos mundos-possíveis. 
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