inFausto > mala voadora - CCB Lisboa 18 a 20/2

Fausto resultou de um convite feito pelo CCB à mala voadora para conceber, em 2018, um espetáculo de teatro para comemorar os 25 anos da instituição. No Centro Cultural de Belém, de 18 a 20 de fevereiro.

inFausto
mala voadora
CCB . 18 a 20 fevereiro . Sexta a Domingo . Back Box

18 fev: 21h00 / 19 fev: 18h00 e 21h00 / 20 fev: 16h00

Direção Jorge Andrade, com assistência de Maria Jorge
Texto Alex Cassal
Com Jorge Andrade
Vozes João Viecente, Manuel Moreira e Maria Jorge
Vídeo António MV
Cenografia e figurino José Capela
Luz João Fonte e Jorge Andrade
Sonoplastia Sérgio Delgado
Direção técnica João Fonte
Assistente de produção e comunicação João Vaz Cunha
Residência de coprodução O Espaço do Tempo

A mala voadora é uma estrutura financiada pelo Governo de Portugal – Ministério da Cultura/Direção-Geral das Artes, associada d'O Espaço do Tempo e conta com o apoio da Fundação la Caixa e BPI.

Fausto resultou de um convite feito pelo CCB à mala voadora para conceber, em 2018, um espetáculo de teatro para comemorar os 25 anos da instituição. Fausto narrava a história de um espetáculo de ambição desmedida que não chegava a acontecer, mas absorvia uma boa parte do orçamento de vários ministérios, causava a afluência a Belém de todos os portugueses movidos pela ambição de participar no projeto, e criava uma tragédia nacional – tudo permanentemente noticiado na televisão. Fausto constituía um retrato crítico, quer do sistema de financiamento das artes, quer da relação entre o desenvolvimento dos acontecimentos políticos e o sensacionalismo dos media. Numa produção com cerca de 100 pessoas em palco, encenava-se também uma tentativa de conquista do poder através do populismo, no meio do caos que o projeto Fausto criava no país. Regressando à receção polémica deste espetáculo, a mala voadora convidou Alex Cassal para escrever um monólogo para Jorge Andrade: inFausto.

Se Fausto reunia cerca de 100 pessoas em palco, inFausto é um monólogo. Mas nem por isso a escala da intriga diminui. Pelo contrário. Face às consequências desastrosas de Fausto, que levaram ao encerramento do CCB, Jorge Andrade tomou a decisão de se afastar do teatro durante algum tempo. Fazer espetáculos só faz sentido se isso implicar algum risco, mas... Jorge Andrade comprou um bilhete de avião para Kiev e, depois de algumas semanas de férias, encontrou um emprego que lhe permitiu permanecer na cidade durante mais algum tempo: aproveitando o seu know how como dramaturgo, foi escrever para uma empresa de fake news. As investigações para produzir notícias deram-lhe acesso privilegiado a informações que não são do domínio público e foi assim que, por acaso, encontrou provas de que a receção de Fausto nos media foi manipulada por uma rede internacional que queria impedir que a experiência de encaminhar para a cultura grande parte do Orçamento de Estado fosse considerada um fracasso. Jorge Andrade está de volta e infiltrou-se nas salas e corredores abandonados do CCB. Passa as noites no Grande Auditório, a olhar para o palco e a imaginar como o seu espetáculo deveria ser reformulado denunciando a conspiração de que foi vítima – um espetáculo com uma intriga internacional, muito mais ambicioso do que Fausto. 

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