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9/24/2020

As técnicas de liderança na dança

Nas aulas de dança, muito além do lazer e satisfação pessoal, encontro uma forma prazerosa de aprimorar minhas técnicas de liderança e gestão.
Imagem de S. Hermann & F. Richter - Pixabay


Por: Prof. Paulo Lopes*


Criei um hábito, ao longo dos quase 25 anos de profissão, contextualizar todas as práticas que vivencio com a minha rotina profissional, pois creio que pouco se cria, mas muito se copia... obviamente que adaptando às nossas realidades.


Não está sendo diferente com a Dança de Salão, modalidade que sempre gostei muito e estou tendo a oportunidade de praticar novamente com o Professor Rafael Lacava (Núcleo de Dança Lacafieira). Abro um parêntese para registrar a admiração que tenho por esse profissional, pela didática com que transmite os passos e pelo fato de ter sido criado no meio do samba, onde aprendeu todas as “malandragens” e, sem acomodações, vêm buscando uma adaptação constante através da graduação em Educação Física e de dois pós-graduações na área da dança.


Observando as práticas do professor, minhas vivências nas aulas de dança e fazendo uma analogia com a gestão de pessoas e liderança, encontro várias concordâncias.


A primeira observação que faço é com relação ao estilo de liderança utilizado pelo professor de dança. Dentre os seis estilos sugeridos por Daniel Goleman, no seu livro “Liderança: a inteligência emocional na formação do líder de sucesso” (2015), acredito que o estilo de Liderança Coaching seja o mais indicado, pois o líder Coach delega funções desafiadoras, estando disposto a suportar fracassos a curto prazo, caso isso estimule o aprendizado a longo prazo. E isso é o que percebo a cada nova sequência de passos, o que no início parece impossível de reproduzir, ao longo de muitas tentativas se concretiza, sempre acompanhado do estímulo e reconhecimento do professor.


Adaptação a mudanças, habilidade essencial para um líder manter-se no mercado, destaca-se constantemente, pois apesar da dança de salão trazer traços tradicionais, o professor deve estar atento às mudanças. “Ontem”, os professores passavam os passos para “dama e cavalheiro”, “hoje”, o termo correto é passos para “condutor (a) e conduzido (a)”, por razões óbvias.


A empatia e compaixão, habilidades emocionais que destacam-se em líderes de sucesso, são utilizadas todas as vezes que o seu par não consegue realizar o passo e a vulnerabilidade deve ser aplicada quando você encontra alguma dificuldade e necessita solicitar o auxílio. Desta forma o desenvolvimento será de ambas as partes.


O respeito, atitude que irá proporcionar a confiança, é fundamental para uma prática totalmente cinestésica, como a dança de salão. Tocar o corpo do seu par com respeito e “cuidado” trará segurança e “entrega” durante as aulas.


Nas aulas de dança, muito além do lazer e satisfação pessoal, encontro uma forma prazerosa de aprimorar minhas técnicas de liderança e gestão. Alinhar a minha paixão antiga, gerir pessoas, à minha nova paixão de dançar, é uma possibilidade de entender que boas práticas nas relações são responsáveis pelo sucesso mútuo.


“A dança é uma das formas mais perfeitas de comunicação com inteligência infinita” (Paulo Coelho).


*Professor Esp. Paulo Lopes
- CREF:3080 G/RS
- Graduado em Educação Física (UFRGS 2001)
- MBA em Gerenciamento de Projetos (UNILASALLE 2015)
- Pós MBA em Inteligência Emocional nas Organizações (UNILASALLE 2019). Leia Mais sobre o autor...

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