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ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

1/23/2020

A felicidade é totalmente inútil


Escritor carioca Antoine Abed traz reflexões sobre a questão central da humanidade no livro Ensaio Sobre a Crise da Felicidade

Afirmar que a felicidade é inútil, em um primeiro momento, pode soar estranho. Afinal, para o senso comum, a palavra inútil é associada a algo desnecessário, descartável. Portanto, a coisas negativas e ruins. Mas, não se trata disso.

Ao contrário, ensina o professor Clóvis de Barros, a palavra útil pode ser entendida como uma ferramenta para obtenção de outra coisa. Por exemplo, estudar para depois arrumar um emprego. Ou ter um emprego para receber um salário. Em geral, cada ação considerada útil está ligada a uma necessidade ou interesse posterior.

Neste sentido, inútil é tudo aquilo que não está atrelado a um interesse posterior. É quando o valor das coisas se encontra nelas mesmas. Ou seja, a felicidade é sim inútil, pois ela é um objetivo e um fim em si mesma. Ninguém busca a felicidade objetivando outra coisa.

Esta reflexão sobre a inutilidade da felicidade é trazida pelo autor Antoine Abed no livro Ensaio sobre a crise da felicidade, publicado pela Editora Albatroz, primeira obra escrita pelo filósofo carioca. Com ajuda de pensadores como Bauman e Epicuro, o escritor apresenta uma crítica aos valores atuais e levanta aquela que pode ser a grande questão: por que quero ser feliz?

Uma pergunta sem resposta, como bem diz Antoine, mas que leva o leitor a refletir sobre o modo como vive e a crise da sociedade contemporânea.

A felicidade é o valor dos valores, tudo está a serviço da felicidade; sendo assim, ela é o fim de tudo. (Ensaio sobre a crise da felicidade, pág. 45)

Ficha Técnica:
Título: Ensaio Sobre a Crise da Felicidade
Autor: Antoine Abed
ISBN-10: 8571450080
ISBN-13: 978-8571450080
Editora: Albatroz
Páginas: 84 páginas
Formato: 14 x 21 cm 
Preço: R$ 19,90
Link para compra: http://bit.ly/livroAA

Sinopse do livro: Por que temos a sensação de que sempre falta algo em nossas vidas? Parece que não conseguimos nos encaixar nas diversas possibilidades existentes de como viver. Atualmente, constatamos a grande quantidade de pessoas, de diferentes idades, perdidas e sem rumo, que vivem de forma automática, sem propósito e objetivo definido. O que aconteceu com a geração atual? O autor identifica uma crise da sociedade contemporânea, fazendo uma reflexão sobre como vivemos e, com a ajuda de Bauman, Epicuro e outros pensadores, apresenta-nos uma crítica aos valores atuais. Desenvolve, ainda, a ideia do "Saber Perder", que, em sua visão, é a virtude necessária para o indivíduo contemporâneo seguir sua trajetória sem perder o foco do que realmente é importante.

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