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12/12/2018

Lançamento da obra infanto-juvenil "As Aventuras de AMOR-FLOR em ÁFRICA" de Maria Eugénia Neto | CCCP Luanda 20/12


CAMÕES/CENTRO CULTURAL PORTUGUÊS
em parceria com
EDITORA ACÁCIAS   

Lançamento de obra infanto-juvenil
As Aventuras de AMOR-FLOR em ÁFRICA
de
MARIA EUGÉNIA NETO 

No dia 20 de Dezembro, pelas 18H00, no CAMÕES/CENTRO  CULTURAL PORTUGUÊS (Av. de Portugal nº 50), numa Parceria com a EDITORA ACÁCIAS,  será lançada a obra infanto/juvenil As Aventura de AMOR-FLOR em ÁFRICA, da escritora MARIA EUGÉNIA NETO. A obra, com ilustrações de Henrique Arede & Pinto Marques, será apresentada pelo Poeta NGUIMBA NGOLA. 

A história narra as aventuras de AMOR-FLOR, o cão cavalinho, e do seu dono, que viajam pelo continente africano e pela península Arábica. Uma viagem por diferentes povos, suas culturas, sua história,  seus hábitos e suas histórias, mas também por uma  prodigiosa e diversificada natureza. “AMOR FLOR” quer que o seu dono seja uma pessoa culta e, por isso, leva-o a conhecer as grandes civilizações da história do continente africano (…) ao longo de milénios, as caravanas que por aqui passavam deixavam as suas marcas nos hábitos e costumes dos povos, que encontravam, pois as paragens, às vezes eram de dias, às vezes de meses, ou até de anos… tudo dependia do acolhimento recebido e de outras razões, de amizade, de  interesses  económicos, ou ainda quando os que chegavam venciam com o fio da espada...”.

Um dos protagonistas é o Rio Nilo, que nasce no Ouganda, atravessa o Sudão, o Tchade e o Egipo para desaguar em delta no mediterrâneo. “Desde há milénios que o rio Nilo iniciou uma luta titânica para proteger as terras amarelo ocre contra o deserto que se tentou instalar (…) esperou pacientemente que o homem soubesse dominar e aproveitar as suas enchentes e visse florescer campos de trigo, de milho e de algodão que cobrissem a nudez e alimentassem os seus filhos para além das suas margens.  Hoje, há barragens que permitem a irrigação das terras ao longo do seu percurso. E os campos floresceram (…) Nilo que os poetas cantaram e os poderosos do velho continente tanto amaram, pois só ele tornou possível tanta grandeza, tantos impérios….”

Uma viagem pela história  do continente e das suas cultura milenares, onde não faltam recomendações pela voz da avó do menino, dono do AMOR–FLOR. Preservação do meio ambiente é uma delas: “É preciso proteger as florestas como se fossem povoações humanas e replantar dezenas de árvores por cada uma que for cortada”.   

SOBRE A AUTORA

Maria Eugénia Neto,  nasceu em Trás os Montes, Portugal, em 1934. Em 1948, num círculo de intelectuais africanos conheceu Agostinho Neto com quem se viria a casar, tornando-se um figura incontornável na luta de libertação de Angola.  Desde cedo, iniciou-se na escrita. Segundo Pires Laranjeira, especialista em Literatura Africana, “O discurso poético de Eugénia Neto percorre o traçado  original sacrificial de uma saudosa evocação e uma angustiante interrogação sobre o amor e a morte, a paz e a guerra, a totalidade e o nada, o homem e o cosmos, em discorrer simples, lírico, pungente e apelativo, inscrevendo-se numa das tradições africanas, que através da constatação, do lamento e da denúncia, serve de alerta para transformar….”

Desde a década setenta do século passado, Eugénia Neto tem-se  dedicado a criar literatura infantil, tendo as suas obras sido traduzidas  para várias línguas e conquistado vários prémios. Entre as obras publicadas de literatura infantil,  inclui-se “Nas Florestas dos Bichos Falaram”, “As Nossas Mãos Constroem  a Liberdade” e “A Formação de uma Estrela e outras Histórias na Terra”.

Em Novembro último, recebeu da Embaixadora da “Lift Effects”, em Angola, Vanda Freire, o certificado de “Princesa e Dama Real do Pan-africanismo da Casa do Solar”, pelo trabalho que tem vindo a desenvolver em prol da mudança de consciências, não só em Angola, mas também no mundo. “A Lift Effects” é uma organização mundial, com sede em Londres, que todos os anos distingue personalidades ligadas a grandes causas. Depois dessa distinção, Maria Eugénia Neto deve ser tratada como um princesa Panafricana do século XXI da linhagem real. 

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