ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

10 de novembro de 2018

Lançamento da obra "Tsháhua Tsháhuilê" de Luís Rosa Lopes | CCCP Luanda 15/11


PARCERIA
EDITORA ACÁCIAS
CAMÕES/CENTRO CULTURAL PORTUGUÊS
MOVIMENTO LEV’ARTE

COLECÇÃO “TRONCOS DA LITERATURA ANGOLANA”

TSHÁHUA TSHÁHUILÊ
de
Luís Rosa Lopes


Tsháhua tsháhuilê, kumbunguê kutshili
“Acabou, não acabou, no coração contínua”
(provérbio Tutshokwê)


No quadro da parceria entre EDITORA ACÁCIAS, MOVIMENTO LEV’ARTE E CAMÕES/CENTRO CULTURAL PORTUGUÊS, a colecção “Troncos da Literatura Angolana” editou a obra mais recente do escritor LUÍS ROSA LOPES, “TSHÁHUA TSHÁHUILÊ”, que vai ser lançada no dia 15 de novembro (5ª feira), pelas 18h30 no Camões/Centro Cultural Português. 

SOBRE A OBRA

A obra TSHÁHUA TSHÁHUILÊ aborda a dicotomia entre passado e futuro tendo a tradição e cultura Lunda/Tshokwê como pano de fundo. Segundo o autor, “passando-se a acção [da obra] nos idos anos oitenta do século XX, há referências que não podem ser separadas do contexto dessa época.”

Refere o autor que “aliado às recolhas e constatações feitas por mim durante a estadia por terras das Luandas”, procurou ser “o mais fiel possível aos aspectos culturais e tradicionais da venerável cultura Lunda/Tshokwe tendo, para isso, também recorrido a alguns aspectos da vida daqueles povos reflectidos nas obras de Martins, J.V., Jill Dias, Bastin, M.-L., Henri Breuil e J. Redinha, entre outros”.

“Em toda a parte, desde a tragédia grega, aos quotidianos de uma aldeia perdida nos confins de África, já não tanto misteriosa, indo e estando ou ouvindo e vendo, mais acompanhados que sós, temos os dias contados”, destaca o prefaciador da obra, que a considera um “conto curto que trata, devagar e bem, do comprido da tradição”. Refere ainda que “o tempo passa depressa num livro sem guarda-roupas, sem sala de jantar e para reuniões”, pois “o passado começa a ficar sem pernas e sem fôlego para acompanhar o futuro”. (...) Quem tem a língua e cabeça mais limpa? O paraíso que é o chão do pecado? Ou o inferno que arde de virtudes? Nem um, nem outro. O homem... Um dia, lá estava ele, o Homem, a varrer o pó do chão e as nuvens do céu”, remata o autor do prefácio.

A obra foi escrita entre 1983 e 2017 em Abidjan, Capato, Cape Town, Curitiba, Dundo, Londres, Luanda, Lisboa, Paris, Namibe, Quibala, Rio de Janeiro, Shangai e durante vários voos de longo curso, adiantou o autor. 

SOBRE O AUTOR

Luís Rosa Lopes é natural de Luanda, nascido a 1954, no bairro de São Paulo. Fez a sua formação nas cidades de Luanda, Lisboa e Curitiba. Actualmente é oficial superior das FAA na reforma. É também membro da União de Escritores Angolanos desde 1984, e publicou a sua primeira obra em 1983, um conto com o título “A Gota D’Água”. Outras das suas obras são: Mu Ukulu Kituxilê Ku Mayombola” (contos, 2006); “Uma Maria João e Uns Knunca” (contos, 2009); “Oras em Eras de Ira e de Amor” (poesia, 2011); “Forças da Minha Lavra” (poesia, 2016).
Armindo Guimarães

Sobre o autor

Armindo Guimarães - Doutorado em Robertologia Aplicada e Ciências Afins e Escriva das coisas da Vida e da Alma. Administrador, Editor e Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Leia Mais sobre o autor...

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