ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

9/03/2013

15.º Bate-papo entre Roberto Carlos e eu – Detalhes do Flamboyant




 

Por: Armindo Guimarães
Doutorado em Robertologia Aplicada e Ciências Afins
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RC DETALHES DO FLAMBOYANT


Decorridos quatro meses desde o último bate-papo que tive com o Roberto (tempo demais para quem como eu foi habituado a curtos compassos de espera), o que já era dado como um sonho lindo concretizado e continuado, era agora dado como acabado. Porém, apesar do velho ditado que diz que “quem espera desespera”, outros existem que o atenuam e superam, como estes que rezam que: “quem espera sempre alcança” e que “enquanto há vida há esperança”.

E se o verde da bandeira brasileira significa a Casa Real de Bragança, da qual fazia parte o Imperador D. Pedro I do Brasil (IV de Portugal), a mesma cor para a bandeira portuguesa simboliza esperança. Esperança que, confesso, já havia perdido relativamente aos bate-papos entre o Roberto e eu.

Entretanto, não é que o malandro do Roberto finalmente me telefonou?! Cada vez mais desinibido, é certo, porém, sempre aproveitando para lamentar isto e aquilo, que é precisamente para isso que os amigos existem.

Desta vez, para não variar, falamos um tempão do carago. Tempo que para mim e para o Roberto passou despercebido mas que, incumbido que sempre estou de passar para o papel todas as nossas conversas, acabo sempre por, posteriormente, constatar que é demasiado para quem lê. De tal desiderato para os leitores, já tenho dado conta ao Roberto, mas ele sempre me diz para não me preocupar pois, segundo ele, só nos lê quem quer. Sem dúvida uma resposta pragmática, contudo (cá para nós que ninguém nos ouve), o Roberto dá uma no cravo e outra na ferradura, pois logo a seguir sugere que eu envie as nossas conversas por correio electrónico aos amigos que, não tendo pachorra para lerem tanta coisa no fórum do Portal Clube do Rei, a queiram ler em casa, refastelados numa poltrona, apoiados por uma robertada como música de fundo devidamente acompanhada de uma qualquer bebida espiritual. É por isso que eu digo que o Roberto é um gajo porreiro mas muito imprevisível. E todos sabem que eu nunca falo por falar.

É, aliás, o que todos poderão mais uma vez apurar neste bate-papo, onde falamos:

- Do livro “Roberto Carlos em detalhes”;
- Do facto de os nossos bate-papos há muito já terem despertado o interesse não só da galera do Portal Clube do Rei, mas também daqueles que muito de perto acompanham Roberto Carlos;
- Da recordação que tivemos sobre a última vez que Roberto Carlos deu concertos em Portugal e das peripécias por que passou com três elementos do seu “staff”, passeando na baixa lisboeta disfarçado de portuga, de boné e bigode, o qual, inadvertidamente, deixou ficar dentro de um táxi;
- Das “Emoções em alto mar 2007”, a bordo do navio “Costa Fortuna” e do incidente que teve a nossa amiga Vera Luz no final de um dos concertos, quando o Roberto distribuía as suas habituais rosas perfumadas pelos seus lábios, quais notas musicais aromatizadas;
- Do incidente que eu também tive durante este bate-papo, pelo facto de se me ter finado a bateria do meu telemóvel e de como o Roberto logo resolveu o problema sugerindo continuarmos papo tão gostoso através do Messenger;
- De, a propósito do Roberto me ter dito que estava ouvindo no seu computador uma música de um portuga que eu lhe havia oferecido em tempos, eu lhe ter oferecido uma outra que, estou certo, vai igualmente entrar-lhe no peito, na alma e no coração;
- Da Casa da Cultura Roberto Carlos, em Cachoeiro de Itapemirim e do alerta do Sandro, membro do Portal Clube do Rei que, revisitando recentemente a Casa, ficou chocado pela visível falta de manutenção da mesma e da minha exposição enviada ao Prefeito da cidade no sentido de pôr cobro ao abandono a que parece estar sujeito tão importante “ex libris”;
- Do dia 1 de Março, data comemorativa dos 440 anos do Rio de Janeiro e do que a propósito o Roberto desejou aos cariocas e ainda do presente de aniversário que a todos vai ofertar em Junho deste ano;
- Da cunha que aproveitei para lhe meter no sentido de que não se esquecesse também da malta do Peru que está aflita pra vê-lo outra vez e da promessa que ele me fez de brevemente brindar a galera peruana, não sem que antes me acusasse de eu ser parcial por não ter metido cunha igual para os fãs de outras regiões do Brasil e de outros países que, tal como os fãs da Tierra de Los Incas, também estão aflitíssimos para vê-lo ao vivo;
- De, como sempre, o Roberto não deixar terminar o nosso bate-papo sem que eu o pusesse ao corrente de como vai o Portal Clube do Rei e como mais uma vez eu lamentei atitudes de certos membros que mais parecem mágicos por aparecerem e desaparecerem sem dizerem água vai, água vem, e de como ele por isso se danou comigo arvorando-se em advogado de defesa dos seus fãs;
- De como, se calhar por eu ter tido a língua demasiado perto da boca em relação aos meus lamentos sobre este ou aquele fã, ele me ameaçou processar judicialmente por eu publicar os nossos bate-papos no melhor Portal do mundo, quiçá fazendo-se esquecido que, se divulgo os bate-papos é porque ele assim me pede, apenas com a condição de eu nunca me esquecer de, no final, deixar bem expresso que tudo é fictício, não se importando, contudo, que eu logo a seguir acrescente que a ficção revela verdades que a realidade omite, citando Jassemin West que o Roberto, pese embora eu sempre o rectificar, ele sempre faz questão de o chamar de Jasmim Best.

1 de Março de 2007, quinta-feira, 19,12h
O meu telemóvel vibra.
Trrrrrrr, trrrrrrr, trrrrrrrr... Chamada anónima.
E eu atendo.

ROBERTO – Alô! É você, Mindo?
ARMINDO – Sou. És tu Berto? Nem estou em mim, carago! Tas porreiro, pá!?
ROBERTO – Não tô não, Mindo!
ARMINDO – Porquê, pá?
ROBERTO – Cê não sabe daquele cara que se deu pra falar de mim à toa, rapaz?
ARMINDO – Qual gajo, carago? É alguém do Portal Clube do Rei, Berto?
ROBERTO – Que nada, bicho! Tô falando daquele que tem mania de escritor/historiador, cara!
ARMINDO – Não estou a ver quem é, Berto.
ROBERTO – Cê tá perdido no tempo, mora! Tô falando daquele que abusivamente escreveu livro a meu respeito. Uma bobagem, sabe?
ARMINDO – Se calhar, tu querias era que o gajo, tal como nós combinamos com estes nossos bate-papos, escrevesse no final do livro que tudo era ficção, só que ele, historiador que é, não esteve com meias medidas e, vai daí, esteve-se nas tintas para os detalhes, ou seja, para o facto de tu gostares ou não.
ROBERTO – Pois não! Há gente que por grana é capaz de tudo, né?
ARMINDO – Ó Berto, não é para defender o gajo, porque nem sequer o livro li, mas deixa que te diga que a avaliar por algumas opiniões da malta do Portal Clube do Rei, bem que ele até fez obra, carago!
ROBERTO – Qual obra, qual quê, bicho! Ele apenas se limitou transcrevendo contos e ditos, mora! Uns verdade e outros puro aproveitamento baseado em minha intimidade…
ARMINDO – Ó Berto, mas consta que o gajo até foi a Cachoeiro de Itapemirim recolher dados sobre ti, o que significa que ele se preocupou em ser o mais fiel possível no seu relato histórico. Se calhar, até foi ver se era verdade haver o flamboyant de que falas no “Meu pequeno Cachoeiro”.que hoje é hino oficial da terra que te viu nascer.
ROBERTO – Pô, cara! Como cê sabe que “Meu pequeno Cachoeiro” passou sendo hino oficial da terra onde eu nasci?
ARMINDO – O teu problema maior é esse, pá! Começo a pensar que tu nunca chegarás a imaginar que os teus fãs não são uns quaisquer. E no que a mim diz respeito, dou-te um exemplo bem recente que tem a ver com o que estamos a falar, pois está-me a preocupar aquele pormenor do flamboyant.
ROBERTO – Puxa vida, meu! Que tem o flamboyant que o está fazendo preocupar, Mindo?
ARMINDO – Imagina tu que ele foi a Cachoeiro de Itapemirim, não na Primavera, mas no Verão, no Outono ou no Inverno? Por certo que não indo na Primavera não viu o teu flamboyant como tu relatas, ou seja, bonito e dando sombra no quintal, o que significa que se calhar o gajo pensou para os seus botões: “O Roberto mente mais que os botões da blusa que a outra usava”.
ROBERTO – Sei que cê disso isso para me fazer rir, mas fique sabendo que não pegou, não! Tô vendo é que cê tá feito com ele, mora! Ele diz que baseia seu livro em fatos históricos e eu sei muito bem que cê também transa História, né? Então, tá na cara sua afinidade com ele, mora!
ARMINDO – Ó Berto, vai-te lixar, pá! Não admito que me ponhas em causa, carago! Eu gosto de História, é certo, mas jamais escreveria ou apoiaria escritos sobre ti sem te dar conhecimento. Até parece que não me conheces, carago! Um gajo pode gostar muito de História, mas daí a ser um historiador vai um passo enorme, sendo certo que, para mim, historiador é aquele cujos conhecimentos lhe permitem falar ou escrever sobre o passado, sobre o presente e por vezes até sobre o futuro, relativamente a este ou àquele tema. Ora, se eu nem sobre o teu presente me sinto capaz de falar ou escrever…
ROBERTO – Não diga isso Mindo. Cê se contradiz, mora! Cê não tá escrevendo nossos bate -papos? Isso é História, bicho!
ARMINDO – Sim, Berto. Contudo, a minha história trata apenas do presente e como tal irrefutável porque facilmente confirmada por quem dela duvidar.
ROBERTO – Cê me faz rir com essa de sua história ser facilmente irrefutável por quem dela duvidar. Cê se esquece que para todos os efeitos nossos bate-papos são fictícios? Nós combinamos assim e não é isso que cê sempre faz?
ARMINDO – Ó Berto, vai-te lixar, pá!
ROBERTO – Sabe, eu só queria era que o cara não escrevesse sobre fatos pessoais e íntimos que só a mim dizem respeito. Tá entendendo?
ARMINDO – Esou, Berto. Bem que ele ao menos podia pedir-te prévia autorização. Não o fez e agora está lixado que em tribunal o juiz decidiu interromper a publicação, distribuição e venda do livro “Roberto Carlos em detalhes”.
ROBERTO – É isso, aí, Mindo.
ARMINDO – Mas agora cá pra nós que ninguém nos ouve, o livro bem que não é tanto como o título quer dar a entender, pá.
ROBERTO – Como assim, bicho?
ARMINDO – Para fazer jus ao título “Roberto Carlos em detalhes”, um detalhe importante faltou, que foi a referência aos “Bate-papos entre o Roberto e eu”. eheheheheh
ROBERTO – Bicho, bem que Dudu me falou disso. Me disse que só faltou o cara escrever sobre nossos bate-papos. Quer ver que o cara é daqueles acreditando tudo ser ficção? Eheheheheh Isso significa que não adianta cê pôr lá no final aquela frase da tal Jasmim Best que diz que “a ficção revela verdades que a realidade omite”. eheheheheh
ARMINDO – Ó Berto, quantas vezes é que eu tenho que te dizer que a gaja não se chama Jasmim Best mas Jassemin West, carago!? Como é que o teu filho se lembrou de tão insignificativo pormenor sobre os nossos bate-papos?
ROBERTO – Olhe aí, bicho, saia dessa de sempre me retificar, tá? Pra mim o nome dela será sempre Jasmim Best, viu? Cê pensa que está falando pra sua Inca lá do Peru, sempre retificando ela quando escreve em português? E não chame de insignificantes nossos bate-papos que muito me dizem, tá? Além do mais, fique sabendo que nem só meu filho Dudu está transando nossos bate-papos. Erasmos está na onda desde nosso número um e sempre atentos estão também meus filhos Luciana, Ana Paula e Rafael. Meus amigos Wanderléa, Dedé e Ismail, não perdem um dos nossos bate-papos. E tem mais, bicho! Imagine só que até mamãe sempre me pergunta: Zunguinha, quando cê vai falar com o tal portuga? Como se chama ele mesmo?”.
ARMINDO – eheheheheh Grandes novidades me estás a dar, Berto! A propósito, como vai Lady Laura?
ROBERTO – Obrigado, bicho. Tá indo bem. Da última vez que fui lá em Portugal, mamãe como sempre, fez questão de ir comigo, mas na última hora houve um contratempo e ela não pôde ir, não. Aí ela ficou triste, mas da próxima vez ela não vai faltar não. Quem também tá pegadinha com Portugal é Luciana, sabe? Ela sempre me pergunta: papai quando cê vai a Portugal?
ARMINDO – eheheheheh
ROBERTO – Cê se está rindo, cara? Pô, que coisa eu disse pra você se estar rindo, mora?
ARMINDO – Lembrei-me da última vez que vieste cá. Chegaste a Lisboa, foste ao hotel mudar de roupa, puseste um bigode e um boné armado em portuga e foste de táxi com mais três camaradas do teu staff beber umas ginjinhas e uns eduardinhos. Foi do baril, pá! Eheheheheh
ROBERTO – eheheheheh Foi demais, cara! Cê nem imagina a gozação de meus amigos por ter deixado cair meu falso bigode lá no táxi e o taxista correndo atrás de nós de bigode na mão, me devolvendo e dizendo me conhecer de qualquer sítio. Eheheheheh
ARMINDO – Ó Berto, como correu a tua digressão “Emoções em alto mar 2007”, a bordo do Costa Fortuna, pá?
ROBERTO – Numa palavra: emocionante.
ARMINDO – Pois, mas aconteceu uma coisa triste. No final de um dos teus concertos, quando estavas a distribuir as habituais rosas, a confusão foi tanta que a nossa amiga Vera Luz deixou cair a sua máquina fotográfica e nunca mais a encontrou. Imagina como ela está triste, pá. A máquina continha fotos de um acontecimento que ela viveu bem de perto e que gostaria reviver para sempre através das fotos.
ROBERTO – Eu sei o que aconteceu a Verinha. Ela deixou lá no meu site uma mensagem apelando a quem tivesse encontrado sua máquina fotográfica, pedindo para ao menos lhe enviarem as fotos. E o pessoal lá da administração de meu site bem que reforçou o pedido da Verinha.
ARMINDO – Sim. E no Portal Clube do Rei a Vera também abriu um tópico nesse sentido.
ROBERTO – Agora vamos todos torcer pra que o apelo da Verinha toque fundo no coração de quem encontrou a máquina, né?
ARMINDO – Ó Berto, estou a ter um problema do carago, pá. A bateria do meu telemóvel está a dar o berro. Não tenho sorte nenhuma!
ROBERTO – A gente resolve isso indo pró MSN, cara. Eu tô ligado em meu computador. Cê tá no seu, cara?
ARMINDO – Estou, pá! Tu estás com o teu computador ligado? Estavas a escrever ou a ver qualquer coisa de especial, Berto?
ROBERTO – Táva dando uma olhada em meu site e depois me conetei lá no Portal Clube do Rei quando de repente me lembrei de falar com você. Eheheheheh
ARMINDO – Ah!
ROBERTO – Olhe aí, Mindo! Já tô no Messenger e não tô vendo você on-line, pôxa!
ARMINDO – Tem calma, pá. Devias saber que o meu computador é como o dono, ou seja, de raciocínio lento. Eheheheheh
ROBERTO – Você é demais, bicho. Sempre dizendo mal de si próprio. Eheheheheh
ARMINDO – É pra veres que não digo só mal de ti. Eheheheheh

Segundos depois, no MSN…

MINDO diz:
Ó Berto, já cheguei, pá! Estás aí?
ZUNGA diz:
Tô, bicho! Cê sabe o que neste momento tô ouvindo em meu computador? Tô ouvindo “O prometido é devido” do Rui Veloso, que você me tinha mandado. Se lembra?
MINDO diz:
Lembro, pá. Até foi bom falares nisso, pois tenho uma outra que ficou em 2º lugar no Festival da Canção Portuguesa de 1970, com letra do celebérrimo poeta, infelizmente já falecido, José Carlos Ary dos Santos. A música é de Nuno Nazareth Fernandes e a interpretação é de Hugo Maia de Loureiro. Eis a letra da “Canção de Madrugar”*:

De linho te vesti
de nardos te enfeitei
amor que nunca vi
mas sei.
Sei dos teus olhos acesos na noite
sinais de bem despertar
sei dos teus braços abertos a todos
que morrem devagar
Sei meu amor inventado que um dia
teu corpo pode acender
uma fogueira de sol e de fúria
que nos verá nascer.
Irei beber em ti
o vinho que pisei
o fel do que sofri e dei
Dei do meu corpo um chicote de força
rasei meus olhos com água
dei do meu sangue uma espada de raiva
e uma lança de mágoa
Dei do meu sonho uma corda de insónias
cravei meus braços com setas
descobri rosas alarguei cidades
e construí poetas
E nunca te encontrei
na estrada do que fiz
amor que não logrei
mas quis.
Sei meu amor inventado que um dia
teu corpo pode acender
uma fogueira de sol e de fúria
que nos verá nascer
então:
nem choros, nem medos, nem uivos, nem gritos,
nem pedras, nem facas,
nem fomes, nem secas, nem farsas,
nem forcas, nem farpas, nem feras,
nem ferros, nem cardos, nem dardos,
nem trevas, nem gritos, nem pedras, nem facas,
nem fomes, nem secas, nem farsas,
nem forcas, nem farpas, nem feras,
nem ferros, nem cardos, nem dardos,
nem mal

ZUNGA diz:
Bem que a letra é bonita demais, Mindo. Dá pra você me mandar a música?
MINDO diz:
Já estou a mandar. Aceita o arquivo, mas não ouças agora. Tens que a ouvir com toda a calma do mundo. Vais ver que vais adorar e, quem sabe, cantá-la. Era o delírio ouvir tu a cantares tão belo poema e tão bela música.
ZUNGA diz:
Já recebi seu arquivo. Depois eu ouço e logo lhe dou minha opinião, tá? Olhe aí, cara, cê sempre aproveita pra falar sobre a galera lá do Portal. Como tá indo a barra?
MINDO diz:
Como diz aquela canção brasuca, eu diria: tudo está no seu lugar, graças a Deus, graças a Deus… A propósito, soube através de um tópico no fórum do Portal Clube do Rei, da autoria do Sandro, que tendo visitado em 2001 a Casa da Cultura Roberto Carlos em Cachoeiro de Itapemirim, foi com bastante mágoa que o mesmo, tendo revisitado a Casa em Janeiro deste ano, constatou uma lamentável e incompreensível falta de manutenção de tão importante e significativo “ex-libris” de Cachoeiro de Itapemirim, do Brasil e de além fronteiras.
ZUNGA diz:
Pôxa, meu! Essa é novidade pra mim, viu?!
MINDO diz:
E para muitos também e, por isso, eu não estive com meias medidas e na qualidade de teu simpatizante e como tal da terra que te viu nascer, enviei uma exposição ao Prefeito, solicitando a sua melhor atenção no sentido de que tão rapidamente quanto possível a tua/nossa Casa seja objecto da atenção que merece.
ZUNGA diz:
Obrigado, viu? Essa foi na hora, bicho!
MINDO diz:
Sim, mas agora que tens conhecimento do que se passa, é bom que não deixes o assunto ficar no rol do esquecimento.
ZUNGA diz:
Claro que vou providenciar no sentido de ver o que está se passando. Anote aí que hoje é 1 de Março e que breve lhe trarei notícias sobre o assunto, viu?
MINDO diz:
1 de Março é o dia em que o Rio de Janeiro comemora precisamente 440 anos e isso me faz também lembrar que tu estás em falta para com os cariocas, pois já não dás lá um concerto há mais de 500 anos e os gajos já estão a ficar lixados contigo pra carago, pá. E com razão.
ZUNGA diz:
Lixado, como cê diz tô eu ficando com você, mora! Cê botou dois zeros a mais, pois meu último concerto no Rio foi há quase 5 anos e não 500 como cê disse. Depois, se cê sabe uma coisa, bem que devia saber outra, né?
MINDO diz:
Qual outra, pá?
ZUNGA diz:
Já tive oportunidade de desejar paz e tranquilidade pro cidadão caricoca e em Junho deste ano não vou dar apenas um concerto mas vários, lá no Rio, viu? Que cê diz a isso, Mindo?
MINDO diz:
Fixe, pá! É, por certo, a tua melhor prenda de aniversário para a malta carioca.
ZUNGA diz:
É isso aí, cara!
MINDO diz:
Olha, já agora, podias também lembrar-te da malta do Peru. Os gajos estão impacientes demais. Para além de passarem a vida a fazer promessas aos deuses Incas, ainda por cima vão para o fórum do Portal abrir tópicos apelando para que todos torçam no sentido de tu voltares lá este ano.
ZUNGA diz:
Diga à Iatrever, ao Miguel e ao Danny e a toda a galera lá do Peru que não prometo para este ano mas breve farei surpresa.
MINDO diz:
Ah! E não te esqueças também da malta espanhola. Por exemplo, a Otitto (Isabel de Andaluzia) que ainda o ano passado foi de propósito a Portugal para te ver em Guimarães, agora deu-se-lhe na mania que te quer ver em Espanha. Isto é assim, pá! Uns com nada e outros que quanto mais têm mais querem. Outra coisa, Berto: já agora, se não é pedir-te muito, não te esqueças da malta de Portugal, carago!
ZUNGA diz¬:
Tudo bem, bicho, mas cê tá sendo parcial, mora! Cê se esquece da galera de muitas regiões do Brasil que me estão esperando. Se esquece do México, de França, da Venezuela, da Argentina e de outros países que também estão reclamando por meus concertos. E por falar na Argentina, como vai ela, Mindo?
MINDO diz:
Como vai a Argentina? Sei lá, Berto? Nem sequer ainda fui à Argentina…
ZUNGA diz:
Se deixe de bancar o desentendido, mora! Cê sabe que tô falando de Graciela. Tá na cara, né!?
MINDO diz:
Ah! Ó pá, desde que casou ganhou juízo.
ZUNGA diz:
Cê quer dizer que Graciela não tinha juízo, rapaz?
MINDO diz:
Nada disso, pá! Apenas quero dizer que ela deixou de passar bola ao maluco do Templário-prt lá do Portal. E olha que foi o que ela fez melhor, senão ficava tão ou mais maluca do que ele. Eheheheheh O mesmo aconteceu com a Tina Gaspar de Leiria que safou-se a tempo de ficar maluca por causa dele, casando-se. Eheheheheh
ZUNGA diz:
Cê se sai com cada uma, Mindo! Mas sei duma que continua sempre na onda com você. Tô falando daquela a quem cê chama de sua Inca. Eheheheheh
MINDO diz:
Ah! Estás a referir-te à Isabel (Iatrever), do Peru? Essa continua a aturar-me pelo simples facto de que eu também a aturo. Além disso, ela nunca irá ficar maluca por minha causa, pois quando a conheci ela já era tão ou mais maluca do que eu. eheheheheh
ZUNGA diz:
Quer dizer que vocês são almas gémeas? Eheheheheh
MINDO diz:
É isso, Berto. eheheheheh
ZUNGA diz:
Cara, me conte mais do Portal, viu? Cê sabe que eu podendo vou lá dando uma olhada, mas faz tempo que não vou por causa de meus shows “Emoções em alto mar 2007”, a bordo do navio “Costa Fortuna”.
MINDO diz:
Olha, o nosso Amigão, o Marlos Ribeiro, já não aparece como antes no fórum do Portal, mas há pouco tempo o gajo regressou com uma gana do carago para te defender acerca do diferendo que existe por causa do livro “Roberto Carlos em detalhes”. Estou a ver que tem que haver mais problemas do género para o Marlos voltar definitivamente ao Portal participando como antes.
ZUNGA diz:
Se deixa de piada, Mindo. Não esqueça que o cara anda grudado em sua namoradinha, se esquecendo de tudo e todos, né? Eheheheheh
MINDO diz:
De tudo e todos, menos de ti. Valha-nos ao menos isso, carago! Isso até me faz lembrar o nosso Pila (Marcel Pilattis), que por causa de sua namoradinha já nem da malta se lembra. Mesmo assim o gajo ainda teve tempo de se inspirar naquela tua canção “O Homem” e há dias conciliou a letra e a música com uma sequência de fotos bem bacanas.
ZUNGA diz:
Como cê tá vendo, a galera podendo, bem que faz obra, né? E se o nosso Pila não tá tanto no Portal como antes, cê sabe que o amor sempre nos ocupa. eheheheheh
MINDO diz:
Ó pá, eu não sei se é do amor ou do que é. Só sei é que há gajos que até parecem mágicos, pois passam a vida a aparecer e a desaparecer. O nosso Porteiro é um deles, Berto. O gajo às vezes anda muito calado e eu não gosto nada quando assim é.
ZUNGA diz:
O nosso Porteiro?
MINDO diz:
Sim, pá. O Jotaefe, o “Enciclopédia Ambulante”, carago!
ZUNGA diz:
Fod…, digo, pôxa! Cê chama de porteiro ao Jotaefe, porquê, carago, digo, porquê, mora?
MINDO diz:
Eheheheheh Ó Berto, agora até me fizeste rir com essa de misturares expressões brasucas com portugas. És demais, pá! Não imaginas como eu adoro quando te exaltas e misturas brasuca com portuga. Eheheheheh
ZUNGA diz:
Se dane, cara! Mesmo eu não querendo, cê sempre me influencia com seus ditos, que eu sempre logo me arrependo de dizer, porém nunca a tempo de pegar gozação de todo mundo.
MINDO diz:
De todo o mundo?
ZUNGA diz:
Sim, Mindo! Por causa de você todo mundo transa gozação comigo. Desde meus filhos Dudu e Luciana, a meus amigos Wanderléa, Dedé, Eduardo Lages e outros.
MINDO diz:
Esqueceste-te de incluir o Erasmo Carlos, carago!
ZUNGA diz:
Não esqueci não, bicho! Não mencionei ele porque é o único gajo, digo, o único cara, que para além de já tar habituado me ouvindo por vezes falando como você, ainda pra mais se lhe deu na mania de bancar fala de portuga. No início pensei até ser gozação pra mim, mas não é, não, bicho! Ele transa falar portuga. Eheheheheh
MINDO diz:
Eheheheheh
ZUNGA diz:
Bicho, agora vamos terminar nosso bate-papo, tá legal?
MINDO diz:
Tudo bem, Berto. De legalidades, sabes tu, pá! Espero é que não demoras quatro meses a contactar-me como desta vez, senão eu fico lixado pra carago contigo e depois não te lamentes se eu for para o fórum do Portal Clube do Rei queixar-me de ti.
ZUNGA diz:
Cê é incrível, Mindo. Se cê não fosse inventado tinha de existir. Eheheheheh Um abração pra si, tá? E não esqueça de mandar aquele abraço pra toda a galera do Portal, viu?
MINDO diz:
Está bem, pá. Um grande abraço pra ti e para toda a tua equipa.
ZUNGA diz:
Mindo, cê nem imagina o que eu estou pensando, mora! Estou pensando processar judicialmente você por publicar lá no fórum do Portal Clube do Rei nossos bate-papos.
MINDO diz:
Ó Berto, vai-te lixar, pá! Sabes bem que eu nunca escrevi nada sobre a tua intimidade, pá.
ZUNGA diz:
Cê se está esquecendo daquela vez, em nosso 12º bate-papo, em que cê disse a todo mundo que eu táva usando cueca estampada de bolinhas azuis e brancas. Isso é intimidade, né!?
MINDO diz:
Ó Berto, sabes muito bem que isso foi um tiro que eu dei no escuro, pá!
ZUNGA diz:
Se foi um tiro que cê deu no escuro e deu certo, porque cê não joga na loteria, bicho?
MINDO diz:
Eu, jogar na lotaria? Nem penses nisso, Berto! Sabes bem que sorte no jogo é sinónimo de azar no amor. Saindo-me a lotaria (ou loteria como brasuca diz eheheheheh, estavas lixado comigo que, pela certa, irias ter como vizinho o Templário-prt do Portal Clube do Rei. E sabes que ele é um maluco do carago que não interessa nem ao Menino Jesus. Por isso…
ZUNGA diz:
Você é incrível, bicho! Me fez perder meu TOC mas em contrapartida me deixou TOCado demais. Cê sempre me deixa sem jeito, mora!
MINDO diz:
Ó Berto, agora diz lá se não gostas mais de ti assim, pá.
ZUNGA diz:
Prefiro não responder, bicho. Apenas lhe mando não um mas mil abraços, daqueles do peito, do corpo, da alma e do coração.
MINDO diz:
Essa tua saída é o delírio, pá! Quando me falas assim sempre me deixas sem palavras, carago!
ZUNGA diz:
Palavras para quê, Mindo? Nós somos a festa e a dose atrevida, viu?! Eheheheheh E como cê costuma dizer, eu me despeço dizendo: gudvai que eu gudfico! Eheheheheh
MINDO diz:
Ó Berto, tu és um gajo do carago, pá! És demais! Xau!
ZUNGA diz:
Nós somos demais!!! Xau!

* Curiosamente, dois anos depois deste bate-papo, ou seja, ano em 2009, em que se assinalavam os 25 anos da morte de um dos poetas portugueses mais destacados, o produtor Renato Jr. teve a ideia de criar um projecto para homenagear José Carlos Ary dos Santos.  A escolha acabou por recair sobre Mafalda Arnauth, Susana Félix, Viviane e Luanda Cozetti, que formaram a banda Rua da Saudade. Numa selecção de 11 temas do vasto legado de Ary dos Santos, Rua da Saudade apresenta nova roupagem de canções singulares como Estrela da Tarde, Retalhos, Cavalo a Solta, entre outras.
Um projecto único para se ouvir da primeira à última música, com interpretações que tocam diferentes sonoridades do pop, ao fado, passando pelo jazz e até o ritmo da bossa nova
.


AVISO:

O texto que acabaram de ler é fictício.
Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

A ficção revela verdades que a realidade omite
Jassemin West
Armindo Guimarães

Sobre o autor

Armindo Guimarães - Doutorado em Robertologia Aplicada e Ciências Afins e Escriva das coisas da Vida e da Alma. Administrador, Editor e Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Leia Mais sobre o autor...

1 comentário:

  1. Querido Armindo!

    Se a leitura é boa o tempo logo passa... lendo esse bate-papo, cheio de graça e empolgação, foi passando a hora e o coração no peito bate forte quando chega ao final, pois esse texto é tão gostoso que lamentei muito quando o NMQT disse:
    - GUDVAI QUE EU GUDFICO!
    E tu respondeste:
    -XAU!!!

    Obrigada, muito obrigada Armindo, por nos partilhar essas maravilhas!
    SENSACIONAL!
    PARABÉNS!

    Beijinhos,
    Alba Maria

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