Publicada por
Carmen Augusta
Maestro Eduardo Lages - Capa CD Cenário -
Fernanda Oliveira
Fernanda Oliveira
Amigo,
companheiro de trabalho, compadre, fã e maestro de Roberto Carlos. As muitas
funções que Eduardo Lages acumula na vida do Rei fazem dele uma figura
singular.
A
parceria musical, que virou amizade, já dura mais de 35 anos e ultrapassa 2,5
mil shows realizados. Em entrevista ao DC, por telefone, o maestro e compositor
revela que, quando o assunto é música, as decisões finais ainda cabem a Roberto
Carlos - mas sugestões são sempre bem-vindas.
Como você e o Roberto Carlos se conheceram?
Eduardo Lages — Aos 11 ou 12 anos, já tocava piano muito bem. Mas, por causa de um acidente que me deixou com uma limitação em um dos tendões da mão esquerda, achei que jamais seria um grande pianista clássico. Comecei, então, a ir para a música popular e, depois, entrei para um grupo chamado MAU (Movimento Artístico Universitário) do qual participavam Ivan Lins, Gonzaguinha, Aldir Blanc e outros. Na época, fomos contratados pra fazer o Som Livre Exportação, e eu entrei como arranjador. Depois de um ano, quando terminou o programa, fui contratado para ser maestro da TV Globo. Fazia o Fantástico, que na época era um programa musical, e o Globo de Ouro, de paradas de sucesso. Então, o Roberto Carlos estava lá toda semana, fosse em primeiro, segundo ou terceiro lugar. Foi aí que o conheci, em 1977.
Como você e o Roberto Carlos se conheceram?
Eduardo Lages — Aos 11 ou 12 anos, já tocava piano muito bem. Mas, por causa de um acidente que me deixou com uma limitação em um dos tendões da mão esquerda, achei que jamais seria um grande pianista clássico. Comecei, então, a ir para a música popular e, depois, entrei para um grupo chamado MAU (Movimento Artístico Universitário) do qual participavam Ivan Lins, Gonzaguinha, Aldir Blanc e outros. Na época, fomos contratados pra fazer o Som Livre Exportação, e eu entrei como arranjador. Depois de um ano, quando terminou o programa, fui contratado para ser maestro da TV Globo. Fazia o Fantástico, que na época era um programa musical, e o Globo de Ouro, de paradas de sucesso. Então, o Roberto Carlos estava lá toda semana, fosse em primeiro, segundo ou terceiro lugar. Foi aí que o conheci, em 1977.
Vocês
logo começaram a trabalhar juntos?
Lages — Em 1978, ele me convidou pra ser maestro dele, já que, a partir daquele ano, queria fazer todos os shows com orquestra e achou que eu tinha perfil. Hoje, tenho por volta de 2,5 mil shows com ele. Ainda fiquei muito tempo na TV Globo, mas, depois de 18 anos, com tantas viagens com o Roberto, tive que sair.
Lages — Em 1978, ele me convidou pra ser maestro dele, já que, a partir daquele ano, queria fazer todos os shows com orquestra e achou que eu tinha perfil. Hoje, tenho por volta de 2,5 mil shows com ele. Ainda fiquei muito tempo na TV Globo, mas, depois de 18 anos, com tantas viagens com o Roberto, tive que sair.
Você
também compõe músicas para o Roberto?
Lages — Entre os 18 e 25 anos, me dediquei muito a compor. Participei de vários festivais, ganhando uns e não ganhando outros. Com a proximidade, também me dediquei a fazer músicas para o Roberto e hoje tenho composições minhas gravadas por ele.
Lages — Entre os 18 e 25 anos, me dediquei muito a compor. Participei de vários festivais, ganhando uns e não ganhando outros. Com a proximidade, também me dediquei a fazer músicas para o Roberto e hoje tenho composições minhas gravadas por ele.
O
que faz com que essa parceria já dure mais de 30 anos?
Lages — Muita transparência. Além de tudo, a gente é amigo. Existe um respeito mútuo, uma compreensão e, de minha parte, uma admiração muito grande pelo trabalho do Roberto Carlos. É uma parceria que, depois de tantos anos, a essa altura da vida, é muito difícil que venha a terminar. Apesar de eu ter meu trabalho solo, ele representa 70% da minha vida profissional e está presente, de certa forma, até na minha casa, pelo amor e admiração que minha família tem. Ele faz parte da nossa vida.
Lages — Muita transparência. Além de tudo, a gente é amigo. Existe um respeito mútuo, uma compreensão e, de minha parte, uma admiração muito grande pelo trabalho do Roberto Carlos. É uma parceria que, depois de tantos anos, a essa altura da vida, é muito difícil que venha a terminar. Apesar de eu ter meu trabalho solo, ele representa 70% da minha vida profissional e está presente, de certa forma, até na minha casa, pelo amor e admiração que minha família tem. Ele faz parte da nossa vida.
Quando
se trata da música, a decisão final é sua ou dele?
Lages — Sempre levo ideias. Faço a maior parte dos arranjos, tanto nos shows como nos discos, inclusive os projetos especiais, como Jerusalém e Elas Cantam Roberto Carlos. Tudo relativo à parte artística e musical tem, de certa forma, a minha participação como maestro e arranjador. Nos shows é onde atuo mais, criando algumas coisas. Claro que a última palavra é dele, mas, depois de tantos anos, a aceitação que ele tem pelo meu trabalho é muito grande.
Lages — Sempre levo ideias. Faço a maior parte dos arranjos, tanto nos shows como nos discos, inclusive os projetos especiais, como Jerusalém e Elas Cantam Roberto Carlos. Tudo relativo à parte artística e musical tem, de certa forma, a minha participação como maestro e arranjador. Nos shows é onde atuo mais, criando algumas coisas. Claro que a última palavra é dele, mas, depois de tantos anos, a aceitação que ele tem pelo meu trabalho é muito grande.
A
que você atribui a durabilidade do sucesso de Roberto Carlos?
Lages — Roberto é o maior ídolo desse país. Acho, inclusive, que é o maior artista popular do Brasil de todos os tempos. Acredito que seja pela coerência com que ele leva a carreira e também porque está sempre inovando. Ele mantém a grandiosidade e, por isso, se destaca. Os ídolos vêm e vão, e o Roberto continua.
AGENDE-SE
O quê: show com Roberto Carlos e banda
Lages — Roberto é o maior ídolo desse país. Acho, inclusive, que é o maior artista popular do Brasil de todos os tempos. Acredito que seja pela coerência com que ele leva a carreira e também porque está sempre inovando. Ele mantém a grandiosidade e, por isso, se destaca. Os ídolos vêm e vão, e o Roberto continua.
AGENDE-SE
O quê: show com Roberto Carlos e banda
Joinville
Quando: 3 de abril, às 21h
Onde: Centreventos Cau Hansen (Av. José Vieira, 315, Centro, Joinville)
Ingressos esgotados
Onde: Centreventos Cau Hansen (Av. José Vieira, 315, Centro, Joinville)
Ingressos esgotados
Blumenau
Quando:
4 de abril, às 21h
Onde: Parque Vila Germânica (Rua Alberto Stein, 199, Bairro da Velha, Blumenau)
Quanto: R$ 250, à venda no site IngressoRapido. Associados do Clube do Assinante tem desconto de 10% para os ingressos (exceto setor azul), com venda apenas nas lojas Havan e Farmácias Nissei
Onde: Parque Vila Germânica (Rua Alberto Stein, 199, Bairro da Velha, Blumenau)
Quanto: R$ 250, à venda no site IngressoRapido. Associados do Clube do Assinante tem desconto de 10% para os ingressos (exceto setor azul), com venda apenas nas lojas Havan e Farmácias Nissei
Florianópolis
Quando:
6 de abril, às 21h
Onde: Estádio Orlando Scarpelli (Rua Humaitá, 194, Estreito, Florianópolis)
Quanto: a partir de R$ 70 (setor B), à venda no site IngressoRapido. Associados do Clube do Assinante têm desconto de 10% para os ingressos (exceto setor verde), com venda apenas nas lojas Havan e Farmácias Nissei
Onde: Estádio Orlando Scarpelli (Rua Humaitá, 194, Estreito, Florianópolis)
Quanto: a partir de R$ 70 (setor B), à venda no site IngressoRapido. Associados do Clube do Assinante têm desconto de 10% para os ingressos (exceto setor verde), com venda apenas nas lojas Havan e Farmácias Nissei
DIÁRIO CATARINENSE
http://diariocatarinense.clicrbs.com.br
01/04/2013
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Maestro Eduardo Lages
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Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderEliminarO Maestro e o Rei
ResponderEliminarÉ de se refletir realmente na postura do maestro Eduardo Lages, na vida do Rei Roberto Carlos, durante todos esses, não trinta meses, mas auspi-ciosos trinta anos de majestosa reciprocidade, haja vista que ele é de fundamental importância na vida do Rei Roberto.
Não sendo possível um Rei da música sem um maestro, o mesmo é como uma mola mestra; isto é, o elo entre sua orquestra e o Rei, numa responsabilidade ímpar, qual seja, a de não só fazer os arranjos, como também a de ser o regente de uma das maiores orquestras do Brasil – a Banda RC9.
Talentoso, por excelência, o Maestro Eduardo Lages conciliou com profissionalismo o seu trabalho com o Rei. Como músico pianista, deu início ao seu trabalho instrumental com o lançamento de vários CDs, como Emoções, Cenário, Por Amor, Inesquecível e no ano passado, o Nossas Canções. Todos gravados com bastante competência, motivo pelo qual, tem alcançado maravilhoso sucesso. Homem simples, amigo, carismático, atencioso, não demonstra o grande artista que é, mesmo quando está conversando com seus fãs, conquistando com tudo isso maior valorização e o reconhecimento pelo público em geral. O cd Inesquecível e o Nossas Canções, tiveram a participação dos seus fãs-amigos, os quais ajudaram-no nas escolhas das músicas.
A música reflete este tipo de coisas, qual seja, se há afinidade entre músicos, a aproximação daqueles que comungam os mesmos propósitos, que seriam o de levar ao público a boa música popular brasileira, será tendencio-samente eterna.
Integro em sua personalidade e marcante na sintonia com o Rei, ocupa hoje um meritoso local de destaque ao lado de sua majestade. O Rei, por sua vez, recíproco à esta afinidade, não só técnica, mas sobretudo aquela que transcende o inexplicável, o convida, naquela época, a integrar-se em seu projeto musical e, nos domínios da amizade, formaram a dupla inseparável.
É extraordinariamente belo a chegada do Rei ao palco para fazer o seu show. Cumprimenta o seu publico e posteriormente – reparem todos da próxima vez – cumprimenta o mestre e grandioso maestro. Este, por sua vez, como que acolhido pela simpatia do seu Rei, dá aquela tradicional olhada carinhosa pra ele e, penso eu que, com o coração diz em pensamento: “ Pode cantar meu caro amigo! Estamos todos à sua disposição.” Numa sintonia perfeita, qual a que com sua batuta, olha aos músicos da orquestra e com o mesmo olhar e pensamento diz: “ Pessoal, toquem! Toquem à vontade, pois o nosso Rei já está em cena”. E todos tocam com um imenso prazer. Mais ainda, orgulhosos porque estão tocando para aquele que eles também têm toda uma afinidade e carinho de exemplares súditos. Tocam eles para o maior cantor popular de todos os tempos.
Este é um trabalho grandioso, engrandecedor, que se expressa de dentro para fora, com respeito, carinho e muito amor.
Assim como a música combina em sua arte, os sons, que conservam entre si suas relações de harmonia, também a amizade do Maestro com o Rei, configurou-se nesta mesma proporção, ao longo desses anos. Ela, que está na natureza representado pelo canto dos pássaros, pelo barulho do vento e das ondas do mar, sempre existiu e sempre existirá. E, igualmente, percebemos, em suas integridades de Rei do Maestro e Maestro do Rei, que esta amizade também perdurará por muitas, muitas eternidades afora.
=x=
À amiga Guta, digo:
O único comentário que coube a meu ver expressar aqui, diante desta belíssima entrevista, foi este acima, o qual sempre baterei na mesma tecla, o que penso desta maravilhosa dupla de amigos e cumpadres.
Abraços Robertocarlísticos e Eduardolageanos!
Acho que entre o Maestro e o Rei, a amizade e o respeito que eles têm um pelo outro é a chave do sucesso para explicar uma parceria tão duradoura e que deu certo. Aliás, toda a equipe do Rei já se encontra com ele há mais de 20, 30, 40 ou 50 anos! Só um ser humano especial consegue essa façanha nos dias de hoje. E o Roberto é Especial! Todos que trabalham com ele o respeitam e admiram porque ele trata todos com muito respeito também. Acho que se todos os patrões do mundo agissem como o Rei, não precisaria existir Tribunais de Trabalho.
ResponderEliminarUm grande abraço.
Ocenilda, Verviers - Bélgica