O património de Lagos pode voltar a servir quem construiu a cidade
Lagos precisa de respostas concretas para os seus idosos
O SILÊNCIO DAS PEDRAS ANTIGAS E O GRITO DOS DIAS:
O DESTINO POR FAZER DO ANTIGO HOSPITAL DE LAGOS
Por: Rui Duque
Houve um tempo em que as paredes grossas de cal e pedra que guardam a alma de Lagos acolhiam a dor, a febre e o alívio dos que aqui viviam. O antigo hospital, encostado à muralha secular como quem ainda tenta proteger a cidade, jaz hoje num silêncio pesado de portas fechadas. É uma ferida branca na paisagem urbana, um corpo de pedra a quem roubaram a utilidade, esquecido entre as memórias da História e a urgência do presente.
Olhamos para este espaço e perguntamos: qual é o desígnio de um lugar que nasceu para servir o povo quando este se afunda no abandono?
Lagos precisa de respostas à altura da sua gente
Lagos carece. Carece de respostas à altura da sua gente. Sobretudo daqueles que, com o suor dos braços, o sal do mar e a têmpera de uma vida inteira, ergueram o que hoje chamamos de nosso.
Faltam casas de repouso, faltam lares, faltam estruturas de acolhimento para a nossa gente de Lagos, pois muitos idosos não têm sítio para estarem. As famílias da nossa terra são obrigadas a fazer “trinta por uma linha” para conseguirem dar uma vida digna a esses idosos, dividindo-se entre o trabalho, os afectos e a exaustão, numa luta diária e inglória.
Um património histórico ao serviço da comunidade
Não seria, porventura, o momento de exigir a este executivo municipal que fizesse algum plano corajoso e clarividente para dar dignidade à gente desta terra que construiu Lagos?
Um projecto que devolva este património histórico à utilidade pública, transformando-o num espaço de acolhimento, num lar para os nossos mais velhos?
É profundamente injusto que os filhos desta terra, que tanto construíram e sustentaram Lagos, se vejam confrontados com a escassez de um tecto protector no declínio dos seus dias.
Antigo Hospital de Lagos: um futuro por construir
Da memória ao futuro
A poesia das nossas muralhas não se compadece com a indiferença. Um povo que esquece os seus velhos é um povo que perde o rumo do futuro, navegando à deriva num mar de betão e prioridades invertidas.
Que este antigo hospital deixe de ser um monumento à inércia e renasça como um abraço colectivo.
Porque cuidar da nossa gente é, afinal, o único progresso que verdadeiramente importa.
*Rui Duque,
Curioso de boas encenações e observador do mundo. Em busca das histórias que unem os povos
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O património de Lagos pode voltar a servir quem construiu a cidade
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Lagos precisa de respostas à altura da sua gente
Lagos carece. Carece de respostas à altura da sua gente. Sobretudo daqueles que, com o suor dos braços, o sal do mar e a têmpera de uma vida inteira, ergueram o que hoje chamamos de nosso.
Faltam casas de repouso, faltam lares, faltam estruturas de acolhimento para a nossa gente de Lagos, pois muitos idosos não têm sítio para estarem. As famílias da nossa terra são obrigadas a fazer “trinta por uma linha” para conseguirem dar uma vida digna a esses idosos, dividindo-se entre o trabalho, os afectos e a exaustão, numa luta diária e inglória.
Um património histórico ao serviço da comunidade
Não seria, porventura, o momento de exigir a este executivo municipal que fizesse algum plano corajoso e clarividente para dar dignidade à gente desta terra que construiu Lagos?
Um projecto que devolva este património histórico à utilidade pública, transformando-o num espaço de acolhimento, num lar para os nossos mais velhos?
É profundamente injusto que os filhos desta terra, que tanto construíram e sustentaram Lagos, se vejam confrontados com a escassez de um tecto protector no declínio dos seus dias.
Antigo Hospital de Lagos: um futuro por construir
Da memória ao futuro
A poesia das nossas muralhas não se compadece com a indiferença. Um povo que esquece os seus velhos é um povo que perde o rumo do futuro, navegando à deriva num mar de betão e prioridades invertidas.
Que este antigo hospital deixe de ser um monumento à inércia e renasça como um abraço colectivo.
Porque cuidar da nossa gente é, afinal, o único progresso que verdadeiramente importa.
Escriba das coisas da vida e da alma. Admin., Editor e Redator do luso-brasileiro Portal Splish Splash. Máxima favorita: "Andamos sempre a aprender e morremos sem saber". VER PERFIL
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