Publicada por
Armindo Guimarães
Uma leitura renovada de "Cavalgada", onde amor, entrega e poesia se reencontram
Entre a noite e o sol, dois corações encontram o seu próprio ritmo"Há músicas que não passam — permanecem."
Vímara Porto
Vímara Porto
Por: Armindo Guimarães
BREVES PALAVRAS DE INTRODUÇÃO
Antes de ler o texto, convido o estimado leitor a escolher uma das quatro imagens acima.
Deixe que o seu olhar decida por si — sem pensar demasiado.
Cada imagem representa uma forma diferente de sentir "Cavalgada", e a sua escolha pode revelar algo sobre a maneira como se liga à emoção, ao amor e à poesia desta canção.
No final, encontrará também a música, em 4 versões, que deu origem a tudo isto. Obrigado.
Deixe que o seu olhar decida por si — sem pensar demasiado.
Cada imagem representa uma forma diferente de sentir "Cavalgada", e a sua escolha pode revelar algo sobre a maneira como se liga à emoção, ao amor e à poesia desta canção.
No final, encontrará também a música, em 4 versões, que deu origem a tudo isto. Obrigado.
Há músicas que não envelhecem — aprofundam-se. Cavalgada é uma delas. Hoje, tantos anos depois da primeira vez em que a ouvi, percebo que esta canção não fala apenas de amor: fala da forma como o amor nos atravessa, nos transforma e nos devolve a nós mesmos. É uma viagem íntima, feita no escuro, onde cada verso acende uma estrela e cada imagem abre uma porta para dentro.
A cavalgada de que Roberto Carlos e Erasmo Carlos falam não é apenas movimento; é entrega. É o corpo que encontra o ritmo do outro, é o coração que aprende a respirar noutro compasso. Há uma noite inteira dentro desta música — uma noite que não assusta, porque é habitada por dois. A escuridão aqui não é ausência de luz: é o lugar onde a luz se cria, onde o amor se torna gesto, pele, silêncio partilhado.
E depois há o céu. As estrelas que surgem na letra não são decoração poética; são testemunhas. São o brilho que nasce quando dois se encontram sem reservas, quando o amor deixa de ser promessa e passa a ser presença. A cavalgada é o caminho, mas o céu é o destino — um céu que não se vê com os olhos, mas com a alma que desperta.
O amanhecer, esse momento em que o sol aparece, não é apenas o fim da noite: é a revelação. É quando percebemos que o amor vivido na escuridão não se desfaz com a luz. Pelo contrário: ganha contorno, ganha verdade, ganha corpo. A música diz-nos que o amor não é só impulso; é continuidade. Não é só ardor; é permanência. Não é só encontro; é renascimento.
E talvez seja por isso que Cavalgada permanece tão viva. Porque fala de um amor que não se explica — vive-se. Um amor que atravessa a noite e chega ao dia intacto, maior, mais inteiro. Um amor que, mesmo depois de tantos anos, ainda nos faz sentir que há caminhos que só se percorrem a dois. E que, no fundo, é sempre isso que procuramos: alguém com quem possamos cavalgar a noite inteira… até que o sol nos encontre.
De salientar que "Cavalgada" transcende até o próprio Roberto Carlos, sendo interpretada por artistas do Brasil e de diversas nacionalidades. Essa riqueza de versões pode ser apreciada no artigo "Variações em 'Cavalgada' de Roberto Carlos e Erasmo Carlos", que reúne uma playlist de 21 interpretações, incluindo três versões do próprio Roberto Carlos — em português, espanhol e italiano — acompanhadas da sublime versão musical do maestro Eduardo Lages.
E assim, entre passos de noite e ecos de eternidade, "Cavalgada" continua a seguir connosco — onde quer que o amor ainda saiba respirar.
NOTA DO EDITOR - PORTAL SPLISH SPLASH
Publicado originalmente em 2009, este texto regressa agora numa versão renovada, celebrando a força poética de "Cavalgada" e a ligação profunda entre Roberto Carlos, a sua obra e os leitores que o acompanham há gerações. Esta nova edição integra imagem, música e interpretação, convidando cada leitor a viver a canção de forma pessoal e sensorial.
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Cada imagem carrega um significado para quem a escolher:
Imagem 1 — "O Amor Como Fusão"
Esta imagem revela um amor que se vive de dentro para fora.
Os rostos que se aproximam e quase se fundem sugerem: intimidade emocional profunda, necessidade de conexão total, sensibilidade elevada ao vínculo afetivo, tendência a amar com intensidade e entrega.
Quem escolhe esta imagem costuma ser alguém que:
Procura relações onde haja verdade emocional; valoriza a reciprocidade e a sintonia; sente o amor como um lugar seguro; tem uma visão quase espiritual da união a dois.
É a escolha de quem acredita que o amor é encontro, fusão, reconhecimento — como se duas almas se tocassem antes mesmo dos corpos.
Esta imagem revela um amor que se vive de dentro para fora.
Os rostos que se aproximam e quase se fundem sugerem: intimidade emocional profunda, necessidade de conexão total, sensibilidade elevada ao vínculo afetivo, tendência a amar com intensidade e entrega.
Quem escolhe esta imagem costuma ser alguém que:
Procura relações onde haja verdade emocional; valoriza a reciprocidade e a sintonia; sente o amor como um lugar seguro; tem uma visão quase espiritual da união a dois.
É a escolha de quem acredita que o amor é encontro, fusão, reconhecimento — como se duas almas se tocassem antes mesmo dos corpos.
Imagem 2 — "O Amor Como Caminho Partilhado"
Aqui, o foco está na ternura, na proximidade e na ideia de que o amor é uma jornada feita lado a lado.
Os cavalos e os cavaleiros ao fundo reforçam o simbolismo de Cavalgada como movimento, percurso, destino.
Esta imagem fala de: companheirismo, confiança mútua, equilíbrio entre força e delicadeza, amor vivido com serenidade e maturidade.
Quem escolhe esta imagem tende a: valorizar estabilidade emocional; preferir relações sólidas e duradouras; ver o amor como parceria e construção; sentir-se confortável em vínculos que evoluem com o tempo.
É a escolha de quem acredita que amar é caminhar junto — mesmo quando o caminho é longo.
Imagem 3 — "O Amor Como Entrega e Desejo"
Esta é a imagem da fusão amorosa. Os dois cavalos, tão próximos que parecem um só, simbolizam a união que nasce da intimidade profunda: dois seres que se encontram, se alinham e se tornam um "nós" sem perder o "eu".
A rosa branca nas mãos sugere pureza dentro da paixão; o abraço do casal revela entrega total; e os dois cavalos fundidos visualmente representam a força que se multiplica quando partilhada.
Quem escolhe esta imagem costuma ser alguém que: vive o amor com paixão e autenticidade; não tem medo de sentir; valoriza o toque, o gesto, o corpo; procura relações que despertem emoção verdadeira.
É a escolha de quem ama com o corpo inteiro — e não apenas com a mente.
Imagem 4 — "O Amor Como Horizonte e Liberdade"
Esta imagem é a mais contemplativa, sonhadora e transcendente.
O casal sentado, o cavalo erguido, o céu com estrelas cadentes — tudo aponta para um amor que olha para o futuro, que imagina, que sonha.
Esta imagem fala de: idealismo amoroso, capacidade de ver beleza no que ainda não aconteceu, espírito livre, intuitivo e poético, amor vivido como descoberta e expansão.
Quem escolhe esta imagem tende a: ser criativo, imaginativo, sensível; procurar relações que inspirem e elevem; valorizar liberdade dentro do vínculo; sentir o amor como viagem interior e exterior.
É a escolha de quem acredita que amar é abrir horizontes — e não fechá-los.
Armindo Guimarães
Escriba das coisas da vida e da alma. Admin., Editor e Redator do luso-brasileiro Portal Splish Splash. Máxima favorita: "Andamos sempre a aprender e morremos sem saber". VER PERFIL
Escriba das coisas da vida e da alma. Admin., Editor e Redator do luso-brasileiro Portal Splish Splash. Máxima favorita: "Andamos sempre a aprender e morremos sem saber". VER PERFIL
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Comentários
Comentários

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Parabéns, menino Armindo!
ResponderEliminarQue maravilha!
Este texto, do início ao fim, mexe com nossas emoções.
Cavalgada é a música dos eternos amantes.
Fico com a imagem de nº 1.
Beijinhos. 💙🌹