Projeto leva espetáculos acessíveis a diferentes regiões do Rio de Janeiro
Elymar Santos prova que tradição e proximidade ainda lotam plateias
Ele está de volta — e com ele, um projeto que insiste em fazer a cultura circular onde ela mais faz falta. Em março, o Giro Cultural, promovido pela Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (Funarj), dá o pontapé inicial na sua programação de 2026, ocupando teatros e espaços culturais com apresentações a preços populares. Para abrir a temporada, a escolha não poderia ser mais simbólica: Elymar Santos, um dos nomes mais reconhecidos da música popular brasileira, com mais de cinco décadas de estrada.
A temporada de estreia percorre diferentes zonas da cidade, reforçando a proposta de descentralização cultural. No dia 24 de março, o artista sobe ao palco do Teatro Arthur Azevedo, em Campo Grande. No dia seguinte, 25, apresenta-se no Centro Cultural João Nogueira – Imperator, no Méier. A digressão continua no dia 27, no Teatro Mário Lago, na Vila Kennedy, e encerra esta primeira fase no dia 1 de abril, no Teatro Armando Gonzaga, em Marechal Hermes. Sempre às 19h, sempre com a promessa de proximidade — marca registada de Elymar.
Com um repertório que atravessa gerações, incluindo temas como “Escancarando de Vez” e “Guerreiros Não Morrem Jamais”, Elymar Santos mantém uma relação quase íntima com o público. Não é apenas um concerto: é um reencontro. Ao longo da sua carreira, construiu uma identidade artística sólida, transitando entre estilos sem perder autenticidade, algo cada vez mais raro num panorama musical acelerado e descartável.
Mas o Giro Cultural vai além de um nome forte no cartaz. O projeto nasce com um propósito claro: levar manifestações artísticas a regiões da capital fluminense onde a oferta cultural ainda é limitada. E faz isso ocupando espaços estratégicos como o Teatro Gláucio Gill e a Casa de Cultura Laura Alvim, em Copacabana, além dos equipamentos já referidos.
Mais do que uma programação fixa, o Giro Cultural conta ainda com um braço itinerante. Aqui, a proposta ganha rodas — literalmente. Espetáculos de música, teatro, comédia, apresentações infantis e até eventos religiosos percorrem diferentes regiões do estado, levando arte a quem normalmente não tem acesso fácil a ela. É cultura em movimento, sem pedir licença às distâncias geográficas.
E há outro detalhe que faz toda a diferença: o preço. Com ingressos a R$5,00 (inteira) e R$2,50 (meia-entrada), o projeto elimina uma das maiores barreiras ao acesso cultural. Porque, no fim das contas, não basta criar — é preciso garantir que as pessoas possam assistir.
SERVIÇO:
Evento: Giro Cultural com Elymar Santos
Datas: 24/03 (Teatro Arthur Azevedo – Campo Grande), 25/03 (Imperator – Méier), 27/03 (Teatro Mário Lago – Vila Kennedy) e 01/04 (Teatro Armando Gonzaga – Marechal Hermes)
Horário: 19h
Ingressos: R$ 5 (inteira) e R$ 2,50 (meia-entrada)
Nota do Editor - Portal Splish Splash
Num tempo em que a cultura muitas vezes parece distante ou elitizada, iniciativas como o Giro Cultural mostram que ainda há espaço — e necessidade — para projetos que aproximem artistas e público sem barreiras.
Projeto leva espetáculos acessíveis a diferentes regiões do Rio de Janeiro
Redatora do luso-brasileiro Portal Splish Splash. VER PERFIL
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