Timor-Leste aprova donativo de 4,2 milhões de euros para apoiar Portugal

Timor-Leste aprovou um donativo de 4,2 milhões de euros para apoiar Portugal na recuperação dos danos causados pela depressão Kristin.
Timor-Leste aprova donativo de 4,2 milhões de euros para apoiar Portugal após tempestade

Gesto solidário reforça laços históricos num momento crítico para as populações afetadas


Timor-Leste prova, mais uma vez, que os laços entre povos resistem às crises e ao tempo

"Quando quem tem menos ajuda quem tem mais,
 a solidariedade deixa de ser discurso e passa a ser ação."
Vímara Porto


Por: Armindo Guimarães


O Governo de Timor-Leste aprovou, em Conselho de Ministros, um donativo de cinco milhões de dólares norte-americanos, o equivalente a cerca de 4,2 milhões de euros, destinado a apoiar Portugal na resposta aos danos provocados pela depressão Kristin.

A decisão surge na sequência dos estragos causados pelo mau tempo em várias regiões portuguesas, com impacto significativo em habitações, infra-estruturas, serviços essenciais e atividades económicas. De acordo com o executivo timorense, o apoio financeiro tem como objetivo contribuir para os esforços imediatos de socorro e para a recuperação das zonas mais afetadas.

Portugal declarou situação de calamidade em dezenas de concelhos e anunciou um vasto plano de apoio à reconstrução e à assistência às populações atingidas. Neste contexto, o donativo aprovado por Timor-Leste assume um valor que ultrapassa largamente o montante financeiro, representando um gesto claro de solidariedade entre países ligados por uma história comum e por uma relação de cooperação duradoura.

Este não é um caso isolado. Em 2025, Timor-Leste já tinha aprovado um donativo de dez milhões de dólares, cerca de 8,6 milhões de euros, para apoiar Portugal na recuperação dos danos causados pelos grandes incêndios florestais. A repetição deste tipo de apoio em momentos críticos evidencia uma linha de continuidade na política de solidariedade internacional timorense.

Vindo de um país jovem, com desafios económicos e sociais ainda muito presentes, este gesto ganha um peso simbólico particular. Demonstra que a solidariedade entre povos não se mede apenas pela dimensão económica, mas também pela memória histórica, pela gratidão e pela responsabilidade partilhada em tempos difíceis.

Nota do Editor – Portal Splish Splash
Num mundo cada vez mais dominado por interesses imediatos, gestos como este recordam que a cooperação entre países não se esgota na diplomacia formal, vive também da memória, da gratidão e da humanidade partilhada.

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