Ensemble Diderot revisita Bach, Vivaldi e Telemann em concerto
O violino foi a primeira casa musical de Bach. Antes do génio do órgão, havia um arco que comandava orquestras.
O ciclo Sexta Maior – Música Barroca regressa ao Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém no próximo dia 6 de março, às 20h00, com um concerto inteiramente dedicado ao violino enquanto instrumento central do universo criativo de Johann Sebastian Bach.
Sob o título Bach e o Violino, o Ensemble Diderot, dirigido pelo violinista barroco Johannes Pramsohler, propõe uma viagem musical que recorda um dado frequentemente esquecido: Bach não foi apenas um exímio cravista e organista, mas também um violinista de rara mestria, descrito pelos seus contemporâneos como intérprete de som “puro e penetrante”.
Foi, aliás, como violinista que Bach recebeu a sua primeira grande nomeação profissional, em Weimar. Esse início de percurso conduzi-lo-ia posteriormente a funções de destaque como concertino e diretor musical nas cortes de Weimar, Köthen e Leipzig, onde viria a compor muitos dos seus célebres concertos para violino. Obras que não só interpretava com os ensembles de câmara dessas cortes, como também contextualizava ao lado de peças de compositores seus contemporâneos que profundamente admirava.
Entre esses nomes contam-se Antonio Vivaldi e Georg Philipp Telemann, aqui representados por concertos para três violinos que evidenciam o diálogo musical vibrante da época barroca e o protagonismo crescente do violino na arquitetura sonora do século XVIII.
O programa inclui ainda o Concerto para cravo em Dó menor de Christoph Schaffrath, interpretado pelo solista Philippe Grisvard, complementando uma proposta que articula tradição interpretativa e redescoberta de repertório menos escutado.
Fundado em 2008 por Johannes Pramsohler, o Ensemble Diderot tem vindo a afirmar-se como uma referência internacional na investigação e interpretação historicamente informada de repertórios raros do período barroco. Reconhecido pelo rigor musicológico e pela exigência interpretativa, o grupo desenvolve um trabalho consistente de redescoberta de obras esquecidas, muitas vezes ausentes dos circuitos convencionais de programação.
A formação atual integra Philippe Grisvard (cravo), Guillermo Santonia di Fonzo e Marco Kerschbaumer (violino), David Wish (viola), Gulrim Choï (violoncelo) e Lukas Carrillo (contrabaixo), reunindo um conjunto de intérpretes dedicados à reconstituição fiel das práticas musicais do seu tempo.
Ensemble Diderot revisita Bach, Vivaldi e Telemann em concerto
Redatora Permanente do luso-brasileiro Portal Splish Splash. Uma sonhadora que acredita no verdadeiro amor, no romantismo e na felicidade, que carrega a fé em cada detalhe da vida. VER PERFIL
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