A Corça e a Mãe Terra estreia no CCB em fevereiro

Espetáculo multidisciplinar A Corça e a Mãe Terra estreia no CCB, unindo teatro, música, marionetas e consciência ambiental para famílias e escolas.
Cartaz do espetáculo A Corça e a Mãe Terra no CCB

Espetáculo multidisciplinar convida crianças e adultos a reencontrar o solo, o mito e o futuro


A Terra fala baixo, mas nunca deixa de ensinar

"Cuidar do solo é plantar amanhã com as mãos de hoje"
Alba Fraga Bitencourt


Entre o teatro, a música ao vivo e o universo delicado das marionetas, A Corça e a Mãe Terra chega ao Centro Cultural de Belém como um convite sensível à escuta do mundo natural. O espetáculo, criado por Ana Sofia Paiva, Margarida Botelho e Nuno Cintrão, estreia no Espaço Fábrica das Artes de 3 a 13 de fevereiro, propondo uma experiência artística que cruza mito, ciência e consciência ambiental.

A Corça é apresentada como um ser mágico, filha de um rei, capaz de se transformar num animal do bosque para devolver aos humanos a sabedoria esquecida do mundo vegetal. É pela sua gentileza que o público é conduzido numa viagem ao interior da Terra, desde a rocha-mãe até ao pó fino da argila, acompanhando um ciclo anual de criação, morte e renascimento. Nesse percurso simbólico, aprendemos que regenerar o solo é também regenerar a relação entre humanidade e natureza.

A encenação alia narração oral, teatro de marionetas, ilustração ao vivo e música criada a partir de instrumentos construídos especialmente para o espetáculo. O mito do princípio do mundo surge aqui reinterpretado à luz de um presente inquieto, onde a urgência do equilíbrio ecológico se impõe como tema central, sem moralismos, mas com poesia, imaginação e rigor artístico.

Com sessões pensadas para escolas e para o público geral, A Corça e a Mãe Terra reforça ainda o compromisso com a inclusão através de uma sessão descontraída, permitindo que mais pessoas possam fruir do espetáculo de forma confortável e acessível. A presença de consultoria científica garante que a fantasia caminha lado a lado com o conhecimento, tornando a experiência tão encantatória quanto informativa.

Paralelamente ao espetáculo, o projeto estende-se à Oficina de Artes Plásticas Da Rocha Mãe à Filha Argila, concebida por Margarida Botelho. Pensada para famílias, a oficina convida crianças e adultos a descobrir, com o corpo e a imaginação, como nasce o solo. Pintar com argilas, moldar com mãos e pés e refletir sobre o chão que sustenta a vida tornam-se gestos criativos e pedagógicos, numa atividade que prolonga no tempo e no corpo as ideias lançadas em cena.

Nota do Editor – Portal Splish Splash
Num tempo em que tanto se fala de futuro, este espetáculo lembra-nos que ele começa literalmente debaixo dos nossos pés. 
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