Uma fantasia urbana onde os monstros se escondem à vista de todos em São Paulo
Nem todos os habitantes de São Paulo são humanos
Na movimentada São Paulo, nenhum personagem é o que parece. A fantasia urbana "A Mulher de Negro", de Fabricio Azevedo, mergulha os leitores numa cidade onde seres híbridos e metamorfos, os alapados, vivem entre nós, invisíveis na multidão. A narrativa, carregada de humor ácido e crítica social, explora este mundo oculto através dos olhos de Lucius, um enfermeiro atormentado pelo "dom da visão" – uma habilidade que lhe custou um diagnóstico de esquizofrenia e uma vida de vícios e empregos sombrios.
A trama despoleta quando Lucius vê uma sombra aracnídea a sugar a energia de um paciente e, ao intervir, torna-se o próximo alvo da criatura. Em fuga, ele cruza-se com Joana, uma caçadora de criaturas, e a sua leal companheira, Lilith. Juntos, descobrem que a entidade que persegue Lucius se julgava extinta há séculos, o que desencadeia uma perseguição perigosa que ameaça não apenas as suas vidas, mas o frágil equilíbrio do mundo.
Azevedo constrói a sua história de forma não linear, apresentando os mesmos acontecimentos sob diferentes pontos de vista, enriquecendo a trama com referências a letras de música, lendas urbanas e momentos históricos. A obra é mais do que uma aventura fantástica; é um olhar aguçado sobre os preconceitos e desigualdades que moldam o quotidiano da metrópole, problemas que, tal como os monstros, se escondem à vista de todos. Como se lê num momento de tensão no trânsito paulistano: "Joana parou a moto. Mesmo pela calçada seria impossível passar. (...) O Carrapato estava a aproximar-se e com tantas pessoas à volta, lutar ali não era uma opção."
Como lançamento inaugural de uma saga, com a sequência "Joana e a Quinta Deusa" prevista para 2026, "A Mulher de Negro" promete uma jornada intensa de reviravoltas num universo que atravessa a realidade.
Sobre o autor: Fabricio Azevedo é jornalista formado pela UnB, com graduação em Publicidade e Marketing, além de mestrado em História e pós-graduação em Economia para Jornalistas. Atua como assessor de comunicação no Superior Tribunal de Justiça (STJ), colaborador da Revista Digital da UBC e colunista da Editora Perensin. Nascido em Juiz de Fora (MG), escreve desde jovem e agora estreia no universo literário com A Mulher de Negro, seu primeiro romance. Instagram
Nota do Editor - Portal Splish Splash:
A premissa de "A Mulher de Negro" destaca-se pela forma inteligente como utiliza a fantasia para espelhar as angústias urbanas contemporâneas. A representação da saúde mental do protagonista, inicialmente patologizada como esquizofrenia, oferece uma camada profunda de discussão, convidando à reflexão sobre como a sociedade lida com o que não compreende. Uma estreia literária promissora que deixa o leitor a aguardar pelo próximo capítulo.
Uma fantasia urbana onde os monstros se escondem à vista de todos em São Paulo
Redatora do luso-brasileiro Portal Splish Splash. VER PERFIL
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