Sobre a verdade da mentira no CCB

O CCB recebe o ciclo de 10 conferências “Sobre a verdade da mentira”, por António de Castro Caeiro, explorando filosofia, desinformação e realidade.
Cartaz do ciclo de conferências “Sobre a verdade da mentira” no CCB

Ciclo de 10 conferências de António de Castro Caeiro reflete sobre verdade e mentira


"Entre filosofia e atualidade, a reflexão ganha urgência."
Vímara Porto

Ciclo de conferências de António de Castro Caeiro

Sobre a verdade da mentira

PROGRAMA
9 outubro: Com a verdade me enganas: — a eficácia da mentira
(Aristóteles, Heidegger, Husserl)
6 novembro: Ser sonso: a raiz da dissimulação (Nietzsche)
27 novembro: Imitações e o original (Platão)
18 dezembro: Se o diabo não é mentiroso (Descartes)
29 janeiro: O conto do vigário: — questões de propaganda (Hannah Arendt, Tácito)
26 fevereiro: Ídolos de aço com pés de barro: — iconoclastia (Jean Baudrillard)
26 março: Segredos por revelar (Sissela Bok)
30 abril: Sósias de si próprio (Naomi Klein)
28 maio: Grandes decepções (Neel Burton)


25 junho: “O que é a verdade?” pergunta Pilatos (Novo Testamento, Nietzsche)

CCB . 10 conferências . 5ª feiras . 19h00 . Centro de Reuniões

Não querer ser enganado com mentiras e descobrir a verdade é a situação em que cada ser humano se encontra. Há uma pressão contínua — 24 horas por dia, 7 dias na semana — para escapar à mentira e saber da verdade. Por norma, achamos que estamos na verdade e somos verdadeiros, mas não sucumbimos à mentira? O contexto contemporâneo levanta a questão da mentira de um modo pandémico. A proliferação da desinformação (deepfakes, algoritmos e bots) é uma necessidade que empresas como a Cambridge Analytica ou alguns estados vieram suprir. A desinformação pode influenciar eleições e minar a confiança na democracia. Este nosso percurso explora as relações entre verdade, mentira e perceção da realidade, analisando conceitos filosóficos clássicos e contemporâneos nos contextos complexos da nossa vida pessoal e coletiva. O esforço de compreensão da eficácia da mentira e desativação da verdade não é novo. É tão antigo como o acontecimento do ser humano. Anular o estado de negação em que nos encontramos a respeito de ilusões e autoenganos é condição de possibilidade da descoberta da verdade. Somos, às vezes, enganados com a mentira e também com a verdade. Mas não a propagamos também nós? E não acontece também ser um outro, muitas vezes, a dizer-nos verdades sobre nós? 
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