O que você deixou de ser quando cresceu

Uma reflexão sobre o que deixamos para trás ao crescer e como resgatar a confiança, os sonhos e a leveza que nos tornavam mais felizes.
Mulher jovem sentada em um quarto desorganizado com brinquedos antigos, refletindo sobre a infância e a perda da inocência com o passar do tempo.

Reflexão sobre os sonhos, a confiança e a leveza que perdemos com o tempo


"Talvez a vida seja mais leve quando preservamos quem éramos."
Vímara Porto

Nossa vida é cheia de altos e baixos. Muitas vezes, parece que as dificuldades não têm fim. Não é nada fácil seguir em frente quando tudo parece conspirar contra nós.

Lembro de como, quando jovens, fazemos planos, sonhamos e imaginamos o melhor. Mas aí o tempo passa e, no caminho, deixamos tanta coisa para trás.

Você já se fez essa pergunta? Eu já — inúmeras vezes.

O pior não é o que deixamos para trás, mas o que deixamos de ser quando crescemos.

Deixamos de ser valentes, de confiar mais nas pessoas, de sonhar com facilidade, de fazer amigos sem medir consequências, de dormir sem medo do amanhã, de nos apaixonar sem calcular se vai dar certo…

A lista é longa.

Crescer faz parte do amadurecimento, é inevitável. Mas será que não poderíamos “deixar de ser” menos e, ainda assim, crescer? Procurar mudar menos, porque a vida pode e deve ser mais leve.

Li essa frase dias atrás — “O que você deixou de ser quando cresceu?” — e ela me fez refletir profundamente. O que mais me doeu foi perceber que, ao crescer, a primeira coisa que deixamos de ter é confiança: em pessoas e em dias melhores. E isso precisa mudar, não acha? Está pesado demais assim.

E você, o que deixou de ser quando cresceu?


*Samantha di Khali, Psicóloga, radialista e empresária, é gaúcha, mas reside em São Paulo. Mais de 18 anos de experiência em grandes rádios e TV brasileiras. Leia mais sobre a autora...
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