CCB expande-se com hotel e comércio até 2029

Módulos 4 e 5 do CCB abrem em 2029 com hotel, comércio e cultura. Projeto reforça a missão urbana e patrimonial do Centro Cultural de Belém.
Projeto do Centro Cultural de Belém que prevê até 2029 a construção de um hotel quatro estrelas ou superior com 161 quartos, um aparthotel com 126 unidades e uma zona de comércio e serviços, totalizando uma área de construção de cerca de 32 500 m².

Módulos 4 e 5 reforçam papel do CCB como motor cultural e urbano de Lisboa


Cultura, economia e urbanismo a caminhar juntos


O Centro Cultural de Belém (CCB) e o Grupo Alves Ribeiro formalizaram hoje a assinatura do contrato de subcessão do direito de superfície para a construção e exploração dos Módulos 4 e 5, um projeto estruturante que reforça a visão de um CCB completo, integrado e ao serviço da cidade, da cultura e da vida urbana.

A cerimónia contou com a presença de representantes da Fundação CCB, dos membros do júri do concurso internacional lançado em outubro de 2023 e da Administração do Grupo Alves Ribeiro, vencedor do procedimento.

O contrato, com a validade de 65 anos, prevê a construção de um hotel quatro estrelas ou superior com 161 quartos, um aparthotel com 126 unidades e uma zona de comércio e serviços, totalizando uma área de construção de cerca de 32 500 m². Trata-se de uma operação que conjuga valorização patrimonial, dinamismo económico e sustentabilidade institucional. 

As sondagens e estudos geotécnicos terão início já na próxima semana e as obras de demolição, escavações e contenções arrancam no início de julho de 2026, com a duração estimada de um ano. A abertura dos Módulos 4 e 5 está prevista para julho de 2029.

Construção com responsabilidade e visão urbana

O projeto retoma e prolonga o traçado fundacional concebido no final da década de 1980 pelos arquitetos Vittorio Gregotti e Manuel Salgado, autores do plano original do CCB, que já incluía os Módulos 4 e 5, a par dos existentes Módulos 1, 2 e 3 — respetivamente, o Centro de Congressos, o Centro de Espetáculos e o atual Museu MAC/CCB.

A expansão consolida o papel do CCB como espaço de convergência cultural, social e económica, reforçando a sua presença no tecido urbano de Lisboa.

A receita gerada pela subcessão será canalizada para a programação cultural e para o reforço da capacidade financeira da Fundação CCB, importando valorizar também as sinergias de âmbito comercial que é expectável que este projeto venha a potenciar.

A operação representa também um investimento na valorização do espaço público e na promoção de novas formas de habitar e viver a cidade.

"Um ato de confiança no futuro"

Na sua intervenção de hoje, após a assinatura do contrato, o Presidente da Fundação CCB, Nuno Vassallo e Silva, referiu que “mais do que um projeto urbanístico, este é também um gesto de crença. De confiança no futuro de Lisboa e de Portugal. Num tempo em que tantos duvidam, hesitam ou se retraem, nós avançamos. Investimos. Acreditamos. Porque sabemos que o país tem qualidades únicas: talento, sensibilidade, história, capacidade de reinvenção”.

Já o Presidente do Conselho de Administração do Grupo Alves Ribeiro, Nuno Pereira de Sousa, destacou a importância estratégica e do elevado valor urbano e cultural deste projeto: “A nossa proposta procurou respeitar a identidade do CCB e oferecer soluções que valorizem o espaço, respondam aos desafios contemporâneos e ofereçam novas experiências a todos os públicos que aqui convergem”.

Também presente na cerimónia, o arquiteto Manuel Salgado referiu que “deve haver poucos edifícios com o elevado nível de conservação do CCB”, manifestando a sua satisfação por ser o Grupo Alves Ribeiro o responsável pela construção dos Módulos 4 e 5.

Recorde-se que o concurso internacional foi relançado em outubro de 2023, após a suspensão do processo anterior devido à conjuntura pandémica. A proposta apresentada pelo Grupo Alves Ribeiro destacou-se pela sua solidez técnica, integração paisagística, sustentabilidade funcional e respeito pela matriz arquitetónica do CCB. 
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