Alimentar-se melhor pode devolver qualidade de vida a quem vive com dor
Uma nova pesquisa mostra que adotar uma dieta saudável pode reduzir a gravidade da dor crônica, apresentando uma maneira fácil e acessível para os pacientes controlarem melhor sua condição
São Paulo - maio 2025 - Dor crônica é uma condição debilitante para milhões de pessoas no mundo e, embora intervenções para dor estejam disponíveis, muitas pessoas, por falta de acesso e recursos financeiros, lutam sem tratamento algum. Mas, agora, uma pesquisa da Universidade do Sul da Austrália mostra que adotar uma dieta saudável pode reduzir a gravidade da dor crônica. “Essa é uma maneira fácil e acessível para os pacientes controlarem melhor a condição. É sempre importante que a dor crônica seja diagnosticada por um médico especialista e acompanhada para definir as melhores estratégias. No entanto, é fundamental que se entenda o papel da dieta para reduzir a gravidade da dor e melhorar a qualidade de vida desse paciente”, explica o ortopedista Dr. Fernando Jorge* (@dr.fernandojorge), especialista em Intervenção em Dor (Hospital Albert Einstein) e em Medicina Intervencionista em Dor (Faculdade de Medicina da USP - Ribeirão Preto). “Esse estudo mostra que um maior consumo de vegetais, frutas, grãos, carnes magras e laticínios foi relacionado a menos dor, independentemente do peso corporal. Ou seja, a dieta saudável que compreende um padrão alimentar equilibrado, variado e o mais natural possível é uma excelente opção para o tratamento da dor”, acrescenta a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez*, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).
Explorando associações entre gordura corporal, dieta e dor, os pesquisadores descobriram que um maior consumo de alimentos dentro das Diretrizes Dietéticas Australianas estava diretamente associado a menores níveis de dor corporal, principalmente entre mulheres. “É muito comum que pacientes com dor crônica retirem alimentos ou até mesmo grupos alimentares da dieta sem indicação médica. E isso, além de desnecessário, pode ser perigoso porque algumas carências de vitaminas podem impactar em outros problemas no corpo”, conta o Dr. Fernando Jorge. “A falta de cálcio em pacientes que eliminam os lácteos sem uma dieta balanceada, por exemplo, pode causar dor abdominal, náuseas, dores ósseas, fraqueza muscular, confusão mental e fadiga”, explica a Dra. Marcella.
Embora o sobrepeso e a obesidade sejam fatores de risco para dor crônica, o estudo concluiu que ter esse tipo de alimentação reduz a dor crônica independentemente da composição corporal. “De qualquer maneira, reduzir o peso corporal nesses casos trará um resultado ainda melhor”, completa o médico.
De acordo com a Dra. Marcella Garcez, o estudo mostra como fatores modificáveis, como a dieta, podem ajudar a controlar e aliviar a dor crônica. "É de conhecimento comum que comer bem é bom para sua saúde e bem-estar. Mas saber que mudanças simples em sua dieta podem compensar a dor crônica pode mudar a vida de pessoas que convivem com a dor", diz a médica. "As escolhas alimentares e a qualidade geral da dieta de uma pessoa não apenas a tornarão mais saudável, mas também ajudarão a reduzir seus níveis de dor", diz a Dra. Marcella.
No estudo, mulheres com dietas melhores tiveram níveis de dor mais baixos e melhor função física. “É possível que as propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes dos principais grupos alimentares mais saudáveis sejam o que reduz a dor”, diz o Dr. Fernando.
A Dra. Marcella ressalta um ponto importante que é, muitas vezes, ausente na dieta do brasileiro: o consumo de frutas e vegetais ricos em antioxidantes. “Opções como o morango, o mirtilo, a amora e a framboesa, a cenoura, o espinafre, o pimentão e os brócolis são interessantes, pois combatem o estresse oxidativo, a inflamação, ajudam a melhorar a saúde geral e a reduzir a ocorrência de dores crônicas”, diz a médica. Outro clássico é o ômega-3: “Pessoas com artrite e outras condições inflamatórias nas articulações podem se beneficiar do ômega-3, pois ele ajuda a reduzir a inflamação e a rigidez, melhorando a mobilidade e diminuindo a dor. Podemos encontrá-los em peixes como salmão e atum, e em sementes como a de chia e de linhaça, e nas nozes”, diz a Dra. Marcella. "Uma dieta saudável e nutritiva traz múltiplos benefícios para a saúde, bem-estar e controle da dor. E embora estratégias personalizadas de controle da dor devam ser adotadas, uma dieta saudável é uma maneira acessível, econômica e eficaz de controlar e até mesmo reduzir a dor", finaliza o Dr. Fernando Jorge.
*DR. FERNANDO JORGE: Médico ortopedista, especialista em cirurgias do Joelho e cirurgias do Quadril (HSL-RP), em Medicina Regenerativa (Orthoregen-BR/USA), em Intervenção em Dor (Hospital Albert Einstein) e em Medicina Intervencionista em Dor (Faculdade de Medicina da USP - Ribeirão Preto). Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), da Sociedade Brasileira de Médicos Intervencionista da Dor (SOBRAMID), da Associação Brasileira de Medicina Regenerativa (ABRM), da Sociedade Americana de Medicina Regenerativa (ASRM) e do Conselho Americano de Medicina Regenerativa. Especialista em Tratamento Médico por Terapia por Ondas de Choque e membro da SMBTOC (Sociedade Médica Brasileira de Tratamento por Ondas de Choque). Além disso, é membro efetivo da SBED (Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor) e Mestre em Biomecânica do aparelho locomotor (BIOENGENHARIA) pela Faculdade de Medicina da USP. Professor, palestrante e mentor nas áreas em que atua. @dr.fernandojorge
*DRA. MARCELLA GARCEZ: Médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da ABRAN. A médica é Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo. Além disso, é membro da Sociedade Brasileira de Medicina Estética e da Sociedade Brasileira para o Estudo do Envelhecimento. Instagram: @dra.marcellagarcez
Alimentar-se melhor pode devolver qualidade de vida a quem vive com dor
Uma nova pesquisa mostra que adotar uma dieta saudável pode reduzir a gravidade da dor crônica, apresentando uma maneira fácil e acessível para os pacientes controlarem melhor sua condição
Explorando associações entre gordura corporal, dieta e dor, os pesquisadores descobriram que um maior consumo de alimentos dentro das Diretrizes Dietéticas Australianas estava diretamente associado a menores níveis de dor corporal, principalmente entre mulheres. “É muito comum que pacientes com dor crônica retirem alimentos ou até mesmo grupos alimentares da dieta sem indicação médica. E isso, além de desnecessário, pode ser perigoso porque algumas carências de vitaminas podem impactar em outros problemas no corpo”, conta o Dr. Fernando Jorge. “A falta de cálcio em pacientes que eliminam os lácteos sem uma dieta balanceada, por exemplo, pode causar dor abdominal, náuseas, dores ósseas, fraqueza muscular, confusão mental e fadiga”, explica a Dra. Marcella.
Embora o sobrepeso e a obesidade sejam fatores de risco para dor crônica, o estudo concluiu que ter esse tipo de alimentação reduz a dor crônica independentemente da composição corporal. “De qualquer maneira, reduzir o peso corporal nesses casos trará um resultado ainda melhor”, completa o médico.
De acordo com a Dra. Marcella Garcez, o estudo mostra como fatores modificáveis, como a dieta, podem ajudar a controlar e aliviar a dor crônica. "É de conhecimento comum que comer bem é bom para sua saúde e bem-estar. Mas saber que mudanças simples em sua dieta podem compensar a dor crônica pode mudar a vida de pessoas que convivem com a dor", diz a médica. "As escolhas alimentares e a qualidade geral da dieta de uma pessoa não apenas a tornarão mais saudável, mas também ajudarão a reduzir seus níveis de dor", diz a Dra. Marcella.
No estudo, mulheres com dietas melhores tiveram níveis de dor mais baixos e melhor função física. “É possível que as propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes dos principais grupos alimentares mais saudáveis sejam o que reduz a dor”, diz o Dr. Fernando.
A Dra. Marcella ressalta um ponto importante que é, muitas vezes, ausente na dieta do brasileiro: o consumo de frutas e vegetais ricos em antioxidantes. “Opções como o morango, o mirtilo, a amora e a framboesa, a cenoura, o espinafre, o pimentão e os brócolis são interessantes, pois combatem o estresse oxidativo, a inflamação, ajudam a melhorar a saúde geral e a reduzir a ocorrência de dores crônicas”, diz a médica. Outro clássico é o ômega-3: “Pessoas com artrite e outras condições inflamatórias nas articulações podem se beneficiar do ômega-3, pois ele ajuda a reduzir a inflamação e a rigidez, melhorando a mobilidade e diminuindo a dor. Podemos encontrá-los em peixes como salmão e atum, e em sementes como a de chia e de linhaça, e nas nozes”, diz a Dra. Marcella. "Uma dieta saudável e nutritiva traz múltiplos benefícios para a saúde, bem-estar e controle da dor. E embora estratégias personalizadas de controle da dor devam ser adotadas, uma dieta saudável é uma maneira acessível, econômica e eficaz de controlar e até mesmo reduzir a dor", finaliza o Dr. Fernando Jorge.
*DR. FERNANDO JORGE: Médico ortopedista, especialista em cirurgias do Joelho e cirurgias do Quadril (HSL-RP), em Medicina Regenerativa (Orthoregen-BR/USA), em Intervenção em Dor (Hospital Albert Einstein) e em Medicina Intervencionista em Dor (Faculdade de Medicina da USP - Ribeirão Preto). Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), da Sociedade Brasileira de Médicos Intervencionista da Dor (SOBRAMID), da Associação Brasileira de Medicina Regenerativa (ABRM), da Sociedade Americana de Medicina Regenerativa (ASRM) e do Conselho Americano de Medicina Regenerativa. Especialista em Tratamento Médico por Terapia por Ondas de Choque e membro da SMBTOC (Sociedade Médica Brasileira de Tratamento por Ondas de Choque). Além disso, é membro efetivo da SBED (Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor) e Mestre em Biomecânica do aparelho locomotor (BIOENGENHARIA) pela Faculdade de Medicina da USP. Professor, palestrante e mentor nas áreas em que atua. @dr.fernandojorge
*DRA. MARCELLA GARCEZ: Médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da ABRAN. A médica é Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo. Além disso, é membro da Sociedade Brasileira de Medicina Estética e da Sociedade Brasileira para o Estudo do Envelhecimento. Instagram: @dra.marcellagarcez
Uma romântica que acredita no amor eterno. Redatora do Portal Splish Splash. VER PERFIL
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