Caso a pessoa seja vítima de fraude no Pix, é importante agir rapidamente para tentar recuperar o dinheiro perdido.
Advogado explica como os criminosos agem roubando dinheiro das vítimas e dá dicas de como se protegerem
Em 2020, o Pix foi lançado e rapidamente se tornou o principal meio para
transações bancárias no Brasil. No entanto, sua popularidade também
atraiu a atenção de cibercriminosos. De acordo com dados da Silverguard,
uma empresa de segurança financeira no mundo
digital, quatro em cada 10 brasileiros já foram alvo de tentativas de
golpes envolvendo o Pix. A pesquisa ainda revela que 22% dessas vítimas
chegaram a perder dinheiro. Mas, afinal, como a fraude ocorre?
Segundo o advogado e coordenador do curso de Direito da UNINASSAU
Olinda, Wilson Sena, geralmente, ela ocorre quando os criminosos
conseguem acesso indevido às informações pessoais e bancárias das
vítimas. "Eles podem utilizar técnicas de engenharia social,
como phishing, para obter esses dados ou até mesmo clonar dispositivos
para roubar chaves de acesso. Com isso em mãos, os fraudadores conseguem
realizar transferências não autorizadas por meio do Pix", diz.
Um exemplo comum de fraude no Pix é quando os criminosos enviam
mensagens falsas para as vítimas, solicitando que elas confirmem suas
informações bancárias ou cliquem em links maliciosos. Ao fazer isso,
elas fornecem aos fraudadores acesso às suas contas bancárias.
O Brasil possui leis específicas de crimes financeiros, como a Lei nº
12.683/2012, que dispõe sobre os crimes de lavagem de dinheiro. Além
disso, o Banco Central estabeleceu medidas de segurança, como limites de
transações e autenticação em duas etapas para
proteger os consumidores.
"Caso a pessoa seja vítima de fraude no Pix, é importante agir
rapidamente para tentar recuperar o dinheiro perdido. Ela deve entrar em
contato imediatamente com seu banco para relatar o ocorrido e bloquear
sua conta. Também é preciso registrar um boletim de
ocorrência na delegacia mais próxima para auxiliar nas investigações. É
importante ficar atento a movimentações suspeitas e tomar medidas
extras de segurança, como alterar senhas e proteger seus dispositivos",
ressalta Wilson Sena.
"Outro ponto importante é documentar todas as informações relevantes,
como capturas de tela, números de contato do golpista, chave Pix usada
na transferência, números de transação e conversas por WhatsApp. Não
bloqueie o contato no aplicativo de mensagem, pois
isso pode dificultar a obtenção de evidências", explica o advogado.
Para recuperar a quantia perdida, é necessário entrar em contato com o
banco para acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED), um sistema
do Banco Central. Quanto mais rápido, melhor, mesmo que o golpe tenha
ocorrido a até 80 dias. Uma vez acionado, o banco
do golpista bloqueará o valor e as instituições envolvidas analisarão o
caso em até sete dias. Se a fraude for comprovada, o valor será
transferido da conta do golpista para a vítima em até 96 horas, desde
que os recursos não tenham sido sacados. Se a popança
do criminoso estiver vazia, as transações serão monitoradas por até 90
dias de forma que o dinheiro seja totalmente repassado a quem sofreu a
adulteração.
Congresso
Pensando nesse assunto e como as pessoas ainda precisam entender como os
criminosos agem nesses casos, Jessica Abreu, advogada especialista em
Direito Bancário vai abordar o tema “Fraude no Pix” durante o I
Congresso Brasileiro de Ciências Criminais. O evento
acontece de 16 a 18 de maio, no Mar Hotel Recife, localizado na Rua
Barão de Souza Leão, 451 - Boa Viagem, e é organizado pelas unidades do
UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau e das Faculdades
UNINASSAU da Região Metropolitana do Recife.
A programação completa e as inscrições estão disponíveis AQUI.
Caso a pessoa seja vítima de fraude no Pix, é importante agir rapidamente para tentar recuperar o dinheiro perdido.
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