Celebração do bicentenário da independência do Brasil no CCB

Bicentenário da independência do Brasil

Concerto com a Orquestra Filarmónica de Minas Gerais (dia 8) + mesa redonda (dia 9)

Concerto com a Orquestra Filarmónica de Minas Gerais
8 setembro . quinta-feira . 21h00 . Grande Auditório
Programa:
Joly Braga Santos (1924-1988): Abertura Sinfónica n.º 3
Heitor Villa-Lobos (1887-1959): Bachianas Brasileiras n.º 3, para piano e orquestra
Carlos Gomes (1836-1896): Prelúdio e Alvorada da ópera O Escravo
Heitor Villa-Lobos: Choros n.º 6

Ficha artística:
Piano Jean Louis Steuerman
Direção musical Fabio Mechetti
Orquestra Filarmónica de Minas Gerais

Como contar a história da Independência do Brasil no seu bicentenário?
Mesa-redonda com os professores Jorge Pedreira (NOVA FCSH) e Íris Kantor (Universidade de São Paulo) e moderação do historiador Diogo Ramada Curto (NOVA FCSH)
9 setembro . sexta-feira . 18h30 . Centro de Congressos e Reuniões

O nascer do dia na Baía de Guanabara, a música de Bach a cruzar o sertão brasileiro, os sons da música urbana do Rio de Janeiro e da tradição portuguesa, todos reunidos num único programa: por ocasião do Bicentenário da Independência do Brasil, a Orquestra Filarmónica de Minas Gerais, uma das mais destacadas orquestras brasileiras, faz sua primeira digressão em Portugal, apresentando-se no Grande Auditório do CCB num grande concerto comemorativo.

A Orquestra Filarmónica de Minas Gerais foi criada em 2008 e tornou-se uma das instituições culturais de maior sucesso no Brasil. Dirigida pelo seu diretor artístico e maestro titular, Fabio Mechetti, a orquestra é formada por 90 músicos naturais do Brasil, Europa, Ásia e Américas.

A propósito deste concerto, no dia 9 de setembro o CCB promove uma mesa-redonda em torno da questão «Como contar a história da Independência do Brasil, no seu bicentenário?». Com os professores Jorge M. Pedreira (NOVA FCSH) e Íris Kantor (Universidade de São Paulo) e moderação do historiador Diogo Ramada Curto (NOVA FCSH).

Desde a criação do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1838) até aos nossos dias, sucederam-se as tentativas para contar a história do Brasil colónia e da sua independência. Multiplicaram-se as investigações eruditas, as tentativas de síntese e as interpretações, mais ou menos politizadas.  Em 1922, o movimento modernista demarcou-se da herança portuguesa reagindo ao ufanismo das comemorações governamentais. À sua maneira, procurou descolonizar, como hoje se diria, a Independência da herança portuguesa.

Distanciou-se dos eventos da Exposição do Centenário no Rio de Janeiro que atraiu mais de três milhões de visitantes, entre setembro de 1922 e julho de 1923. Mais recentemente, a historiografia da década de 1960, que se posicionou em frente da Ditadura, bem como a da transição para o segundo milénio, porventura mais determinada por lutas no interior do campo académico, corresponderam a mudanças operadas no imaginário político brasileiro contemporâneo. Contemporaneamente, tanto a história do «Brasil Colónia» como a da Independência questionam o sentido da escravatura, do racismo, da desigualdade, do atraso económico, dos sistemas de patrocinato, da dependência cultural e da natureza autoritária do Estado, da inserção do Brasil no mundo. Neste âmbito, procuraremos indicar como as transformações nos modos de abordar a Independência nas últimas décadas expressam a dinâmica das relações interculturais, geopolíticas e económicas entre o Brasil, Portugal, a Europa (mais concretamente a Grã-Bretanha), os Estados Unidos da América e os países africanos de língua portuguesa. 

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