Existe 'vida' após vasectomia: procedimentos surgem como opção de fertilidade para quem mudou de ideia

É muito comum que homens decidam pela vasectomia, um procedimento cirúrgico que os impedem de ter filhos, e depois se arrependam. Isso ocorre por muitos motivos, dentre eles melhora no padrão de vida, troca de parceiras ou simplesmente vontade de ter mais filhos.


A vasectomia é atualmente um dos métodos mais comuns de esterilização. No entanto, após a vasectomia, se você mudar de ideia sobre ter filhos, existem dois procedimentos que podem ajudá-lo

São Paulo – Abril/2022 - É muito comum que homens decidam pela vasectomia, um procedimento cirúrgico que os impedem de ter filhos, e depois se arrependam. Isso ocorre por muitos motivos, dentre eles melhora no padrão de vida, troca de parceiras ou simplesmente vontade de ter mais filhos. “Após a vasectomia, se o paciente mudar de ideia sobre ter filhos, existem dois procedimentos que podem ajudá-lo a ter um filho: uma reversão de vasectomia ou aspiração de esperma antes da fertilização in vitro (FIV). O médico pode ajudá-lo a escolher qual procedimento é melhor com base em alguns fatores, como: o tempo que se passou desde sua vasectomia, sua idade, o número de filhos desejados, o custo e com que rapidez espera-se conceber uma criança, naturalmente ou por meio de fertilização in vitro”, explica o Dr. Fernando Prado*, especialista em Reprodução Humana, Membro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) e diretor clínico da Neo Vita.

Quais são os primeiros passos que devo tomar?

Segundo o médico especialista em Reprodução Humana, a primeira coisa a fazer é procurar um médico. “Ele verá seu histórico médico e fará um exame físico para garantir que o paciente não tenha outros problemas de saúde que possam afetar a fertilidade. A parceira também deve consultar o médico para garantir que ela não tenha problemas de fertilidade”, explica.

O que acontece em um procedimento de reversão de vasectomia?

Existem dois tipos de procedimentos de reversão de vasectomia. O procedimento usado depende da área do trato reprodutivo masculino que foi bloqueada durante o procedimento de vasectomia original, segundo o médico. “Uma vasovasostomia reconecta as duas extremidades do ducto deferente. O ducto deferente é um tubo que transporta os espermatozoides para fora do testículo. O homem tem dois vasos deferentes, um de cada lado na bolsa escrotal. Cada um dos vasos deferentes teve um pedaço cortado durante a vasectomia para evitar que os espermatozoides sejam transportados para fora dos testículos”, diz o médico. “No caso da vasoepididimostomia, esse é um procedimento que reconecta o epidídimo ao ducto deferente. O epidídimo o “chapeuzinho” que fica sobre o testículo e é onde os espermatozoides amadurecem. Esta cirurgia é utilizada quando uma vasovasostomia não é possível devido a bloqueios causados pela vasectomia”, explica. O médico decidirá qual procedimento é melhor durante a operação. “Ambos os tipos de reversão de vasectomia podem permitir que o paciente tenha um bebê naturalmente através da relação sexual”, explica o médico.

Como os espermatozoides são aspirados antes de um ciclo de fertilização in vitro?

Segundo o especialista, ainda é possível realizar um procedimento de reprodução assistida, principalmente quando a parceira também apresentar problemas de fertilidade. “Durante este procedimento, o médico aspira (suga suavemente) os espermatozoides dos epidídimos, que são o “armazém” que mantém os gametas que são produzidos nos testículos. Este procedimento geralmente é realizado sob anestesia local (com o uso de medicação anestesiante) no consultório. Também pode ser feito sob anestesia geral. Uma pequena agulha é usada para remover os espermatozoides diretamente dos epidídimos, ou mesmo diretamente de cada testículo. Os espermatozoides são então usados para fertilizar os óvulos da sua parceira em um laboratório usando a fertilização in vitro”, conta o médico. Os espermatozoides podem ser aspirados no dia do procedimento de fertilização in vitro ou podem ser removidos com antecedência e congelados para um futuro procedimento de fertilização in vitro. “Como a quantidade de espermatozóides é pequena, seu uso para inseminação artificial não é recomendado. Quando esse método é usado junto com a fertilização in vitro, é muito bem-sucedido, especialmente se a parceira tiver menos de 35 anos. Existem várias outras vantagens para este método. Isso pode significar que levará menos tempo para a parceira engravidar e a paciente não precisará voltar a usar anticoncepcional após uma gravidez bem-sucedida. É também um procedimento menos invasivo para o parceiro masculino”, explica o médico. “Existem algumas desvantagens também. É mais caro. Se mais de um embrião for transferido, pode resultar em mais de um filho ao mesmo tempo. Também é um procedimento mais invasivo para a parceira, e o procedimento pode ter que ser repetido se você quiser ter mais filhos”, diz o médico. De qualquer maneira, a melhor forma de resolver a questão é consultando um médico especialista em Reprodução”, finaliza o Dr. Fernando Prado.       

*DR. FERNANDO PRADO: Médico ginecologista, obstetra e especialista em Reprodução Humana. É diretor clínico da Neo Vita e coordenador médico da Embriológica. Doutor pela Universidade Federal de São Paulo e pelo Imperial College London, de Londres - Reino Unido. Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo, Membro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) e da Sociedade Europeia de Reprodução Humana (ESHRE). Whatsapp Neo Vita: 11 5052-1000 / Instagram: @neovita.br / Youtube: Neo Vita - Reprodução Humana.

 

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