Rinoplastia: 4 fatores pouco comentados que podem influenciar o resultado da cirurgia

A rinoplastia, cirurgia plástica que visa alterar a estética do nariz, tem ganhado cada vez mais popularidade, tornando-se um dos procedimentos estéticos mais realizados ao redor do mundo.

Da espessura da pele ao tamanho do queixo, cirurgiões plásticos apontam aspectos importante que podem interferir no resultado da rinoplastia e devem ser levados em consideração durante o procedimento.

São Paulo – Janeiro/2022 - A rinoplastia, cirurgia plástica que visa alterar a estética do nariz, tem ganhado cada vez mais popularidade, tornando-se um dos procedimentos estéticos mais realizados ao redor do mundo. Dessa forma, é possível encontrar cada vez mais informação na internet sobre maneiras de garantir um resultado satisfatório, por exemplo, buscando um cirurgião experiente, adotando uma alimentação balanceada, realizando uma rotina skincare para melhorar a qualidade da pele e tomando todos os cuidados pré e pós-operatório. No entanto, o que poucos sabem é que uma série de fatores intrínsecos também podem influenciar significativamente no resultado da rinoplastia, sendo importante tê-los em mente na hora de optar pelo procedimento. Para entender mais sobre o assunto, consultamos um time de cirurgiões plásticos que apontou 4 fatores pouco conhecidos que devem ser levados em consideração para uma rinoplastia satisfatória. Confira:

Espessura da pele: A espessura da pele é um fator determinante para o resultado da rinoplastia, afinal, é a pele que reveste as estruturas nasais. “Uma pele mais fina, por exemplo, tem um processo de cicatrização melhor e mais rápido, mas tende a deixar qualquer imperfeição nas estruturas nasais mais perceptível, sendo então necessário precisão redobrada por parte do cirurgião. Uma alternativa nesses casos seria usar enxertos para reforçar a pele”, diz o cirurgião plástico Dr. Mário Farinazzo*, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). “Em contrapartida, peles mais grossas, apesar de disfarçarem muito bem possíveis irregularidades dos ossos e cartilagens, têm mais dificuldade de se adaptarem à estrutura de cartilagem e osso, além de apresentarem uma recuperação mais demorada, com maior presença de inchaço. É até possível afinar a pele do nariz através da remoção da gordura e do tecido conjuntivo, mas a técnica pode apresentar certos riscos, sendo preciso grande cautela do cirurgião para que o suprimento de sangue não seja comprometido, o que pode causar resultados desastrosos”, afirma o médico.

Idade: Muitos adolescentes enxergam na cirurgia plástica uma chance de se encaixar em um grupo e conquistar uma aparência que seus amigos julgarão mais aceitável, principalmente pelo fato do bullying ser muito comum nessa idade. Mas realizar a rinoplastia, assim como muitas outras cirurgias plásticas, muito cedo pode prejudicar a qualidade do resultado a longo prazo. “É importante lembrar que, durante a adolescência, o corpo passa por uma série de mudanças. Logo, partes do corpo que parecem muito grandes ou pequenas no momento podem se tornar proporcionais com o passar dos anos”, afirma o cirurgião plástico Dr. Paolo Rubez*, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. “Por esse motivo, certas cirurgias não são realizadas até se ter certeza de que o processo de crescimento e as alterações corporais chegaram ao fim. A rinoplastia, por exemplo, só é indicada após os 16 anos, quando o nariz já está completamente desenvolvido”, destaca o especialista.

Sexo: Apesar da técnica utilizada ser a mesma, a rinoplastia também pode ser fortemente influenciada pelo sexo dos pacientes, já que as características do nariz, assim como o objetivo final do procedimento, podem variar bastante entre homens e mulheres. “De maneira geral, a medida do nariz dos homens é maior do que a das mulheres, com características como projeção e rotação menor da ponta nasal, variando de 90 e 95 graus nos homens e de 95 a 105 graus nas mulheres, além de um dorso mais retilíneo e uma pele mais grossa”, acrescenta o D.r Paolo Rubez.

Harmonia facial: Acredite se quiser, mas outras estruturas da face além do nariz também podem influenciar diretamente o resultado da rinoplastia, principalmente o queixo. “O queixo pode alterar a maneira como percebemos o nariz e realizar apenas a rinoplastia nesses casos pode não ser suficiente, pois a harmonia facial continuará alterada. Então, para estes pacientes que, além do nariz desproporcional, possuem o mento muito pequeno ou muito grande a ponto de causar um desequilíbrio na face, o recomendado é a realização da perfiloplastia, que, através da manipulação do queixo e nariz no mesmo procedimento, melhora significativamente o perfil do paciente”, completa o Dr Mário Farinazzo.

Podem parecer muitos fatores para levar em consideração, mas a realidade é que o paciente apenas precisa se preocupar em buscar um cirurgião plástico experiente e devidamente certificado, pois o médico poderá realizar uma avaliação aprofundada pensando em todos os pontos levantados acima para recomendar a abordagem mais adequada e assim garantir um resultado satisfatório.

*DR. MÁRIO FARINAZZO Cirurgião plástico, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e Chefe do Setor de Rinologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Formado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), o médico é especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Professor de Trauma da Face e Rinoplastia da UNIFESP e Cirurgião Instrutor do Dallas Rinoplasthy™ e Dallas Cosmetic Surgery and Medicine™ Annual Meetings. Opera nos Hospitais Sírio, Einstein, São Luiz, Oswaldo Cruz, entre outros.
*DR. PAOLO RUBEZ: Cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica (ASPS) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), Dr. Paolo Rubez é Mestre em Cirurgia Plástica pela Escola Paulista de Medicina da UNIFESP. O médico é especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University, com o Dr Bahman Guyuron (em Cleveland – EUA) e em Rinoplastia Estética e Reparadora, pela mesma Universidade, e pela Escola Paulista de Medicina/UNIFESP.
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