Após um ano meio de pandemia, o que era temporário virou a melhor opção para muitos

Depois de um ano e meio convivendo com uma pandemia, empresas que ensaiavam sua transformação digital, agora operam de forma 100% online; e o teletrabalho ou home-office, que era uma situação esporádica ou excepcional, hoje é uma realidade permanente para muitos profissionais. Ou seja, o que tinha começado como uma estratégia temporária ou experimento acabou virando a melhor opção para muitos, como o caso do escritório Norden Arquitetura, em Goiânia, que desde maio do ano passado fechou definitivamente seu escritório físico num bairro nobre da capital goiana e a empresa cresceu ainda mais.

O sistema home office e a transformação digital das empresas, fortemente impulsionadas pela pandemia, agora se consolidam no Brasil , e para muitos, uma sede física é um detalhe dispensável. Em Goiânia, escritório de arquitetura passou a produzir mais e a fechar mais contratos depois que passou a operar de forma 100% online

Depois de um ano e meio convivendo com uma pandemia, empresas que ensaiavam sua transformação digital, agora operam de forma 100% online; e o teletrabalho ou home-office, que era uma situação esporádica ou excepcional, hoje é uma realidade permanente para muitos profissionais. Ou seja, o que tinha começado como uma estratégia temporária ou experimento acabou virando a melhor opção para muitos, como o caso do escritório Norden Arquitetura, em Goiânia, que desde maio do ano passado fechou definitivamente seu escritório físico num bairro nobre da capital goiana e a empresa cresceu ainda mais.

“No começo, quando decidimos desativar o nosso escritório físico, ficamos até receosos, pois depois de um ano podia não dar certo e todo mundo voltaria para o presencial. Mas agora depois de um ano e meio, em que já estamos consolidados neste sistema de trabalho totalmente online, com toda a nossa equipe trabalhando em home office, podemos dizer com toda a segurança, nossa empresa nunca produziu tanto, nunca fechou tantos contratos e nunca esteve tão em evidência no mercado como agora”, declara Paulo Renato Alves, arquiteto e um dos sócios da Norden Arquitetura ao destacar que o que começou como experimento, deu muito certo para a empresa.

E, de fato, a pandemia fez com que a grande maioria das empresas brasileiras tirassem do papel ou intensificassem seus projetos de transformação digital. Segundo o estudo Índice de Transformação Digital da Dell Technologies 2020 (DT Index 2020), mais de 87,5% das empresas no Brasil aceleraram seus projetos de transformação digital. O número ficou acima da média mundial, que é de 80%. A pesquisa da DT Index 2020 também apontou que 92% das companhias precisaram reinventar o seu modelo de negócio, devido ao cenário gerado pela Covid-19.

Outro levantamento feito pela operadora de cartão Mastercard com empresas de pequeno e médio porte no setor do varejo revelou que o número de companhias brasileiras que fizeram a migração, total ou parcialmente, para o ambiente digital cresceu 208% em 2020, na comparação com 2019.

Maturidade digital

Um estudo internacional feito pelo Boston Consulting Group (BCG) constatou que a maturidade digital de uma empresa é fator essencial para que ela, não só sobreviva, mas para que tenha melhores resultados financeiros. A pesquisa avaliou o nível de maturidade digital de 2.296 empresas nos Estados Unidos, Europa e Ásia, entre 2017 e 2020, em dez setores. Seis meses após o início da pandemia, as organizações mais maduras digitalmente (ou “biônicas”, como classifica a consultoria) estavam 23% em média mais valorizadas do que antes da crise, e 40% delas aumentaram suas receitas em mais de 10%, enquanto apenas 19% das menos maduras conseguiram o mesmo resultado.

Paulo Renato, sócio-fundador da Norden, explica que após um ano de trabalho à distância, a produtividade da empresa aumentou, bem como o número de clientes. “Nossa receita cresceu e também o número de projetos e de contratos fechados durante a pandemia. Nós também expandimos nossa atuação no território brasileiro, pois passamos a ser procurados por clientes de vários estados e de todas as regiões”, salienta.

Economizar?

Segundo Paulo Renato Alves, ao contrário de muitas empresas que com a pandemia quiseram economizar, a decisão de não se ter um escritório físico para a Norden Arquitetura não foi uma questão de redução de custos. “O real motivo para abandonarmos de vez a necessidade de se ter um escritório físico não foi a economia com aluguel ou manutenção do espaço, mas simplesmente porque no sistema home office a empresa passou a produzir bem mais e as pessoas estavam mais felizes, sem a obrigatoriedade de se deslocar até o escritório”, diz Paulo Renato. 

Aliás, o arquiteto explica que a Norden precisou fazer mais investimentos para viabilizar esse modelo de trabalho online. “Os custos da sede física foram convertidos para investimento em softwares de gestão de projetos, gestão de pessoas, gestão financeira, gestão de tempo e programas de armazenamentos, entre outros”, esclarece.

A decisão de trabalhar de forma remota fez da Norden o primeiro escritório de grande porte e fulldesign a funcionar integralmente de forma digital. Ou seja, toda a operacionalização da empresa ocorrerá de forma remota entre os mais de 20 integrantes da equipe, que já trabalham de forma online, usando as mais modernas plataformas digitais de arquitetura e gestão.

Modelo de trabalho

Para a Norden, o sistema de teletrabalho facilitou, inclusive, a contratação de colaboradores de fora. “A partir do momento em que o trabalho é home office, essas pessoas contratadas podem ser do mundo inteiro. Então trabalhamos com gente da Bulgária, de Portugal, da Bahia, e todos compõem a equipe Norden. E essa expansão que experimentamos se deu justamente por termos resolvido utilizar mais a tecnologia, uma vez que a questão do espaço físico ou do escritório passou a ser um detalhe que já não nos atendia”, relata.

Desafios

Mas, apesar dos bons resultados com o sistema home office, Paulo Renato lembra que nem tudo foram flores no começo, e que a mudança da tradicional rotina casa-escritório e escritório-casa exigiu mais esforço de adaptação por parte de alguns. “A maior dificuldade foi encontrar uma forma de organizar o tempo de trabalho. Então teve casos de pessoas trabalhando muito além do horário que faziam normalmente no escritório. E isso realmente gerou, no começo, um pouco de estresse. Porém, em dois meses esse problema começou a ser solucionado com a implementação de alguns softwares de gestão, o que deixou a agenda das pessoas mais organizada”, destaca Paulo Renato.

O arquiteto avalia ainda que a gestão de pessoas representa a maior mudança deste atual momento pandêmico, não só para a Norden, mas para a maioria das empresas. “É realmente um desafio grande ter o controle da empresa sem viver o dia-a-dia presencial, e isso todo mundo sentiu. A nossa diferença, acredito eu, é que enquanto a grande maioria estava fazendo seu home office pensando em voltar ao normal, nós aqui da Norden vimos a oportunidade de aumentar a produtividade e dar sequência a este plano que nos foi imposto, mas que fez tanto sentido para a gente que agora não queremos mais sair dele”, conclui.  

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