Heroínas da pátria

Do Texto: Para dar a visibilidade que elas merecem, o historiador Rodrigo Trespach, autor de Personagens da Independência do Brasil, publicado pela Editora 106,

Além de Maria Quitéria, que lutou no batalhão de resistência de voluntários do príncipe, Os Periquitos, muitas mulheres participaram da emancipação política do Brasil, e embora a presença feminina nas lutas pela Independência não tenham números significativos, seja por pouco envolvimento militar ou falta de registros históricos, algumas marcaram presença e gravaram seus nomes em movimentos políticos brasileiros pró-Independência e até mesmo pró-república.


Quem foram as mulheres que fizeram a diferença no 7 de setembro?


Além de Maria Quitéria, que lutou no batalhão de resistência de voluntários do príncipe, Os Periquitos, muitas mulheres participaram da emancipação política do Brasil, e embora a presença feminina nas lutas pela Independência não tenham números significativos, seja por pouco envolvimento militar ou falta de registros históricos, algumas marcaram presença e gravaram seus nomes em movimentos políticos brasileiros pró-Independência e até mesmo pró-república.


Para dar a visibilidade que elas merecem, o historiador Rodrigo Trespach, autor de Personagens da Independência do Brasil, publicado pela Editora 106, listou aquelas que, mesmo em uma sociedade patriarcal em que as mulheres exerciam papeis secundários, foram à luta.


Maria Quitéria: primeira mulher a servir oficialmente o exército brasileiro, era uma exímia caçadora e amazona, hábil no manejo de armas de fogo. Como seus irmãos homens eram menores e não poderiam servir as tropas na Independência da Bahia, Quitéria dirigiu-se à casa da irmã Teresa, conseguiu emprestado o uniforme do cunhado José Cordeiro de Medeiros e alistou-se travestida de “soldado Medeiros” no Batalhão dos Voluntários do Príncipe, o “Batalhão dos Periquitos”. Será que seu disfarce foi descoberto? Entre suas conquistas estão a coroação de honras de Primeiro Cadete, no dia 2 de julho de 1823, pelo general Labatut, com uma grinalda confeccionada no Convento da Lapa, e posteriormente, em 20 de agosto, em uma sessão no Paço Imperial, recebeu do imperador a insígnia de cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro. “Concedo-vos a permissão de usar esta insígnia como um distintivo, que assinale os serviços militares, que com denodo raro entre os mais de vosso sexo, prestastes à causa da Independência do Império”, disse d. Pedro I.


Barbara de Alencar: a matriarca dos Alencar, apesar de constar no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, só ganhou seu devido reconhecimento em suas ações na política e no seu papel nas Guerras da Independência, quase dois séculos depois, quando foi considerada a primeira presa política do Brasil. Após ficar viúva, aos 49 anos, assumiu os negócios da família, que incluíam propriedades rurais, engenhos e uma fábrica de utensílios de cobre.


Considerada por historiadores modernos como uma mulher sanguínea e nervosa, embora escrupulosa, a Dona Barbara do Crato, como era conhecida, jamais perdeu o interesse nos estudos e ciência. Ao ler clássicos da literatura universal para a população pobre da região, na calçada de sua casa, e manter seu conhecimento aguçado, ajudou a compartilhar ideias iluministas e de república. Teria ela passado ilesa?


Joana Angélica: a Irmã das Religiosas Reformadas de Nossa Senhora da Conceição foi considerada a primeira heroína da Independência, além de caridade e dedicação à sua fé, tornando-se vigária e, por fim, abadessa do convento, cargo que ocupou durante a Guerra da Independência na Bahia. Contam muitos livros de História que Joana tentou impedir a invasão dos portugueses ao Convento da Lapa, no dia 19 de fevereiro de 1822. Uma força religiosa descomunal. Apesar da vitória dos portugueses, a luta pela Independência estava apenas começando. Dezessete meses depois, o líder da invasão, o tenente-coronel Madeira de Melo se retirou para Portugal, deixando Salvador em mãos brasileiras.


Ficha Técnica: Personagens da Independência do Brasil– Os principais nomes da emancipação política do país e da história de Sete de Setembro

Autor: Rodrigo Trespach

Páginas: 224

Formato: brochura, 16x23x1,4cm

Peso: 390g

Preço: R$ 56,90

ISBN versão impressa: 978-65-88342-09-1

ISBN versão ebook: 978-65-88342-04-6

Gênero: História, Independência do Brasil, Biografias


Sobre o autor: Rodrigo Trespach nasceu em Osório (RS). Historiador, pesquisador e escritor, é autor de 15 livros, incluindo da série Personagens, além de diversos artigos e matérias para jornais e revistas nacionais e internacionais. Mais sobre o autor em www.rodrigotrespach.com.


Sobre a editora: A Editora 106 nasceu do encontro entre Omar Souza, editor com mais de 22 anos de experiência em diversas casas editoriais de renome, e a psicanalista Fernanda Zacharewicz, proprietária da Aller Editora, especializada em livros voltados para o universo psicanalítico. Com um escopo editorial que se reflete nos vários selos sob os quais publica suas obras, como: 106 Biografias, 106 Ideias (ensaios, Filosofia, História etc.), 106 Pessoas (desenvolvimento pessoal, espiritualidade, negócios etc.), 106 Histórias (ficção histórica e contemporânea), 106 Clássicos (obras e autores consagrados), 106 Crônicas (textos produzidos por alguns dos melhores cronistas nacionais e internacionais), entre outros, a editora prioriza representar os mais diversos públicos.

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