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quarta-feira, maio 12, 2021

Espinhas: 3 áreas incomuns em que elas aparecem e o que fazer para tratá-las

Todo mundo que já enfrentou uma espinha e foi atrás de uma forma de tratar o problema já se deparou com a expressão “Zona T”. “Chamamos assim pelo seu formato, em T, na face: afinal essa área compreende a testa, o nariz e o queixo. Ela concentra a maior quantidade de glândulas sebáceas do rosto. Então é por isso que esse local tem mais oleosidade e também sofre mais com a acne”, afirma a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Chamadas de "cistos epidérmicos", alterações similares às espinhas podem aparecer no lóbulo ou atrás da orelha e também no pescoço. Dermatologista explica cuidados e tratamentos.


São Paulo – 11/05/2021 - Todo mundo que já enfrentou uma espinha e foi atrás de uma forma de tratar o problema já se deparou com a expressão “Zona T”. “Chamamos assim pelo seu formato, em T, na face: afinal essa área compreende a testa, o nariz e o queixo. Ela concentra a maior quantidade de glândulas sebáceas do rosto. Então é por isso que esse local tem mais oleosidade e também sofre mais com a acne”, afirma a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Mas cistos epidérmicos similares às espinhas podem se formar em qualquer área da pele que tenha poros secretores de óleo, incluindo os lóbulos das orelhas, a pele atrás da orelha e o pescoço”, acrescenta.


Segundo a dermatologista, abaixo da superfície da pele existem glândulas que produzem uma substância oleosa chamada de sebo, que chega à superfície através dos poros da pele. “Quando as glândulas produzem um excesso de sebo, ele pode se acumular e se misturar com as células mortas da pele para obstruir os poros. Composto por uma mistura de queratina, células mortas e sebo, o cisto se forma quando essas substâncias da pele se acumulam e geram uma espécie de cápsula, e isso impede que sejam absorvidas pelo organismo. Geralmente, os cistos aparecem depois da puberdade”, afirma a médica.


Às vezes, esse processo ocorre na pele do lóbulo da orelha. “Pacientes costumam reclamar de incômodo e dor, sendo que alguns tentam dobrar o lóbulo da orelha para tentar espremer, mas isso nunca é aconselhável, uma vez que o resultado pode ser uma marca no local”, afirma a Dra. Paola.


Quando afeta a área atrás da orelha, o grande problema dessa região é o incômodo que pode vir acompanhado de coceira. “Essa é uma região que não costumamos incluir na nossa rotina skincare facial. Mas quando estendemos os cuidados diários com a pele do rosto à região atrás das orelhas, conseguimos controlar a oleosidade produzida também nessa área”, afirma.


Quanto ao pescoço, a acne na região tende a ser mais severa e com lesões císticas, com formato arredondado e duro, em pontos avermelhados e doloridos.


Causas: Poros obstruídos podem causar vários tipos de acne, incluindo as populares espinhas (com centros brancos ou amarelados) e cravos (pontos pretos sobre os poros), ou até mesmo pápulas (pequenas saliências vermelhas que podem ser sensíveis), pústulas (pequenas saliências vermelhas com topos brancos cheios de pus), nódulos (protuberâncias firmes e grandes dentro da pele) e cistos (caroços grandes, dolorosos e cheios de pus dentro da pele). “Nódulos e cistos se formam devido à irritação severa dos poros, resultando em uma protuberância mais profunda e inflamada”, afirma.


Fatores de risco: Certos fatores tornam mais provável a formação de espinhas ou cistos, como: a idade (são mais comuns na adolescência, mas podem se desenvolver em qualquer idade); hormônios (flutuações como durante a gravidez ou controle de natalidade podem afetar a produção de sebo); medicamentos (qualquer um que contenha corticosteroides, andrógenos ou lítio pode causar espinhas); história familiar (a genética pode desempenhar um papel importante); uso de produtos oleosos (cremes para a pele, produtos para o cabelo e cosméticos podem obstruir os poros); e pressão ou fricção (o contato de roupas e coisas como bandanas, capacetes, máscaras de proteção e até mesmo telefones celulares podem contribuir para o aparecimento do problema).


Tratamento: O tratamento depende de sua gravidade. A maioria dos cravos e espinhas desaparece mesmo sem tratamento. “No entanto, os medicamentos podem ajudar tanto no desaparecimento mais rápido (com menor risco de cicatriz), como na prevenção do aparecimento de novas lesões”, afirma a médica. “Primeiramente, podemos incluir cremes, géis e loções que podem reduzir a oleosidade. Esses tratamentos podem conter: peróxido de benzoíla (que pode reduzir a produção de sebo e matar bactérias), ácido salicílico (que ajuda a desobstruir os poros e reduzir a inflamação), enxofre (que pode desbloquear os poros, entre outros”, afirma a dermatologista. "Nós, dermatologistas, também podemos prescrever antibióticos (para reduzir as populações de bactérias e a infecção), e retinoides (para diminuir a atividade das glândulas sebáceas), que podem ser tópicos ou via orais, dependendo da gravidade. Em alguns casos, também podemos indicar a limpeza de pele com drenagem e extração de cravos, para auxiliar no tratamento", acrescenta. “Mas nunca esprema a lesão, isso pode aumentar a inflamação local e consequentemente causar uma cicatriz permanente”, finaliza a médica.


FONTE: *DRA. PAOLA POMERANTZEFF - Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, a médica é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, e participa periodicamente de Congressos, Jornadas e Simpósios nacionais e internacionais. http://www.drapaola.me

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