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quarta-feira, janeiro 13, 2021

Responsabilidade de liderar

O fato trágico, ocorrido no dia 6 de janeiro, onde partidários do inconformado derrotado Donald Trump foram convocados, por ele, para invadir o Capitólio como forma de protesto, pautado em uma “Teoria da Conspiração Maluca”, é prova de que o fator primordial que distingue os verdadeiros líderes de eternos “aspirantes” é a Inteligência Emocional.


Por Prof. Paulo Lopes*


Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas

Saint-Exupéry


Adaptarei essa celebre frase, do best-seller O Pequeno Príncipe, para iniciar a reflexão de hoje:


“Tu te tornas eternamente responsável por aqueles que lideras”!


O fato trágico, ocorrido no dia 6 de janeiro, onde partidários do inconformado derrotado Donald Trump foram convocados, por ele, para invadir o Capitólio como forma de protesto, pautado em uma “Teoria da Conspiração Maluca”, é prova de que o fator primordial que distingue os verdadeiros líderes de eternos “aspirantes” é a Inteligência Emocional.


Na década de 90, Daniel Goleman, revolucionou os conceitos de liderança quando afirmou, através de seus estudos, que o fator principal que garante a conquista de um cargo de liderança nas organizações é, sem dúvida, o conhecimento técnico e a inteligência cognitiva, porém o que sustentará esse “líder” no cargo é a inteligência emocional.


Desenvolvendo a inteligência emocional através das 5 habilidades sugeridas por Goleman: 

- Autoconsciência (reconhecer as suas próprias emoções) 

- Autorregulação (“trabalhar internamente” as emoções) 

- Automotivação (estimular-se a estar sempre motivado) 

- Empatia (ver as situações pela ótica do outro) 

- Habilidade social (saber relacionar-se com harmonia) além de atingir as metas, criará um ambiente de confiança e respeito mútuo.


Usar a sua equipe para atingir as suas metas pessoais ou suprir seus egos e vaidades, mostra o total despreparo e falta de inteligência emocional de quem se diz líder. 


Colocar a vida dos seus “seguidores” em risco vai muito além de um desequilíbrio emocional, é um crime. Exemplos como esse devem ser apagados da memória. Mesmo que os fatos “Teoria da Conspiração Maluca” fossem verdadeiros, as ações de inflamar os seus seguidores para defender os seus interesses seriam incabíveis.


Sigamos exemplos de líderes que alicerçaram suas práticas na “Liderança Servidora”: Nelson Mandela, Martin Luther King, Mahatma Ghandi, Madre Tereza de Calcutá, entre outros, desenvolvendo a liderança com empatia, compaixão, respeito e ética.


Um soberano jamais deve colocar em ação um exército motivado pela raiva, um líder jamais deve iniciar uma guerra motivado pela ira

Sun Tzu


*Professor Esp. Paulo Lopes
- CREF:3080 G/RS
- Graduado em Educação Física (UFRGS 2001)
- MBA em Gerenciamento de Projetos (UNILASALLE 2015)
- Pós MBA em Inteligência Emocional nas Organizações (UNILASALLE 2019). Leia Mais sobre o autor...

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