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segunda-feira, janeiro 11, 2021

Janeiro Verde: saiba o que causa e como prevenir o câncer de colo de útero

Os meses de setembro a dezembro são marcados por campanhas de conscientização sobre uma série de doenças, como o câncer de mama, de próstata e de pele. Mas o que poucos sabem é que outros meses do ano também possuem suas próprias campanhas. Janeiro, por exemplo, é o mês de conscientização sobre o câncer de colo de útero, sendo simbolizado pela cor verde


Causado pela infecção frequente do vírus HPV, câncer de colo de útero figura entre a quarta maior causa de morte por câncer no Brasil, mas pode ser facilmente prevenido através da realização de exames e acompanhamento ginecológico regular.


Os meses de setembro a dezembro são marcados por campanhas de conscientização sobre uma série de doenças, como o câncer de mama, de próstata e de pele. Mas o que poucos sabem é que outros meses do ano também possuem suas próprias campanhas. Janeiro, por exemplo, é o mês de conscientização sobre o câncer de colo de útero, sendo simbolizado pela cor verde. “Apesar de ser facilmente prevenido, o câncer de colo de útero é a quarta maior causa de morte de mulheres por câncer no Brasil, o que mostra a desinformação das mulheres sobre a doença bem como a falta de políticas e campanhas de conscientização sobre esse tipo de câncer”, explica a Dra. Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica GRU.


Segundo a especialista, o câncer de colo de útero é um tumor maligno que afeta a parte inferior do útero, surgindo devido a infecção frequente por alguns tipos do Papilomavírus Humano, conhecido popularmente como HPV. “Mais comum em mulheres, mas também podendo afetar homens, o HPV é um vírus contagioso geralmente transmitido por meio de relações sexuais. Apesar de ser muito frequente, a infecção pelo HPV é geralmente combatida pelo sistema imunológico e não evolui para doenças mais graves, mas, dependendo do tipo do vírus, a infecção pode causar alterações celulares que evoluem para um quadro de câncer”, alerta. “Além da infecção pelo HPV, outros fatores como atividade sexual precoce, histórico de verrugas genitais, tabagismo e presença de doenças imunossupressoras também podem influenciar no surgimento do câncer de colo de útero.”


Logo, a melhor estratégia para prevenir o câncer de colo de útero é através da identificação e tratamento precoce da infecção causada pelo HPV. “Por isso, é fundamental a realização do exame de Papanicolau e o acompanhamento ginecológico, afinal, os sintomas de HPV, que consistem principalmente no surgimento de pequenas verrugas na região íntima, podem demorar muito tempo para se manifestar”, afirma a ginecologista. Além da realização frequente de exames, é fundamental também adotar cuidados para prevenir o HPV em si, como sempre utilizar preservativos durante relações sexuais. “Existe também uma vacina capaz de combater a infecção pelo HPV, prevenindo, consequentemente, o surgimento do câncer de colo de útero. Disponível pelo Sistema Único de Saúde, a vacina, que é administrada em duas doses com um intervalo semestral entre elas, é indicada para meninas e meninos que possuem entre 9 e 14 anos. No entanto, vale ressaltar que a vacina disponível atualmente é capaz de proteger apenas contra os 4 tipos de vírus HPV mais comuns no Brasil. Logo, a realização de exames é indispensável até mesmo para quem tomou a vacina, visto que existem mais de 100 tipos de HPV”, ressalta a médica.


Mas, mesmo com realização de exames e a adoção de cuidados preventivos, é sempre importante ficar atenta aos sintomas do câncer colo de útero, que incluem corrimento vaginal com odor desagradável, ciclo menstrual desregulado, sangramento após o sexo, dores fortes na região lombar e pélvica, anemia e alterações na urina. Ao notar qualquer um desses sinais, é fundamental consultar um médico especializado, que poderá realizar uma avaliação para diagnosticar o problema corretamente. “A partir do momento em que o câncer de colo de útero é identificado, o tratamento pode incluir radioterapia, quimioterapia, braquiterapia (também conhecida como radioterapia interna) e a histerectomia (remoção do útero). Mas a escolha do tratamento dependerá da gravidade da doença e características pessoais do paciente. Por isso, a consulta com um ginecologista é indispensável”, finaliza a Dra Eloisa Pinho.


FONTE: DRA. ELOISA PINHO - Ginecologista e obstetra, pós-graduada em ultrassonografia ginecológica e obstétrica pela CETRUS. Parte do corpo clínico da clínica GRU Saúde, a médica é formada pela Universidade de Ribeirão Preto, realiza atendimentos ambulatoriais e procedimentos nos hospitais Cruz Azul e São Cristovão, além de também fazer parte do corpo clínico dos hospitais São Luiz, Pró Matre, Santa Joana e Santa Maria. 

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