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ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

6/14/2020

Liderança: Minhas VERDADES construídas e MITOS (Parte 3)

O líder só consegue atingir o sucesso na gestão quando toda a equipe atingir também
Imagem de Gerd Altmann-Pixabay 


O líder só consegue atingir o sucesso na gestão quando toda a equipe atingir também


Por: Prof. Paulo Lopes

“- Você tem que ser “durão/durona” com a sua equipe, pois “chefe” muito bonzinho/boazinha perde a autoridade!”

Este argumento, muito comum de se ouvir, é um mito que irei desconstruir neste texto, baseado nas verdades que acredito e construí após anos de práticas de gestão, sempre inspirando-me em grandes gestores com quem tive e tenho o privilégio de conviver e de muita leitura.

Falando em leitura, no best-seller “O Monge e o Executivo”, leitura obrigatória para quem tiver interesse em ‘aventurar-se” no mundo da gestão de equipes, James C. Hunter (1998) afirma que a liderança se consolida através do PODER (faculdade de forçar ou coagir alguém a fazer a sua vontade, por causa da sua posição ou força, mesmo que a pessoa preferisse não fazer) e da AUTORIDADE (habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade o que você quer por causa de sua influência pessoal).

Procuro exercer minha liderança pautado na autoridade, pois desta forma consigo adquirir a confiança da minha equipe e tenho a segurança de que, mesmo quando estiver ausente fisicamente, minhas solicitações serão executadas com a mesma motivação e empenho de todos. Eventualmente, ocorre a necessidade de utilizar o poder para que o cumprimento de alguma decisão mais polêmica seja cumprida. Neste momento, a comunicação deve ser clara e direta, sempre ressaltando que esta determinada ação se faz necessária, mesmo respeitando as opiniões contrárias, contudo precisamos estar cientes de que a responsabilidade final sempre será do gestor da equipe.

Exercendo a liderança através da autoridade, consigo desenvolver a “Liderança Servidora”, este é outro conceito abordado por James C. Hunter que, independente de crenças religiosas, utiliza a figura de Jesus Cristo como exemplo desta prática de liderança. Segundo o autor, ele transmitia as suas verdades através de parábolas e reflexões, onde todos tinham condições de entender e refletir; fazia com que todos entendessem a necessidade das superações diárias; repreendia quando necessário, porém exaltava os elogios e o reconhecimento de todos; estava sempre à disposição de todos e era exemplo por suas ações, muito além de suas palavras.

Procuro desenvolver a prática da “Liderança Servidora” constantemente, pois acredito que para a minha equipe poder desenvolver um trabalho de excelência, necessita de um ambiente agradável, onde a harmonia, a confiança, o auxílio mútuo e o entendimento sejam uma realidade. A empatia deve ser seguida da compaixão: não basta colocar-me no lugar do outro e entender o que ele está sentindo (empatia), tenho que entender o que ele está sentindo e ter uma ação facilitadora para auxiliá-lo na resolução do problema (compaixão).

A escuta compassiva deve ser utilizada como uma prática com o objetivo de entender as necessidades da equipe sem mostrar o resultado final, mas sim o caminho a ser seguido para atingir o resultado com sucesso. A vulnerabilidade irá auxiliar a ouvir as críticas com o objetivo de entender o que deve ser melhorado e não ouvir buscando justificativas para cada uma das críticas. Os exemplos práticos devem ser muito mais significativos do que o discurso: ética e moral devem ser marcas e modelo para todos.

Devo trabalhar para o desenvolvimento pessoal de cada componente da minha equipe, incentivando para que todos brilhem, desta forma toda a equipe auxiliará o que estiver em evidência, pois saberá que quando chegar a sua vez terá o apoio de todos.

O líder só consegue atingir o sucesso na gestão quando toda a equipe atingir também, pois como diz o astro da NBA, Michael Jordan: “O talento vence jogos, mas somente o trabalho em equipe ganha campeonatos.”

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NOTA DA REDAÇÃO:

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